- Choro Novo aproxima gerações e preserva a tradição
- Rildo Hora abre a programação em São João de Meriti
- Tahyná Oliveira leva sua experiência ao palco em São Paulo
- Arizinho 7 Cordas participa de show em Santos
- Mestre Siqueira encerra a série no Rio de Janeiro
- Repertório combina clássicos e composições autorais
- Serviço
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O grupo Choro Novo comemora 25 anos de trajetória com quatro apresentações gratuitas entre novembro e dezembro de 2026. A série Diálogos Sonoros – Brasil Instrumental promove encontros com músicos de diferentes gerações em São João de Meriti, São Paulo, Santos e Rio de Janeiro. Rildo Hora, Tahyná Oliveira, Arizinho 7 Cordas e Mestre Siqueira são os convidados da programação.
A turnê começa em 6 de novembro, na Baixada Fluminense, e termina em 2 de dezembro, no Dia Nacional do Samba, na Tijuca. Além dos shows, cada encontro terá intérprete de Libras e uma roda de conversa com o público sobre a história do choro, suas influências e sua relação com a cultura local.
A proposta celebra a música instrumental brasileira e aproxima artistas com experiências distintas. O projeto também destaca a transmissão de conhecimentos entre gerações e a importância dos músicos que mantêm viva a tradição do choro.
Choro Novo aproxima gerações e preserva a tradição
Formado por Abel Luiz, Marlon Mouzer e Reinaldo Pestana, o Choro Novo desenvolve há 25 anos um trabalho dedicado à música instrumental brasileira. O repertório parte do choro e dialoga com outros gêneros, como samba, caboclinho e jongo.
Abel Luiz toca cavaquinho, bandolim, violão tenor e viola caipira. Marlon Mouzer assume o violão de sete cordas, enquanto Reinaldo Pestana atua na bateria e na percussão.
Ao longo da trajetória, o conjunto se apresentou em ruas, praças e escolas, apostando na proximidade com o público e na circulação da música brasileira por diferentes espaços. O grupo também interpreta obras de compositores como Pixinguinha, Heitor Villa-Lobos e Milton Nascimento.
Para Abel Luiz, o choro preserva uma dimensão cultural que ultrapassa a execução musical. “O som do choro é o som da oralidade, da ancestralidade”, afirma o músico, ao destacar a relação do gênero com a memória, a sociabilidade e a resistência cultural.
A série comemorativa reforça essa perspectiva ao reunir convidados que representam diferentes momentos e caminhos da música instrumental. A proposta combina apresentações, troca de experiências e conversas sobre a continuidade do gênero.
Rildo Hora abre a programação em São João de Meriti
A primeira apresentação acontece na sexta-feira, 6 de novembro, às 14h, na Escola de Música da Associação do Movimento de Compositores da Baixada Fluminense (AMC), em São João de Meriti. O convidado será o maestro, instrumentista, arranjador e produtor musical Rildo Hora.
Com mais de seis décadas de carreira, o músico pernambucano construiu uma trajetória ligada à música popular brasileira. Aos 87 anos, participa do encontro que abre a série e celebra a contribuição de artistas experientes para a preservação e a renovação do choro.
A escolha da Baixada Fluminense para iniciar a programação também reforça a proposta de descentralizar as atividades culturais e aproximar o projeto de diferentes comunidades musicais.
Tahyná Oliveira leva sua experiência ao palco em São Paulo
No dia 25 de novembro, quarta-feira, às 20h, o Choro Novo se apresenta no Teatro Arthur Azevedo, na Mooca, em São Paulo. A convidada será a flautista Tahyná Oliveira, formada pela Escola de Música Villa-Lobos e pela Universidade de São Paulo.
Com experiência em orquestras e festivais internacionais, a instrumentista já colaborou com artistas como Egberto Gismonti, Gilberto Gil e Lenine. Também integra grupos como o Choro da Quitanda e a Orquestra Paulista de Choro.
A participação destaca a presença de novas gerações na continuidade da música instrumental. Para Abel Luiz, Tahyná compartilha com o Choro Novo o compromisso de levar o gênero a diferentes espaços, tanto em apresentações presenciais quanto em iniciativas de formação e difusão musical.
