O aguardado live-action de Moana chega aos cinemas cercado por expectativa, impulsionado pela presença de Dwayne “The Rock” Johnson, que recentemente esteve no Brasil promovendo o longa, mas a recepção inicial da crítica internacional está longe de repetir o sucesso da animação original.
O filme estreou com apenas 32% de aprovação no Rotten Tomatoes, tornando-se oficialmente a pior avaliação da franquia e uma das mais baixas entre todos os remakes live-action produzidos pela Disney nos últimos anos.
A nota coloca Moana atrás até mesmo de produções bastante criticadas, como Branca de Neve (39%), ficando acima apenas de Pinóquio (29%), atualmente o pior remake em live-action do estúdio.
A comparação com a animação de 2016 torna a situação ainda mais delicada.
O primeiro Moana: Um Mar de Aventuras conquistou 95% de aprovação da crítica e arrecadou centenas de milhões de dólares ao redor do mundo, enquanto Moana 2 manteve uma recepção positiva, alcançando 61%.
Já a nova versão parece não convencer os críticos.
Entre as principais reclamações está a falta de novidades em relação ao filme original. Diversas análises apontam que o remake praticamente replica a animação, oferecendo poucas justificativas para existir além da transposição para atores reais.
Entre as 47 críticas contabilizadas até o momento, o consenso aponta que o remake “carece do charme e da magia da versão original” e chega a provocar “uma forma requintada de agonia”, segundo algumas avaliações reunidas pelo agregador. Para os críticos, a nova adaptação pouco acrescenta à história já conhecida, repetindo a estrutura da animação sem apresentar ideias capazes de justificar uma nova versão em live-action.
A crítica Molly Freeman, do ScreenRant, resumiu a principal dúvida levantada pela imprensa especializada:
“Se a Disney não pretendia mudar praticamente nada da história de Moana, qual era o propósito de fazer um live-action?”
Catherine Laga’aia recebe elogios
Apesar da recepção negativa, um dos pontos mais elogiados do longa é a atuação da estreante Catherine Laga’aia, escolhida para interpretar Moana.
A jovem atriz australiana é considerada um dos principais acertos da produção, sendo apontada como capaz de preservar o carisma e a personalidade da protagonista criada na animação.
Ao seu lado retorna Dwayne Johnson, reprisando o papel do semideus Maui, personagem que ajudou a transformar no cinema há quase uma década.
Muito antes da estreia, a Disney investiu pesado na divulgação mundial do filme, e o Brasil recebeu atenção especial.
Dwayne Johnson desembarcou no país para promover Moana, participando de eventos com fãs e imprensa, reforçando a forte ligação que mantém com o público brasileiro desde visitas anteriores para divulgar sucessos como Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw, Adão Negro e Jumanji.
Conhecido por seu enorme alcance nas redes sociais e pelo contato direto com os fãs, o ator utilizou seus canais para compartilhar momentos da passagem pelo Brasil, estratégia que reforça a importância do mercado brasileiro para os grandes lançamentos da Disney.
Entretanto, o resultado dever ser o mesmo que houve com Supergirl, da DC Studios. A atriz principal, Milly Alcock, veio ao Brasil, mas isso não fez com que o filme conseguisse sucesso.
Mesmo diante da reação negativa da crítica, a Disney ainda aposta na força da marca.
As primeiras projeções indicam uma abertura entre US$ 60 milhões e US$ 65 milhões apenas na América do Norte, embora algumas estimativas mais recentes apontem números próximos dos US$ 40 milhões.
O desafio é grande.
O orçamento do filme gira em torno de US$ 250 milhões, sem considerar os custos de marketing, tornando necessário um desempenho robusto nas bilheterias mundiais para justificar o investimento.
Desde seu lançamento em 2016, a franquia Moana tornou-se uma das mais populares da Disney.
Somados, os dois filmes de animação ultrapassaram US$ 1 bilhão em arrecadação mundial, além de figurarem constantemente entre os conteúdos mais assistidos nas plataformas de streaming.
Essa popularidade explica por que a Disney decidiu apostar rapidamente em uma adaptação live-action, seguindo o modelo aplicado a clássicos como O Rei Leão, Aladdin e A Bela e a Fera.
Agora, resta saber se o carinho do público será suficiente para contrariar a avaliação da crítica e manter viva mais uma aposta do estúdio na tendência dos remakes.
É difícil entender as atuais escolhas da Disney…
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