Friday, November 27, 2020

Trap de Cria | Documentário mergulha na cena trap carioca e dá voz às comunidades

Conhece o Trap de Cria? Nascido nos anos 90, nos guetos de Atlanta, Georgia, o trap estadunidense encontrou seu espaço nas trap houses (locais nos quais havia venda e consumo de drogas e que também serviam de espaço para sons experimentais e novos artistas). A princípio intitulado como subgênero do rap, o trap alcançou sua popularização mundial no início dos anos 2000. Posteriormente,  de uns anos pra cá, podemos dizer que em cada canto do globo tem um trapper. E o Brasil não ficou pra trás.

Trap estilo carioca

No Rio de Janeiro, mais especificamente nas comunidades, o trap ganhou uma estética mais local, originando o “trap de cria” ou real trap. Nessa nova vertente, os artistas independentes de diversas comunidades exploram seu universo particular e social em uma música-denúncia, com letras ácidas, falando essencialmente sobre tráfico, drogas, mulheres e o cotidiano da favela, aproximando o gênero musical da realidade carioca.

No documentário Trap de Cria, o diretor Diogo Esteves se debruça no olhar de alguns dos nomes importantes dessa geração, como Meno Tody, Cinquenta, DaBabi, Gxlden e LisMC, que dão a sua visão sobre o trap, a criação artística e a vida na favela. O abandono governamental, a falta de perspectiva, o tráfico, a irmandade e a esperança de uma nova realidade de vida através da música estão presentes em suas falas.

YouTube

Alternando a intimidade dos artistas com imagens de favelas cariocas, o diretor dinamiza o fio narrativo documental – embalado pela voz de Haza – e atrai o espectador para esse universo. O documentário conta ainda com a produção de um coletivo formado por artistas independentes moradores da Zona Norte do Rio, o SoudCrime.

Muito popular entre o público jovem, o “trap de cria” se difunde tendo cada vez mais expressividade nas redes sociais e no YouTube. Além dos artistas que aparecem no documentário, outros nomes como NGC Daddy, Flacko e Borges acumulam milhões de views sem estarem ainda no mainstream mercadológico. Mais uma prova da popularidade crescente do trap brasileiro.

Afinal, confira o documentário Trap de Cria:

Ademais, veja mais:

Leandro Assis, de “Confinada” e “Os Santos”, fala da alta sociedade baixa nas redes sociais
Confira a voz feminina representada em 7 HQs | Mulheres e Quadrinhos
Por fim, ‘Inocência Roubada’ | Abuso infantil e arte em diálogo

 

6 Comments

Escreve o que achou!

%d blogueiros gostam disto: