Crítica | ‘Yasuke’ traz samurai negro em lutas sobrenaturais na Netflix

O único samurai negro do qual o mundo já ouviu falar: Yasuke. Ele realmente existiu. E agora deu origem a uma série de animação da Netflix. Achei que seria uma tentativa de contar a história dele com as poucas informações que existem sobre sua vida, porém, não é bem assim. O anime viaja pelo sobrenatural, numa mistura de Samurai X com qualquer outro de monstros.

A saber, não é o primeiro samurai negro a ter uma animação. Lembro bem de Afro Samurai, o qual assisti na MTV de anos atrás, muito bem feito e com roteiro bem mais interessante e redondo que Yasuke. A estilística do desenho também era melhor, diga-se de passagem.

Aqui a trama imagina o caminho que Yasuke seguiu após deixar de samurai. Virou um barqueiro que quer ficar sem ser incomodado, aquele clássico, cheio de traumas do passado, sem desejo algum de se meter em nova confusões. Logicamente que a confusão busca o velho guerreiro.

Além disso, não espere humor. Em seis episódios, tem bastante sangue e ação, inclusive, chega a ter cenas bem pesadas nesse sentido. Pode agradar quem curte animes de samurai e espadas. No geral, sem grandes aprofundamentos nos personagens, a série é até um pouco corrida e percorre os clichês tradicionais, sem novidades. Mas Yasuke tem carisma e é um herói à moda antiga. Luta porque precisa, cheio de honra e lealdade, contudo, entende a necessidade mudar, o que percebemos no quinto episódio, o melhor.

Por fim, saiba mais sobre a verdadeira história de Yasuke na matéria que saiu anteriormente aqui no Vivente Andante.

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