Encontro reúne André Neguinho, do Bom Gosto, e especialistas para discutir o papel das rodas de samba como patrimônio cultural e instrumento de preservação da memória afro-brasileira
O Museu do Ingá, um dos principais espaços culturais de Niterói, recebe nesta quinta-feira (16), às 17h, a roda de conversa “Rodas de samba: ancestralidade, fundamento, produto e mercado”, iniciativa que marca o início de uma nova etapa na atuação da instituição em torno das políticas de valorização da cultura afro-brasileira. O encontro integra a programação da Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj) e inaugura oficialmente as ações do Programa de Museus Antirracistas no espaço.
A proposta é promover um diálogo sobre o papel das rodas de samba como patrimônio cultural vivo, refletindo sobre sua importância histórica, seus desdobramentos econômicos e sua contribuição para a preservação da memória e da identidade negra no Brasil. O evento também reforça a discussão sobre como os museus podem ampliar sua atuação na construção de narrativas mais inclusivas e representativas da diversidade cultural brasileira.
Entre os convidados está o músico André Neguinho, integrante do grupo de pagode Bom Gosto, que participará da conversa ao lado da jornalista Vanessa Pereira, responsável pela mediação do encontro. Após o debate, o público poderá acompanhar uma tradicional roda de samba, encerrando a programação com uma vivência prática da manifestação cultural que será tema das discussões.
A atividade representa o primeiro passo da adesão do Museu do Ingá ao Programa de Museus Antirracistas, iniciativa desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN – Museu Memorial). O projeto busca incentivar práticas museológicas voltadas para a promoção da equidade racial, o reconhecimento das contribuições da população afro-brasileira e a valorização de histórias frequentemente invisibilizadas nos espaços de memória.
A proposta acompanha um movimento que vem ganhando força em instituições culturais brasileiras, que passaram a discutir não apenas a preservação dos acervos, mas também a forma como essas coleções dialogam com a sociedade contemporânea. Nesse contexto, o samba surge como um dos principais símbolos da cultura afro-brasileira, reconhecido como patrimônio cultural e expressão de resistência, pertencimento e identidade.
Além de discutir aspectos históricos e culturais das rodas de samba, o encontro também abordará sua transformação ao longo do tempo, passando de manifestação comunitária para importante segmento da economia criativa, movimentando artistas, produtores culturais, eventos e o turismo em diversas regiões do país.
Ao reunir artistas, pesquisadores, profissionais da cultura e o público em geral, o Museu do Ingá reforça sua proposta de tornar o espaço museológico um ambiente de reflexão, participação social e construção coletiva da memória, aproximando diferentes públicos de temas fundamentais para a compreensão da história e da diversidade cultural brasileira.
Serviço – Roda de conversa: Rodas de samba: ancestralidade, fundamento, produto e mercado
Data: 16 de julho de 2026 (quinta-feira)
Horário: 17h
Local: Museu do Ingá – Niterói (RJ)
Entrada: Gratuita
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