Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e termos de uso.
Aceito
Vivente AndanteVivente AndanteVivente Andante
  • Cinema
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
Font ResizerAa
Vivente AndanteVivente Andante
Font ResizerAa
Buscar
  • Cinema
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
Sheron Menezzes, Danton Mello, Fabrício Boliveira, Débora Lamm, Gisele Itiê, Madu Almeida e Luigi Montez em cena de "Perfeitos Desconhecidos" - Divulgação Sony Pictures Brasil
Cinema e StreamingCrítica

Crítica: ‘Perfeitos Desconhecidos’ é uma novela italiana com charme nacional

Por
André Quental Sanchez
Última Atualização 9 de dezembro de 2025
6 Min Leitura
Share
Sheron Menezzes, Danton Mello, Fabrício Boliveira, Débora Lamm, Gisele Itiê, Madu Almeida e Luigi Montez em cena de "Perfeitos Desconhecidos" - Divulgação Sony Pictures Brasil
SHARE

Dirigido por Júlia Jordão, Perfeitos Desconhecidos se inspira na dramédia italiana para trazer um sentimento e um humor genuinamente brasileiro

Em uma semana conturbada para o cinema internacional, marcada pela possível compra da Warner pela Netflix e pelo temor de uma crise iminente para o cinema, é importante lembrar que ele existe enquanto arte há 127 anos, e cada vez mais, produções como Perfeitos Desconhecidos provam que ainda não há experiência melhor do que assistir coletivamente a um filme, reagindo junto a uma sala cheia que se surpreende, prevê e comenta cada uma das diversas reviravoltas.

Lançado originalmente em 2016, Perfeitos Desconhecidos (Paolo Genovese) narra a história simples de um grupo de amigos que, durante um jantar, decide expor a vida pessoal uns dos outros por meio de uma brincadeira, desencadeando consequências desastrosas. A premissa rendeu inúmeros remakes pelo mundo, incluindo França, México, Coreia do Sul, Indonésia e, inevitavelmente, o Brasil, cada um com seu próprio “tempero local”, sendo as escolhas brasileira girando em torno de um churrasco, e de reviravoltas típicas das novelas, construindo adaptações ousadas em relação à narrativa original.

Sheron Menezzes, Danton Mello, Fabrício Boliveira, Débora Lamm, Gisele Itiê em cena de "Perfeitos Desconhecidos"- Divulgação Sony Pictures Brasil

Sheron Menezzes, Danton Mello, Fabrício Boliveira, Débora Lamm, Gisele Itiê em cena de “Perfeitos Desconhecidos”- Divulgação Sony Pictures Brasil

Em sua estreia na direção de longas metragens, Júlia Jordão demonstra plena consciência do que o público procura ao assistir a Perfeitos Desconhecidos. Não é o sentimento italiano do original, mas algo legitimamente nacional, por conta disso, o filme assume um tom mais cômico e rejuvenescido, trazendo inclusive o primeiro casal LGBT entre as mais de 20 adaptações já produzidas, além do destaque para uma nova geração que está cada vez mais presente no mundo, representa por Alice, uma jovem influencer, e Renato, seu namorado nerd.

Embora mantenha alguns momentos clássicos da obra original, a troca de celulares, a ligação falsa, o vômito no banheiro e o caso extraconjugal, Jordão altera as dinâmicas e redistribui responsabilidades entre os personagens, subvertendo expectativas e criando um clima mais leve e dinâmico, funcionando como uma faca de dois gumes na medida que traz um dinamismo para a produção, mas distancia o filme de parte da tensão característica da versão italiana.

A força de Perfeitos Desconhecidos sempre esteve na simplicidade da premissa e no potencial de análise do comportamento humano contemporâneo, algo abraçado em sua versão nacional, mas ao priorizar a comédia e o absurdo, como um nerd cosplayer, brigas à mesa e diálogos mais soltos, a produção se afasta do tom pesado e claustrofóbico do original, adotando um senso de otimismo e de farofa que é muito brasileiro, algo evidente no final, que diverge completamente do de Genovese: sendo mais leve, mais otimista, e mais confortável.

Do ponto de vista técnico, a história transcorre em uma tarde ensolarada, com luzes claras e tons dourados. À medida que o sol se põe e as tensões aumentam, a fotografia torna-se mais cinza e pastel, refletindo o estado emocional dos personagens à medida que lidam com as revelações da noite, acompanhando a tensão crescente e as reviravoltas, sendo neste momento que o filme realmente fisga o público, provocando reações espontâneas na plateia.

Sheron Menezzes, Danton Mello, Débora Lamm, Gisele Itiê em cena de "Perfeitos Desconhecidos"- Divulgação Sony Pictures Brasil

Sheron Menezzes, Danton Mello, Débora Lamm, Gisele Itiê em cena de “Perfeitos Desconhecidos”- Divulgação Sony Pictures Brasil

Risos coletivos, silêncios tensos, suspiros e reações orgânicas de cerca de 200 pessoas juntas em uma sala: essa é a beleza do cinema de entretenimento, especialmente o nacional. Mesmo tropeçando ocasionalmente no próprio roteiro, Perfeitos Desconhecidos se levanta e reafirma sua identidade como uma adaptação legitimamente brasileira, apontando caminhos criativos que futuros remakes podem explorar, sem deixar de homenagear o material original.

Ao final, Perfeitos Desconhecidos talvez não seja tão perfeito, mas funciona muito bem como entretenimento e como adaptação nacional de uma história que já tem uma longa vida própria. A produção deixa sua marca ao abraçar o exagero das novelas, atualizar a narrativa para a contemporaneidade e apostar em um desfecho mais leve e esperançoso, algo que em sua essência, é tipicamente brasileiro.

Distribuído pela Sony Pictures Brasil, Perfeitos Desconhecidos estreia nos cinemas no dia 11 de dezembro, e deve ser visto com o maior grupo de pessoas possível.

Siga-nos e confira outras dicas em @viventeandante e no nosso canal de whatsapp!

Leia mais

  • Crítica: ‘Munch-Amor, Fantasmas e Vampiras’ revela o lado sombrio do pintor
  • Crítica: ‘Natal Sangrento’ reinventa a franquia com estilo, violência e espírito Natalino
  • Crítica: ‘O Castigo’ é potente e traumático casos de família
Tags:adaptaçãoCinemacinema brasileirocinema nacionalcriticaDestaque no ViventePerfeitos Desconhecidosremakesony
Compartilhe este artigo
Facebook Copie o Link Print
3 Comentários
  • Pingback: Previsões Astrológicas 2026 e o que cada signo pode esperar no novo ano
  • Pingback: 'Sorry, Baby' é honesta discussão sobre feridas e superação
  • Pingback: 'Stand Up e Anda' devolve calor natalino ao porta dos fundos

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Gravatar profile

Vem Conhecer o Vivente!

1.7KSeguidoresMe Siga!

Leia Também no Vivente

Racionais MCs – O Quinto Elemento_Igor Miranda foto gori_igro-0899
EventosMúsica

Racionais MC’s celebra 35 anos com exposição inédita

Redação
2 Min Leitura
dente por dente
Cinema e StreamingCrítica

Crítica | Dente por Dente

Ana Beatriz Gianelli
4 Min Leitura
critica coringa 2 delirio a dois
Cinema e Streaming

2024 foi o PIOR ANO dos filmes de super-heróis; entenda

Redação
7 Min Leitura
logo
Todos os Direitos Reservados a Vivente Andante.
  • Política de Privacidade
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?