Dirigido pelo mexicano Bruno Santamaría Razo, Seis Meses no Prédio Rosa e Azul teve estreia mundial no último Festival de Cannes e tem arrecadado prêmios desde então
O longa-metragem Seis Meses no Prédio Rosa e Azul, dirigido pelo cineasta mexicano Bruno Santamaría Razo, integra a programação da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e do Janela Internacional de Cinema do Recife. A produção, uma coprodução entre México, Brasil e Dinamarca, chega aos festivais brasileiros após conquistar dois prêmios no Festival do Rio: o FIPRESCI de Melhor Filme Latino e o Prêmio do Público na Première Latina.
Em São Paulo, Seis Meses no Prédio Rosa e Azul já teve uma sessão no dia 27 de outubro, às 19h45, no Instituto Moreira Salles, e terá uma outra no dia 29 de outubro, às 21h30, no Cine Belas Artes. Já no Recife, a exibição acontece em 30 de outubro, às 16h30, no Cine São Luiz, como parte da programação do Janela Internacional de Cinema.
Filmado em 16 mm e inspirado nas memórias do diretor, o longa se passa na Cidade do México, no início dos anos 1990. No dia em que completa 11 anos, Bruno percebe que tem sentimentos pelo melhor amigo, Vladimir. Na mesma noite, sua família recebe a notícia de que seu pai foi diagnosticado com HIV, transformando a dinâmica familiar. Entre a música, a dança e as tentativas de afastar a dor, a narrativa acompanha as experiências de infância que o protagonista não conseguiu compreender plenamente naquele momento.

Cena de “Seis Meses no Prédio Rosa e Azul”- Divulgação Mostra SP
Trinta anos depois, o cineasta revisita essas lembranças por meio do cinema, combinando memória e fabulação em uma obra que transita entre a ficção e o documentário. Seis Meses no Prédio Rosa e Azul teve sua estreia mundial na seleção competitiva da Semana da Crítica do Festival de Cannes de 2026, ampliando sua circulação internacional antes de chegar aos festivais brasileiros.
Após o reconhecimento no Festival do Rio, Santamaría Razo destacou a importância do financiamento público para a realização de um cinema independente, ressaltando a liberdade criativa proporcionada pelo apoio à coprodução entre México e Brasil. A coprodutora brasileira Rachel Daisy Ellis também celebrou a recepção da obra, destacando sua delicadeza e a maneira singular como articula memória, ficção e elementos documentais.
“Estou imensamente feliz e agradecido por duas razões: A primeira, e mais importante, é que conseguimos realizar este filme com muita liberdade, tempo e amor, graças aos fundos públicos que tornam possível a coprodução entre México e Brasil. Trabalhar com uma equipe brasileira tão linda e talentosa foi um presente. Acredito profundamente na importância do financiamento público para um cinema independente, livre e feito com cuidado.
A segunda é a alegria enorme de receber tanto o Prêmio do Público quanto o Prêmio do Júri da Crítica. Fazemos cinema para as pessoas, para que possam se reconhecer, se emocionar, se conectar, sentir e pensar. E receber também o reconhecimento da crítica torna tudo ainda mais bonito”.- Bruno Santamaría Razo, diretor de Seis Meses no Prédio Rosa e Azul
Seis Meses no Prédio Rosa e Azul é assinada pelas empresas Ojo de Vaca, do México, Desvia, do Brasil, e Snowglobe, da Dinamarca. No Brasil, a distribuição é da Fistaile.
Serviço de Seis Meses no Prédio Rosa e Azul
50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
- 29 de outubro: às 21h30, no Cine Belas Artes.
Janela Internacional de Cinema do Recife
- 30 de outubro: às 16h30, no Cine São Luiz.
As sessões integram a programação dos respectivos festivais.
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