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Cinema e StreamingCrítica

O menino e a garça – Uma bela e fantástica jornada

Por Luciano Bugarin
Última Atualização 2 de março de 2024
7 Min Leitura
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Tópicos
  • O menino e a garça
  • Contexto histórico
  • Realidade x fantasia
  • Cuidando do mundo
  • Onde assistir

Alguns filmes nos dão a sensação de estarmos assistindo a uma bela poesia audiovisual. O cinema de animação é notável por ter o potencial de criar e dar vida a praticamente tudo o que se imagina. Quando um filme reúne essas duas condições, o resultado é impressionante. É o caso de “O menino e a garça”, de Hayao Miyazaki, que estreia nesta quinta-feira, dia 22/02.

O filme conta a história de Mahito, um jovem que logo no começo tenta ajudar a resgatar sua mãe de um incêndio em um hospital em Tóquio, durante a II Guerra Mundial. Dois anos depois, ele vai morar com o pai e sua nova esposa no campo. Lá, ele sente-se deslocado e contrariado pelo fato de agora ter uma madrasta, que está grávida.

O menino e a garça

O roteiro é livremente inspirado no livro “Como Você Vive?”, de Genzaburo Yoshino, lançado em 1937. O que o filme carrega de principal semelhança é a narrativa sobre experiências de vida. A jornada do amadurecimento, dos laços familiares e lidar com as responsabilidades de certas escolhas próprias.

Quando chega na sua nova casa, Mahito nota uma garça-real rondando a casa. Ela não parece ser uma garça comum. Ela instiga Mahito a explorar os arredores da propriedade, até que ele se depara com uma enorme torre misteriosa. A torre parece estar selada, mas o garoto tenta de alguma forma adentrar aquele lugar secreto, de origem secreta e que pode ter alguma ligação com sua família.

A madrasta de Mahito e as curiosas senhoras que pajeiam ele – imagem de divulgação.

Contexto histórico

O cinema japonês costuma utilizar de forma significativa o cenário da II Guerra Mundial como pano de fundo para histórias intensas que mostram dramas humanos. O pai de Mahito tem uma fábrica que manufatura cabines de aviões de bombardeio, talvez utilizados por pilotos kamikazes. Ele lucra com o sacrifício de seus compatriotas, que morrem para destruir os inimigos.

Esse comportamento é apenas uma das muitas camadas inerentes à humanidade abordadas pelo filme. Diversos animais vão aparecendo como alegorias de diversos comportamentos humanos. A jornada de Mahito nos mostra como as relações interpessoais podem ser complexas ao abordar temas como luto, solidão, bullying e rancor.

Mahito solitário em seu novo quarto – imagem de divulgação.

Realidade x fantasia

O filme que começou a ser produzido em 2016, traz uma coexistência entre um alto grau de realismo com elementos fantasiosos e fantásticos. Ambos coexistem de maneira que reflete o que os personagens vêem e o que eles desejam. Afinal desejo e imaginação costumam ter uma ligação direta, inclusive na construção de barreiras emocionais.

Se por um lado, Mahito parece ter perdido um pouco de sua inocência infantil, quando sua mãe morreu. Por outro lado, ele ainda mantém a curiosidade juvenil, talvez motivada por uma busca, quase obsessiva, de sentir a presença de sua mãe. Ele não consegue se permitir a viver um luto por ela. Assim, como a vida é cheia de conflitos, sua jornada é sinuosa, mas impressionante e fascinante. De modo, que não conseguimos desgrudar a atenção a cada nova descoberta.

Mahito conhece a misteriosa Himi – imagem de divulgação.

Cuidando do mundo

A trama explora de modo profundo símbolos, metáforas visuais e alegorias, mas sem deixar a narrativa demasiadamente didática ou redundante. Tudo vai se encaixando na mente do espectador, à medida que ele vai entendendo as leis que regem aquele mundo, que se assemelha em muito à realidade. Isso também não quer dizer que não há absolutamente nenhuma explicação. Elas são apenas inseridas no contexto de forma mais orgânica.

O filme mostra como podemos criar mundos dentro de nós e nos isolarmos ou compartilhar dessas criações para mantê-las vivas, de alguma forma. Mas é importante, também, a responsabilidade em lidar com eles, seja como criador ou como visitante. Afinal, por mais fantástica que possa ser, a imaginação reflete sentimentos reais.

“O menino e a garça” traz diversas autorreferências ao seu criador e o ato de criação artística. Mas também pode ser visto pelo prisma da responsabilidade com o mundo em que vivemos. Em resumo, se o que criamos reflete o que somos, a forma como se cria com esmero todo um universo deve refletir na forma como cuidamos do planeta e interagimos com outros seres viventes nele.

Mahito e o dilema da criação. Seguir um legado ou começar do zero? – imagem de divulgação.

Onde assistir

Fruto de uma produção meticulosa de 7 anos, onde a cada mês foi produzido um minuto de animação, “O menino e a garça” é uma bela fantasia sobre uma antiga busca por amadurecimento e autocompreensão. Assistir a esse filme, certamente, é uma experiência única!

Mahito em busca de respostas – imagem de divulgação.

O filme foi a primeira produção de animação manual e em idioma diferente do inglês a ganhar o Globo de Ouro de melhor animação. Ao passo que ele está indicado ao Oscar de melhor filme de animação, com boas chances de vencer. Em síntese, o filme estreia neste dia 22/02/2024 (data do meu aniversário! Que presentão!) nos cinemas. Dessa forma, consulte a rede de cinemas de sua cidade para encontrar sessões disponíveis.

https://www.youtube.com/watch?v=iUrhlc3L3A8
teaser dublado
trailer dublado
teaser legendado
trailer legendado
Tags:animaçãoanimação japonesacrítica cinematográficaEstreiahayao miyazakio menino e a garçaoscaroscar 2024studio ghibli
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PorLuciano Bugarin
Professor de artes e cineasta independente. Sou cinéfilo, fã de Simpsons, entusiasta de artes que fogem do óbvio e músicas barulhentas.
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