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Cinema e StreamingCrítica

Crítica | ‘Lavra’ não é uma história sobre pessoas felizes

Por alexandredassumpo
Última Atualização 31 de julho de 2023
3 Min Leitura
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“Lavra” é a história de Camila, uma mineira que retorna a sua cidade de origem para trilhar a alameda da memória e reencontrar deleites pretéritos. Bem… Camila é mineira e cresceu nas cercanias das barragens da Samarco. Quando mulher e menina se encontram, deleite, beleza e justiça não se aplicam.

A cineasta viaja através das veias entupidas de um estado que foi devorado pela monstruosidade que lhe batizou. Enquanto  trafega por cadáveres de cidades e sonhos, ela presencia injustiças, mentiras e todo o tipo de iniquidade e degradação. “Lavra” não é uma história sobre pessoas felizes. É o lamento daqueles que trocaram suas certezas por promessas não cumpridas. Quando você só tem as roupas do corpo, a vida, e morre de medo de perdê-las…o coisa tá preta. Marrom, no caso.  

Pobres não têm voz

Além disso, os moradores do local foram condicionados a correr para as montanhas ao som de uma sirene, o que pode ser considerado um mimo, afinal, as cidades anteriores foram soterradas sem aviso, em silencio. Ao longo das entrevistas, ela descobre que os moradores das cidades sequer podem conhecer as casas que lhe foram prometidas e supostamente estão sendo construídas. Um dos personagens morreu sem receber ou sequer conhecer a nova residencia. Pobres não têm voz, nem para se queixar com o bispo.

Enquanto eles vivem em cidades fantasmas, ou ao redor delas, quem detêm o poder repetem os mesmos erros em looping. Prova disso é que enquanto ela transita por sua Pompeia enlameada, ocorre outro acidente sem que alguém realmente se importe ou receba as devidas punições. Outro crime que seguirá sem castigo.  E sim, essa é a palavra da vez entre os moradores que se tornaram uma turba furiosa cujas reclamações são contidas por uma lei que não os ampara. Sem poder voltar para suas casas e até de plantar ou beber água devido as barragens nos rios, eles se tornaram  refugiados em sua própria cidade.

Afinal, “Lavra” é uma daquelas histórias necessárias que muitos gostariam que não tivesse acontecido. Certamente Camila preferia ter sido testemunha ocular de histórias menos desagradáveis.

A saber, o filme fez parte da MOSTRA CINEMA, MINERAÇÃO E MEIO AMBIENTE.

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Tags:alexandre sumpacritica lavra
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