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Paulinho da Viola e Maria Bethânia (Foto @roncca)
Música

Paulinho da Viola e Maria Bethânia protagonizam encontro histórico no Doce Maravilha

Primeiro dia do festival reuniu grandes nomes da música brasileira, com encontros entre gerações, homenagens a clássicos da MPB e participações especiais

Por Caroline Teixeira
Última Atualização 10 de agosto de 2026
10 Min Leitura
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Paulinho da Viola e Maria Bethânia (Foto @roncca)
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O Doce Maravilha 2026 começou neste sábado (8) com uma noite marcada por encontros especiais, homenagens e momentos que já entram para a memória do festival. Realizada no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, a quarta edição abriu sua programação celebrando diferentes gerações da música brasileira.

Entre os momentos mais marcantes da noite esteve o reencontro de Paulinho da Viola e Maria Bethânia no palco. Depois de muitos anos, os dois artistas dividiram novamente a cena em uma apresentação que emocionou o público e reuniu alguns dos grandes clássicos da música brasileira.

A participação aconteceu durante o show de Paulinho da Viola no Palco Corona. Ao lado de Bethânia, o sambista apresentou canções como Falsa Baiana, Desde que o samba é samba e Reconvexo. O público acompanhou as interpretações em coro, transformando o encontro em um dos grandes momentos do primeiro dia do Doce Maravilha.

O encontro também reforçou uma das principais características do festival: aproximar artistas de diferentes gerações e criar apresentações que dificilmente seriam reproduzidas em uma programação convencional.

Paulinho da Viola e Maria Bethânia emocionam o Doce Maravilha

A presença de Maria Bethânia ao lado de Paulinho da Viola foi o ponto alto da programação do Palco Corona.

A apresentação ganhou ainda mais força pela trajetória dos dois artistas e pela escolha do repertório. Falsa Baiana, Desde que o samba é samba e Reconvexo fizeram parte do encontro, que rapidamente se transformou em um momento coletivo de celebração da música brasileira.

O público acompanhou as músicas e reagiu com emoção ao reencontro. A apresentação também sintetizou a proposta do Doce Maravilha, que aposta em encontros entre nomes consagrados, artistas contemporâneos e diferentes vertentes da música nacional.

A noite ainda contou com outras participações especiais e apresentações que cruzaram samba, MPB, rap, música baiana e música eletrônica.

Cortejo Afro recebe Luedji Luna e Margareth Menezes

Antes do encontro entre Paulinho da Viola e Maria Bethânia, o Palco Corona recebeu o Cortejo Afro, diretamente da Bahia.

O grupo contou com as participações especiais de Luedji Luna e Margareth Menezes, levando ao Jockey Club uma apresentação marcada pela força da música afro-brasileira.

O show colocou o público para dançar e abriu a programação musical do palco depois da apresentação do DJ Mam from Rio.

A programação também teve o Mango DJ Set antes da apresentação de Paulinho da Viola.

Mais tarde, o curador Nelson Motta comandou o DJ Set Noites Tropicais ao lado de Lôu Cascudo. O encerramento do Palco Corona ficou por conta do Bloco do Silva, que levou para o festival clássicos da música brasileira associados ao verão e canções do repertório autoral.

Chico Chico homenageia Belchior ao lado de Juliana Linhares

O Palco Bradesco também teve uma noite marcada por encontros.

A abertura ficou por conta de Amanda Magalhães, que apresentou seu novo single, Vida de Rei, Vida de Cão.

Na sequência, Chico Chico e Juliana Linhares se uniram para celebrar a obra de Belchior. A apresentação trouxe interpretações de músicas como Como nossos pais e Vapor Barato.

O encontro colocou diferentes referências da música brasileira no mesmo palco e manteve a proposta do festival de revisitar repertórios importantes por meio de novas interpretações.

Depois, o samba encontrou o rap em uma apresentação de Leci Brandão com Rappin’ Hood.

A cantora levou sua experiência no samba para um encontro com o rapper, criando outra combinação entre gerações e estilos dentro da programação do Doce Maravilha.

O Palco Deezer completou a programação do primeiro dia com apresentações de Yasmin Lisboa, Sô Lima e Larinhx.

A quarta edição do Doce Maravilha mantém a proposta de transformar o festival em um espaço para encontros musicais.

Sob curadoria de Nelson Motta, a programação combina apresentações exclusivas, homenagens a álbuns históricos, participações especiais e encontros entre artistas que representam diferentes momentos da música brasileira.

A proposta também permite que repertórios conhecidos ganhem novas interpretações. Ao mesmo tempo, artistas de diferentes gerações dividem os palcos diante de um público interessado tanto nos grandes nomes da MPB quanto nas novas vozes da música nacional.

