Friday, November 27, 2020

Move | Série documental sobre vertentes da dança é envolvente

Move já está na Netflix. Uma série documental sobre dança e, se você curte de alguma forma essa arte, se torna quase obrigatório assistir. Cada episódio conta a história de alguma dança específica. Começamos com as danças urbanas. Jon Boogz e Lil Buck são dois dançarinos mundialmente famosos, e que contam um pouco das suas histórias.  

“Usar a dança pra curar feridas” – Lil Buck  

Normalmente as histórias das danças urbanas (HIp Hop) estão completamente interligadas com a história dos negros americanos, das gangues e da violência. A ideia de mostrar como se constrói um dançarino, principalmente com o popping que é a base das danças urbanas, e a ideia de treinamento, como um dançarino chega até o freestyle, tudo isso são elementos que compõem a vida de um dançarino.  

Certamente, falar com o corpo é uma arte, transmitir os sentimentos e a percepção da música, a musicalidade, tudo isso faz com que a dança seja um tipo de expressão única, a qual pode fazer rir ou chorar, sem falar uma única palavra.  

As danças urbanas são resistência, algo que veio literalmente da rua, onde as pessoas sofreram opressões. Portanto, essas danças carregam muita dor e muita história. Quando você consegue apresentá-la de uma forma diferente da que as pessoas estão acostumadas a vê-la é um choque cultural bem grande. Apresentações como as deles, em cima de música clássica mostram a força de uma dança que saiu das ruas e ganhou o mundo. 

E esse foi só o primeiro episódio de Move, né? 

Depois temos o contemporâneo com o estilo gaga, o flamenco, dancehall e Kathak. Iremos ver como cada um dos citados impactou o meio da dança – e como a dança também impactou a vida dessas pessoas. A construção do documentário é ótima, mostrando diferentes perspectivas de dançarinos ao redor do mundo e com experiência em diferentes danças. Afinal, isso deixa tudo mais interessante, ao demonstrar como a vivência traz uma maturidade corporal. Além disso, como algumas ideias que aparentemente são bem loucas podem trazer percepções muito interessantes.

Desconstruir é necessário para uma construção única de uma linha de movimentos, assim como desconstruir ideias é necessário para construção de ideais fortes, de novas percepções de mundo e de felicidade. A filosofia e a psicologia andam juntas com a arte, a dança faz parte disso e essa série deixa bem claro que qualquer expressão e comunicação humana move o ser humano para um outro estágio. 

Enfim, veja o trailer:

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