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A Versão da Lei: suspense brasileiro aborda violência de gênero com estreia impactante em 2026

Por
Caroline Teixeira
Última Atualização 19 de setembro de 2025
6 Min Leitura
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Tópicos
  • Enredo de A Versão da Lei
  • Elenco de peso e novas revelações
  • Estética realista e representatividade feminina
  • Contexto social e relevância
  • Um marco para a ColetivA DELAS
  • Continuidade garantida
  • O que esperar de A Versão da Lei
  • Leia Mais

O cinema nacional recebe, em 2026, uma produção que promete marcar época: A Versão da Lei, primeiro longa de ficção da ColetivA DELAS e da diretora Ninna Fachinello. O filme, que mescla suspense e drama em uma estética realista, expõe as marcas da violência de gênero no Brasil e revela como o sistema judicial lida — ou falha em lidar — com essas questões. As filmagens começaram em 20 de agosto de 2025, no Rio de Janeiro, e já despertam expectativa no cenário cultural.

Enredo de A Versão da Lei

A trama acompanha Sol, advogada negra e lésbica que atua na Vara de Família do Rio de Janeiro. Cotidianamente, ela presencia histórias de abandono, abusos e silêncios impostos às mulheres que passam pelo fórum. Enquanto busca justiça para suas clientes, Sol enfrenta seus próprios traumas e os dilemas éticos de quem se propõe a proteger o outro.

Mais do que um retrato individual, a personagem representa tantas mulheres brasileiras que trabalham nos bastidores da lei e, ao mesmo tempo, sofrem com as consequências de um sistema que frequentemente não garante proteção efetiva. A jornada de Sol questiona os limites da empatia e a fronteira entre vida pessoal e profissional, criando uma experiência de imersão psicológica para o público.

Elenco de peso e novas revelações

O elenco de A Versão da Lei mistura nomes consagrados com novos talentos. As atrizes Tati Vilella e Karen Julia estreiam como protagonistas, enquanto artistas como Mariana Xavier, Cacau Protásio, Digão Ribeiro e Pedro Carvalho dão força dramática à narrativa.

O filme também se diferencia pelas escolhas singulares de casting. Uma mãe e filha da vida real interpretam papéis equivalentes na tela, trazendo naturalidade às cenas familiares. Além disso, uma psicóloga e uma doula atuam em seus próprios ofícios dentro da história, borrando a fronteira entre ficção e realidade. Essas decisões criam um vínculo de autenticidade e aprofundam a identificação do espectador com as personagens.

Estética realista e representatividade feminina

Com uma equipe majoritariamente feminina, A Versão da Lei traz à tela representatividade negra e LGBTQIAPN+, reforçando a autenticidade do projeto. A fotografia aposta no realismo cru do Rio de Janeiro contemporâneo, transformando a cidade em personagem ativa da narrativa.

A diretora Ninna Fachinello imprime ritmo de suspense psicológico sem abrir mão da sensibilidade diante da dor feminina. O resultado é um filme que equilibra tensão, crítica social e delicadeza, aproximando o espectador das histórias contadas.

Contexto social e relevância

O Brasil é um dos países com maiores índices de violência de gênero no mundo, e os dados reforçam a urgência de obras como A Versão da Lei. Segundo levantamentos recentes, milhares de mulheres vivem sob risco constante, muitas vezes sem amparo adequado do sistema judicial. O filme dialoga diretamente com essa realidade, colocando o público diante de perguntas desconfortáveis: qual é o papel da lei? Quem realmente está sendo protegido?

Ao retratar essas contradições, o longa não apenas denuncia, mas também abre espaço para a reflexão sobre redes de apoio, maternidade, resistência e sobrevivência em meio à desigualdade estrutural.

Um marco para a ColetivA DELAS

Fundada em 2016, a ColetivA DELAS já realizou mais de 150 ações culturais, alcançando mais de 3 milhões de pessoas e gerando 2.500 postos de trabalho. A produtora se destaca pela atuação em diversidade, inclusão e sustentabilidade, com uma equipe composta majoritariamente por mulheres e pessoas LGBTQIAPN+.

Com A Versão da Lei, seu primeiro longa de ficção, a ColetivA DELAS amplia o debate sobre justiça social e direitos humanos, consolidando sua posição como produtora engajada em pautas urgentes para o país.

Continuidade garantida

O projeto foi pensado em formato de produção casada: além de A Versão da Lei, um segundo longa já está em gravação, aproveitando a mesma estrutura, equipe e universo narrativo. Essa estratégia amplia o alcance, fortalece a coerência artística e assegura continuidade para a obra, oferecendo ao público uma experiência ainda mais abrangente.

O que esperar de A Versão da Lei

Mais do que um suspense dramático, o filme escancara a engrenagem que naturaliza a violência de gênero e questiona o próprio conceito de justiça. Com olhar íntimo e intenso, convida o público a refletir: até onde podemos ir para proteger quem amamos — e a nós mesmos?

O público pode esperar forte carga emocional, atuações marcantes e uma estética que se aproxima da realidade, garantindo impacto e identificação. Para além da arte, a produção busca contribuir para o debate público e provocar mudanças na forma como a sociedade enxerga a violência contra a mulher.

Ficha Técnica

  • Realização: ColetivA DELAS
  • Direção: Ninna Fachinello
  • Roteiro: Mariana Queiroz e Ninna Fachinello
  • Direção de Produção: Karla Suarez e Karina de Abreu
  • Produção Executiva: Carien Bastos
  • Elenco principal: Karen Julia e Tati Vilella
  • Participações especiais: Pedro Carvalho, Aliny Ulbricht, Pérola Sardão, Mariana Xavier, Cacau Protásio

Mais informações: www.coletivadelas.com.br | @coletiva.delas

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Tags:Cinemacinema brasileirocinema nacional
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PorCaroline Teixeira
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Caroline Teixeira é estudante de Psicologia e Psicanálise, apaixonada por palavras, cultura e boas relações, acredita que a arte pode ser uma ótima ferramenta para a evolução da psique humana.
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