O primeiro dia mostrou essa característica em diferentes momentos. Paulinho da Viola e Maria Bethânia representaram um dos encontros mais simbólicos. Cortejo Afro, Luedji Luna e Margareth Menezes levaram a música afro-brasileira para o festival. Chico Chico e Juliana Linhares revisitaram Belchior, enquanto Leci Brandão e Rappin’ Hood aproximaram samba e rap.

Segundo dia do Doce Maravilha terá Caetano Veloso e Emicida

O festival continua neste domingo (9) com uma programação que também aposta em encontros especiais.

Um dos principais momentos será o show de Caetano Veloso com Emicida, criado especialmente para o Doce Maravilha.

A apresentação promete colocar dois nomes de diferentes gerações da música brasileira no mesmo palco em um encontro pensado especialmente para o festival.

Emicida ilha de santiago Foto Wendy Andrade 38
Emicida (Foto: Wendy Andrade)

O domingo também terá Os Paralamas do Sucesso, que apresentarão na íntegra o álbum Selvagem?, lançado originalmente em 1986 e que completa 40 anos em 2026.

A programação ainda inclui Falamansa com Ruan Vitor Vaqueirinho, Nova Orquestra tocando Bloco do Eu Sozinho e Academia da Berlinda celebrando os 10 anos de Nada Sem Ela.

Outro destaque será Sandra Sá, que comemora os 40 anos de seu álbum de estreia, Sandra Sá 1986, com participação de Louise.

Nelson Motta e Lou Cascudo também retornam para mais uma edição do DJ Set Noites Tropicais.

Programação do último dia

No Palco Corona, o domingo começa com Facchinetti, às 15h. Depois, Falamansa recebe Ruan Vitor Vaqueirinho, às 16h50, seguido por TropiCals, às 17h55.

Os Paralamas do Sucesso apresentam 40 Anos de Selvagem? às 19h. Na sequência, Nelson Motta e Lou Cascudo comandam Noites Tropicais DJ Set, às 20h15. O encerramento fica com Caetano Veloso convidando Emicida, às 20h50.

No Palco Bradesco, a Nova Orquestra apresenta Bloco do Eu Sozinho às 14h35. Às 15h45, a Academia da Berlinda celebra os 10 anos de Nada Sem Ela com Louise. Sandra Sá sobe ao palco às 17h55 para comemorar quatro décadas de Sandra Sá 1986.

O Palco Deezer recebe Rafa Canholato B2B Babi às 16h, Bia Marques às 18h30 e Yasmin Vilhena às 22h.

Festival também aposta em acessibilidade e sustentabilidade

Além da programação musical, o Doce Maravilha 2026 mantém ações voltadas à acessibilidade, sustentabilidade e impacto social.

O festival conta com áreas adaptadas, rampas, banheiros acessíveis, interpretação em Libras e espaços para pessoas com deficiência com monitores.

A organização também desenvolve ações relacionadas à gestão de resíduos, reaproveitamento de materiais e uso consciente de recursos.

O evento mantém ainda o Ingresso Solidário, modalidade que permite ao público comprar entradas por um valor especial. Parte da arrecadação é destinada ao Instituto Vida Livre e ao Instituto da Criança.

O Instituto Vida Livre atua na reabilitação e soltura de animais em situação de risco no estado do Rio de Janeiro. Já o Instituto da Criança conecta empresas, pessoas e projetos sociais e mantém uma rede com mais de 500 organizações sociais em mais de 20 estados brasileiros.

Os ingressos para o Doce Maravilha seguem disponíveis para o segundo dia do festival.

Clientes Bradesco, Next, Bradescard e Digio, pessoas físicas de todas as bandeiras, têm 15% de desconto, limitado a quatro ingressos por CPF, sendo duas meias-entradas.

O pagamento pode ser realizado com cartões de crédito e débito, Pix, Google Pay, Apple Pay e Click to Pay.

O ingresso inteiro para sábado e domingo custa R$ 441. A modalidade solidária custa R$ 286,65, enquanto a meia-entrada sai por R$ 220,50. O passaporte custa R$ 515,97.

As vendas online são realizadas pela Ingresse. Também há ponto de venda físico no Teatro PRIO e, na véspera e nos dias do evento, a bilheteria funciona no Jockey Club Brasileiro.

Serviço – Doce Maravilha 2026

Data: 8 e 9 de agosto de 2026
Abertura: 14h
Shows: a partir das 14h35
Local: Jockey Club Brasileiro
Endereço: Praça Santos Dumont, 31, Gávea, Rio de Janeiro – RJ
Vendas: Ingresse
Descontos: 15% para clientes Bradesco, Next, Bradescard e Digio
Instagram: @umadocemaravilha

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Caroline Teixeira é estudante de Serviços Jurídicos e Notarial, Psicologia e Psicanálise, apaixonada por palavras, cultura e boas relações, acredita que a arte pode ser uma ótima ferramenta para a evolução da psique humana.

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