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Matheus Sampaio. Daniel Victor e Tatiana Costa em cena de "O Último Episódio"- Divulgação Embaúba Filmes
Cinema e StreamingCrítica

Crítica: ‘O Último Episódio’ é nostálgico retrato de amizade e crescimento

Por André Quental Sanchez
Última Atualização 26 de setembro de 2025
6 Min Leitura
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Matheus Sampaio. Daniel Victor e Tatiana Costa em cena de "O Último Episódio"- Divulgação Embaúba Filmes
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Dirigido por Maurílio Martins, O Último Episódio usa o ‘último episódio’ de Caverna do Dragão como pano de fundo para contar uma história de amadurecimento brasileira.

O gênero coming of age sempre encontra público, afinal, a transição da adolescência para a vida adulta é uma experiência universal e que grande parte da audiência lembra com apreço. Filmes como Conta Comigo (1986, Rob Reiner) são lembrados até hoje justamente porque lidam com memórias que pertencem a todos nós. Seguindo um caminho semelhante, a produção mineira de Martins, produzida por André Novais de Oliveira e pela produtora Filmes de Plástico, encontra espaço para emocionar e dialogar com diferentes gerações, sem deixar de lado o sentimento nacionalista e de pertencimento.

Um dos pontos mais marcantes de O Último Episódio é seu mergulho no início da década de 1990. A direção de arte e figurino recriam a época com minúcia, desde os produtos da mercearia até elementos de fundo que ajudam a construir a imersão. A fotografia e a estética reforçam a sensação de tempo e lugar, e até o trailer do filme recorre a um narrador típico dos anos 80 e 90, recurso em desuso hoje, mas que dentro do contexto da produção funciona como ponte nostálgica.

Matheus Sampaio e Lara Silva em cena de "O Último Episódio"- Divulgação Embaúba Filmes

Matheus Sampaio e Lara Silva em cena de “O Último Episódio”- Divulgação Embaúba Filmes

Nas palavras do diretor Maurílio Martins: “De repente, quando você assiste, vê aquela sala de aula, aquela revista nas mãos dele, a banca de jornal. Esses lugares vão te transportando cada vez mais para aquela época junto com os objetos, a direção de arte primorosa e o figurino incrível. E, obviamente, com o roteiro baseado nessas memórias que eu vivi.”

Na trama, Eric, Matheus Sampaio, mente para Sheila, Lara Silva, dizendo ter em casa o lendário último episódio de Caverna do Dragão. Para sustentar a mentira, ele e os amigos decidem gravar sua própria versão do desfecho da série, tão querida no Brasil graças às reprises vespertinas. Levando a uma aventura que se revela uma jornada de autoconhecimento, permitindo que todos confrontem seus próprios sentimentos, e por consequência amadureçam.

Apesar do título, o foco narrativo da produção não é um desfecho para a animação, mas sim para a infância dos protagonistas. O filme fala mais de amizade e evolução do que de amor romântico. Cassinho, Daniel Victor, precisa enfrentar a rigidez religiosa da mãe para aceitar sua identidade, enquanto Cristiane/Cristão, Tatiana Costa, aprende a lidar com a ausência da mãe, e Eric encara o luto pela perda do pai e a reconstrução de sua relação com a mãe.

Matheus Sampaio. Daniel Victor e Tatiana Costa em cena de "O Último Episódio"- Divulgação Embaúba Filmes

Matheus Sampaio. Daniel Victor e Tatiana Costa em cena de “O Último Episódio”- Divulgação Embaúba Filmes

Com pouco menos de duas horas, a narrativa por vezes se alonga em melodramas desnecessários, perdendo o tom lúdico do início, deixando de lado a narração e os tão interessantes jogos estéticos com os desenhos. Ainda assim, mesmo quando mergulha em temas densos como luto e depressão, a produção nunca fica pesada demais: pelo contrário, traz momentos leves, nostálgicos e cheios de humor, com piadas e gírias que parecem resgatadas diretamente da década de 90.

O que poderia ser apenas um Rebobine, Por Favor (2008, Michael Gondry) à brasileira, por conta da ideia da gravação caseira de Caverna do Dragão, se torna um retrato profundo de crescimento, uma homanagem àqueles filmes caseiros tão característicos do brasileiro, e um poético retrato da periferia de Contagem, aonde o diretor nasceu e relembra com muito gosto. Mesmo sem mostrar o episódio finalizado, os fragmentos gravados já bastam para emocionar, porque o verdadeiro “último episódio” está na vida dos personagens e no rito de passagem que enfrentam juntos.

Mais do que uma história sobre uma série cultuada, O Último Episódio é um retrato afetuoso de juventude, amizade e das dores e alegrias de crescer. Em seu final, não se trata de dragões ou masmorras, mas da maior aventura de todas: tornar-se adulto sem perder a essência de quem realmente é.

Distribuído pela Embaúba Filmes, O Último Episódio estreia nos cinemas no dia 9 de outubro.

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André Quental Sanchez é formado em cinema e audiovisual, apresenta especialização em roteiro audiovisual, é crítico, redator e amante da sétima arte como um todo.
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