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Banda Tukum lança novo single | Histórias de Seu Zé

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Banda Tukum

Nessa sexta-feira (16/09) o Tukum – Bando de Criação lançará o single “Histórias de Seu Zé”. A canção ficou entre as 10 finalistas do Festival Nacional da Canção de 2021 com uma versão acústica. Porém, agora ganha uma gravação em estúdio com produção de Tony Oliveira.

A música nos convida a perceber a falta de momentos de pausa que temos para, por exemplo, sentar e ouvir uma boa história. A ideia é transportar o ouvinte para o universo onírico de Seu Zé. Ele é um senhor que conta histórias sob a sombra de um cajueiro e que talvez já não prenda mais a atenção dos mais jovens. Em seguida, finaliza com uma poesia que finda com a frase: “o tempo bem vivido dá uma vontade danada de morar nele, amplia o infinito.”

Aliás, confira o papo de nosso jornalista Alvaro Tallarico com o grupo:

Festival Lounfe Fest

A saber, a produção do single surgiu posteriormente ao primeiro lugar que o grupo conquistou em 2021 no Festival Lounge Fest. Foram mais de 500 artistas inscritos. Quem coordena o Festival de música autoral e assina a produção do single é Tony Oliveira, produtor musical com vasta experiência internacional, atuando há mais de 18 anos em Los Angeles, onde fundou o LA Lounge Studios. Além do lançamento do single, no dia 19/09, às 19h será lançado o videoclipe da canção, produzido e dirigido por Thiago Kiss, no canal do YouTube do grupo.

LINK PARA O PRÉ-SAVE DO SINGLE: https://ffm.to/tukum-historias-de-seu-ze

Formado por amigos, o Tukum é um jovem trio composto pelo maringaense Flávio Cardoso e pelos cariocas Bruno Olivieri e Luísa Pitta, atualmente residentes na cidade de São Paulo. O bando, que lançou em 2019 o seu primeiro álbum autoral, intitulado ’22 dias a pé’, tem previsão de lançamento do segundo álbum para o início de 2023. Intitulado ‘Estradas Dentro’, o novo projeto está sendo produzido pelo musico e produtor Guilherme Kastrup, que assinou, dentre tantos álbuns a produção musical de ‘Mulher do Fim do Mundo’ de Elza Soares.

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Música

Bambas do samba: Geraldo Pereira

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Em ocasião do Dia Nacional do Samba lembramos a figura de Geraldo Pereira

”Geraldo Pereira, vara madura que não cai, deixou belos e bons sambas que influenciaram outros segmentos musicais, cujo maior exemplo é a Bossa Nova”
João Nogueira


Você pode não ligar o nome a pessoa, mas certamente conhece algumas de suas músicas: Bolinha de Papel, Falsa Baiana, “Pisei num despacho”, Sem Compromisso (que muitos pensam ser do Chico Buarque), Escurinho são alguns dos inumeráveis clássicos de Geraldo Pereira, cujas composições ajudaram a desenhar o cenário musical do samba . Nascido em Juiz de Fora em 23 de Abril de 1918 o sambista foi morar ainda criança no morro da Mangueira por volta dos onze, doze anos – a idade é imprecisa – e cresceu convivendo com grandes sambistas e malandros do morro. Desde cedo já demonstrava talento para a música – teve aulas de violão com Alfredo Português, Pai adotivo de Nelson Sargento. Aos 17 anos já arriscava suas primeiras composições.


Geraldo Pereira foi um grande cronista social do seu tempo. Através de seus sambas é possível ter uma ideia de como era o Rio de Janeiro na primeira metade do século XX. Ao mesmo tempo que são o retrato de uma época, suas canções se tornaram eternas e até hoje são regravadas e cantadas em rodas de samba em todo o Brasil. Geraldo Pereira Chegou a ter uma música censurada pela ditadura do Estado Novo, chamada Ministério Da Economia, onde ele fala das agruras de um sujeito cuja vida estava tão difícil que sua esposa foi “meter os peitos na cozinha de madame em Copacabana”. A música só veria uma gravação no início dos anos 1980 pela voz do saudoso Monarco.

Quem tomava aulas de violão com Geraldo Pereira pelos bares da Lapa era João Gilberto, que mais tarde seria considerado um dos pais da Bossa Nova. O baiano era um grande admirador da forma como o sambista tocava seu instrumento, aliás Geraldo Pereira é tido como o mestre do samba sincopado. Na linguagem técnica das partituras, síncope significa prolongar o som de um tempo fraco em um tempo forte que vem a seguir. Assim resulta em um ritmo pulado, requebrado, brejeiro, o samba de gafieira, que é diferente daquele tocado nas escolas de samba. Não foi por acaso que nos anos 1960 João Gilberto gravou Bolinha de Papel.

Toda essa genialidade não impediu que Geraldo tivesse uma vida difícil no morro, como a maioria dos sambistas de sua época. Ele sai de cena justamente quando sua carreira começava a se consolidar: na Lapa envolveu-se numa briga com o lendário Madame Satã. Foi golpeado e foi ao chão. Levado para o Hospital dos Servidores veio a óbito no dia oito de Maio de 1955. No carnaval de 1982 Geraldo Pereira foi enredo da Unidos do Jacarezinho. Suas canções até hoje são celebradas. Em suas letras estão sonhos, dores, alegrias e imagens que povoam o imaginário brasileiro. Geraldo Pereira presente!

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