Depois de estrear nos cinemas com Superman e lançar Supergirl, o novo Universo DC comandado por James Gunn já demonstra que pretende fugir da fórmula tradicional dos filmes de super-heróis. Segundo informações destacadas pelo ScreenRant, os próximos projetos da franquia vão explorar gêneros completamente diferentes, transformando o DCU em um universo onde cada produção terá uma identidade própria.
A estratégia já havia sido antecipada por Gunn, que afirmou diversas vezes que não pretende repetir o mesmo estilo em todas as produções. Após a aventura espacial de Supergirl, o próximo lançamento será a série Lanterns, seguida pelo filme Cara de Barro (Clayface), ampliando ainda mais a diversidade narrativa da franquia.
Inspirado na HQ Supergirl: Woman of Tomorrow, de Tom King, Supergirl apostou em uma atmosfera de faroeste espacial, bastante diferente do tom mais clássico e terrestre apresentado em Superman.
Embora o longa tenha recebido críticas negativas e tenha decepcionado nas bilheterias, o filme reforçou a proposta de James Gunn de experimentar novos formatos dentro do mesmo universo compartilhado.
A próxima produção do DCU será Lanternas, série da HBO que acompanhará Hal Jordan e John Stewart investigando um misterioso caso na pequena cidade de Rushville.
Apesar de manter elementos cósmicos tradicionais dos Lanternas Verdes, a produção foi descrita por Gunn e pelos executivos da DC Studios como um thriller policial inspirado em séries como True Detective.
A trama alternará duas linhas temporais: uma ambientada em 2016 e outra em 2026, após os acontecimentos de Superman. O foco será uma investigação criminal cercada de mistérios, deixando as grandes batalhas espaciais em segundo plano.
Cara de Barro leva o terror ao DCU
Depois de Lanterns, o DCU mudará novamente de direção com Cara de Barro, previsto para estrear em outubro de 2026.
Segundo o ScreenRant, o filme mergulhará no body horror, subgênero conhecido por explorar transformações físicas perturbadoras. O protagonista será Matt Hagen, interpretado por Tom Rhys Harries, em uma história de origem marcada por tragédia e perda de identidade.
O orçamento estimado gira em torno de US$ 40 milhões, significativamente menor que outras produções de super-heróis recentes. A aposta acompanha o sucesso comercial de filmes de terror de menor orçamento, que vêm conquistando espaço nas bilheterias mundiais.
DCU também prepara série de Jimmy Olsen com famoso vilão do Flash
Além das mudanças de gênero, a DC Studios continua expandindo seu universo televisivo.
Segundo o Deadline, Jimmy Tatro está negociando para interpretar Grodd, o famoso gorila telepata inimigo do Flash, em uma série derivada centrada em Jimmy Olsen, personagem vivido por Skyler Gisondo em Superman.
Embora o projeto ainda não tenha sido oficialmente aprovado, a produção deverá funcionar como um falso documentário investigativo, no qual Jimmy explorará diferentes criminosos do Universo DC. A primeira temporada deverá girar justamente em torno de Grodd, um dos vilões mais clássicos dos quadrinhos da DC.
A descrição divulgada pelo veículo indica que Grodd será retratado como “um gorila telepata extremamente inteligente que busca dominar tanto os humanos quanto os símios”, sugerindo que algum Flash já atua no universo compartilhado criado por James Gunn, mesmo sem ter aparecido oficialmente até agora.
Enquanto isso, outros projetos do DCU continuam em desenvolvimento, como Paradise Lost, prelúdio da Mulher-Maravilha; Booster Gold; uma série derivada do Senhor Incrível (Mister Terrific); e a produção focada em Amanda Waller, interpretada por Viola Davis.
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