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Faz de Conta que É Paris
Cinema e StreamingCrítica

Crítica: Faz de Conta que é Paris é o filme conforto que necessitamos

Por
André Quental Sanchez
Última Atualização 13 de agosto de 2025
5 Min Leitura
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Leonardo Pieraccioni, Giulia Bevilacqua, Nino Frassica e Chiara Francini nos bastidores de Faz de Conta que É Paris
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Dirigido por Leonardo Pieraccioni, Faz de Conta que é Paris é uma comédia popular italiana que diverte com humor leve e direto, entregando mais emoção do que aparenta.

Assim como os brasileiros em produções no estilo Minha Mãe É Uma Peça (2013, André Pellenz), os europeus também dominam a arte das comédias que, mesmo sem grandes inovações de roteiro ou técnica, oferecem um “arroz com feijão” tão bem temperado que, ao fim, deixam o coração leve e o sorriso no rosto. É aquele tipo de filme que parece simples, mas acaba sendo uma das melhores formas de entretenimento em menos de uma hora e meia, como exemplo temos Homens à Beira de Um Ataque de Nervos (2022, Audrey Dana) representando a França, e Faz de Conta que é Paris como um ótimo representante italiano.

Aqui, Leonardo Pieraccioni, conhecido por obras burlescas como Uma Bela Esposa (2007), conta a história de Bernardo, Ivana e Giovanna, três irmãos que se unem para realizar o sonho do pai doente e quase cego, Arnaldo: uma viagem a Paris. Sem condições de levá-lo de fato, eles criam uma encenação completa, à maneira de A Vida é Bela (1999, Roberto Benigni), e, no processo, redescobrem laços que acreditavam perdidos.

Faz de Conta que É Paris

Leonardo Pieraccioni, Giulia Bevilacqua, Nino Frassica e Chiara Francini em cena de Faz de Conta que É Paris- Divulgação Pandora Filmes

O cinema já explorou famílias disfuncionais de todas as formas, do drama de Succession (2018, Jesse Armstrong), à sátira de Arrested Development (2003, Mitchell Hurwitz), passando pela animação de A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas (2021, Mike Rianda). O diferencial de Faz de Conta que é Paris está no modo como aborda temas extremamente densos, porém com leveza, sem mergulhar nos traumas ou consequências mais duras. Essa escolha não é falta de profundidade, mas uma decisão consciente de tratar a vida com mais doçura, algo que a música final Pare parecchio Parigi (2024, Neena), encapsula com maestria .

O arco dramático existe e é forte, mas o filme evita as catarses grandiosas. Situações como Ivana usando uma barba falsa para revelar sua identidade sexual ao pai, Giovanna percebendo a superficialidade de seu namoro, Bernardo questionando a própria identidade ou Arnaldo entendendo que a viagem é uma farsa, são resolvidas com ternura e sem sofrimento excessivo. Pieraccioni não entrega uma novela lacrimosa; oferece, sim, uma comédia que conforta.

O humor de Faz de Conta que É Paris se apoia em dois pilares. O primeiro está nos personagens: tanto a família, única à sua maneira, quanto os coadjuvantes caóticos, o vizinho problemático e sua mãe excêntrica, os funcionários aspirantes a atores, o policial que quer impressionar a repórter, a vizinha filósofa, entre outros que mesmo com pouco tempo de tela, deixam sua marca. O segundo está no roteiro, repleto de ironias, intensificadas por cortes secos que mostram exatamente o que o público espera, mas surpreendem os personagens, garantindo riso e calor.

Faz de Conta que É Paris

Leonardo Pieraccioni, Giulia Bevilacqua e Chiara Francini nos bastidores de Faz de Conta que É Paris

Rápido e ágil, esteticamente agradável tanto em fotografia quanto na honesta direção de arte, o filme poderia ser mais profundo, mas prefere o conforto. E tudo bem. Nem toda produção precisa ter ambição de Oscar ou drama shakespeariano. Às vezes, o que precisamos é de uma comédia caótica sobre uma família que se reconecta, um clichê ainda tanto trabalhado narrativamente, simplesmente porque funciona. Para quem busca leveza, boas risadas e talvez se emocionar um pouco, Faz de Conta que é Paris é uma escolha certeira.

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Tags:CinemacríticaCrítica Faz de Conta que É ParisFaz de Conta que é parisLeonardo Pieraccionipandora filmesparis
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