Arizinho 7 Cordas participa de show em Santos
A terceira apresentação será na sexta-feira, 27 de novembro, às 20h, no Clube do Choro de Santos, no litoral paulista. O convidado será Arizinho 7 Cordas, violonista, compositor, arranjador e produtor musical com atuação nas cenas do choro e do samba.
Integrante dos grupos Aqui Tem Choro e Macaco Velho, Arizinho também é músico residente do Clube do Choro de Santos e participa da ala musical de escolas de samba da cidade.
O encontro aproxima o Choro Novo de um artista ligado à cena musical santista e reforça a proposta de valorizar as identidades culturais de cada localidade. A troca entre os músicos deve explorar diferentes interpretações do repertório e as experiências acumuladas por cada artista.
Mestre Siqueira encerra a série no Rio de Janeiro
A última apresentação acontece na quarta-feira, 2 de dezembro, às 19h, no Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca. O convidado será o cavaquinista Mestre Siqueira, de 89 anos, músico ligado à tradição dos regionais.
Segundo a apresentação do projeto, Mestre Siqueira é o último integrante vivo do Conjunto da Velha Guarda, formação associada a nomes históricos do choro, como Pixinguinha, Donga e João da Baiana.
O encontro encerra a série em uma data simbólica para a música brasileira: o Dia Nacional do Samba. A apresentação reúne artistas de diferentes gerações e reforça a ligação entre o choro, o samba e outras tradições musicais do país.
A programação também prevê uma conversa com o público após o show, criando espaço para compartilhar memórias, histórias e conhecimentos sobre o gênero.
Repertório combina clássicos e composições autorais
Os shows apresentam obras consagradas e músicas autorais dos integrantes e convidados. Entre os títulos previstos estão “Brejeiro”, de Ernesto Nazareth; “A Voz do Morro”, de Zé Keti; e “João e Maria”, de Sivuca e Chico Buarque.
O repertório inclui ainda “Sorrindo pra Vida”, de Reinaldo Pestana; “Sinara Rúbia”, de Marlon Mouzer; “Ballerine”, de Abel Luiz; e “Uma Noite em Bagdá”, de Mestre Siqueira.
A combinação permite aproximar o público de composições tradicionais e de novas criações, evidenciando a continuidade do choro como linguagem musical viva.
Com entrada gratuita e recursos de acessibilidade, Diálogos Sonoros – Brasil Instrumental transforma a celebração dos 25 anos do Choro Novo em uma série de encontros musicais e formativos. A iniciativa valoriza artistas de diferentes gerações e fortalece a circulação da música instrumental brasileira em espaços culturais do Sudeste.
Serviço
Choro Novo — Diálogos Sonoros – Brasil Instrumental
São João de Meriti (RJ)
- Data: sexta-feira, 6 de novembro de 2026
- Horário: 14h
- Convidado: Rildo Hora
- Local: Escola de Música da AMC — Associação do Movimento de Compositores da Baixada Fluminense
- Endereço: Rua Duque de Caxias, 536, Praça da Bandeira, Vilar dos Teles, São João de Meriti
São Paulo (SP)
- Data: quarta-feira, 25 de novembro de 2026
- Horário: 20h
- Convidada: Tahyná Oliveira
- Local: Teatro Arthur Azevedo
- Endereço: Avenida Paes de Barros, 955, Mooca, São Paulo
Santos (SP)
- Data: sexta-feira, 27 de novembro de 2026
- Horário: 20h
- Convidado: Arizinho 7 Cordas
- Local: Clube do Choro
- Endereço: Rua Quinze de Novembro, 68, Centro, Santos
Rio de Janeiro (RJ)
- Data: quarta-feira, 2 de dezembro de 2026
- Horário: 19h
- Convidado: Mestre Siqueira
- Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola
- Endereço: Rua Conde de Bonfim, 824, Tijuca, Rio de Janeiro
Entrada: gratuita em todas as apresentações.
Acessibilidade: todas as apresentações terão intérprete de Libras.
Atividade complementar: roda de conversa com o público após cada show.
Mais informações: Choro Novo — canais oficiais.
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