A deputada estadual Dani Monteiro (PSOL) entrou na discussão sobre a utilização do Maracanã pelo Vasco e enviou ofícios ao Consórcio Maracanã e à Secretaria de Estado da Casa Civil pedindo explicações sobre a negativa para que o clube dispute no estádio, como mandante, a semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors.
A manifestação ocorreu após o Vasco ser impedido de utilizar o estádio, que é administrado por meio de concessão. Para Dani Monteiro, é necessário esclarecer quais critérios estão sendo utilizados para autorizar ou impedir partidas e outros eventos no Maracanã.
“O Maracanã é um equipamento público e não pode ser administrado como se tivesse dono, estamos falando de uma concessão. É preciso explicar por que o gramado serve para uma partida da NFL, para grandes eventos e para diferentes programações, mas, quando chega a vez do Vasco enquanto mandante, surgem todos os tipos de justificativa para impedir o uso do estádio”, afirmou a deputada.
Dani Monteiro cita história do Vasco
Na manifestação, Dani Monteiro também destacou a importância histórica do Vasco no futebol brasileiro, especialmente na luta contra o racismo e pela democratização do esporte.
“Não se trata de qualquer clube de várzea, mas de um dos maiores do Brasil, jogando três dos maiores campeonatos do continente nesse momento”, declarou.
A deputada também lembrou a relação entre o Vasco e o Maracanã e citou a estátua de Bellini, capitão da Seleção Brasileira campeã mundial em 1958, localizada no complexo esportivo.
“A gigante torcida vascaína também é parte da história do Maracanã; não à toa existe a estátua do Bellini ali”, afirmou.
Dani Monteiro defendeu que eventuais critérios técnicos para utilização do estádio sejam apresentados de maneira pública e aplicados igualmente aos clubes.
“Se existe um critério técnico, que ele seja público, transparente e aplicado igualmente a todos, inclusive aos times do consórcio. O que não pode existir é uma regra para cada clube”, disse.
Ao concluir sua manifestação, a deputada afirmou que o Vasco não deveria ser novamente excluído da possibilidade de atuar no estádio.
“O Vasco não pode, mais uma vez, ser excluído”, afirmou.
O caso agora envolve o Consórcio Maracanã e a Secretaria de Estado da Casa Civil, que foram oficialmente acionados para prestar esclarecimentos sobre os critérios utilizados para a decisão.
A discussão ocorre em meio à tentativa do Vasco de utilizar o Maracanã como palco de uma das partidas mais importantes de sua temporada, diante do Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana.
Siga-nos e confira outras notícias @viventeandante e no nosso canal de whatsapp!



