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Cinema e StreamingCrítica

Crítica: ‘Ponto sem Retorno’, de Ridley Scott, entrega ação, melancolia e esperança no fim do mundo

Filme pós-apocalíptico estrelado por Jacob Elordi e Josh Brolin acompanha sobreviventes de uma pandemia em uma jornada marcada pelo luto, ação e esperança.

Por Alvaro Tallarico
Última Atualização 26 de agosto de 2026
6 Min Leitura
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Ponto sem Retorno é um filme que me surpreendeu bastante positivamente.

É engraçado, pois eu tinha visto há poucos dias, ou talvez poucas semanas, Gladiador, um dos grandes sucessos do diretor Ridley Scott.

Então, fui convidado para a cabine de imprensa e fui assistir, de certa forma, com esse clássico, o filme Gladiador, na cabeça. Sem dúvidas, Ridley Scott tem diversos outros grandes longas-metragens e ele sabe como emocionar, como direcionar o olhar do público.

Ponto sem Retorno me trouxe um protagonista bastante agradável, com o qual eu, felizmente, pude me identificar e me conectar bastante por diversos motivos, inclusive pelo otimismo do personagem.

De certa forma, é até um otimismo melancólico, e o filme começa nesse tom realmente de melancolia. Há uma triste beleza.

O longa é baseado no romance The Dog Stars, de Peter Heller, e acompanha Hig, vivido por Jacob Elordi, um dos sobreviventes de uma pandemia de influenza que devastou grande parte da humanidade. Ao seu lado está Bangley, interpretado por Josh Brolin, um militar muito eficiente que faz, ao mesmo tempo, uma parceria e um contraponto com relação ao protagonista.

Enquanto Hig parece ainda buscar alguma coisa além da simples sobrevivência, Bangley é muito mais prático, direto e preparado para lidar com os perigos daquele novo mundo.

O filme se passa num cenário pós-apocalíptico, após uma pandemia, ou seja, é bastante fácil até de a gente imaginar, ainda mais depois do que tivemos com a Covid.

Tem alguns momentos que eu diria que são até surrealistas, mas que se aproveitam dessa coisa de como os humanos poderiam se transformar no caso de realmente vivermos um apocalipse.

Não há nenhuma grande explicação, na verdade, para alguns grupos ou tribos que surgem. Mas quantos e quantos filmes com essa temática também fazem isso?

Em diversos momentos, por exemplo, até lembrei da ótima e longeva série The Walking Dead, apesar de o filme não ter zumbis.

A grande verdade é que o filme Ponto sem Retorno não tem nada de inovador. Contudo, tem belíssimos planos abertos e é bastante funcional.

Ou, pelo menos, devo dizer que, para mim, funcionou.

Disney

Está longe de ser um filme genial. Tem boas cenas de ação, mas também nada incrivelmente impressionante.

Mas, na minha concepção, é, sim, um filme redondo, com boas atuações e belos cenários, que entrega aquilo que promete. Guy Pearce e Margaret Qualley engrandecem o longa-metragem com talento e beleza.

Ainda possui um final extremamente coerente, que fez com que saísse da exibição com uma boa sensação e feliz por ter assistido.

Ponto sem Retorno não é um filme que vai mudar a vida de ninguém, apesar de, sim, ter algumas boas mensagens, em especial com relação ao protagonista, que parece estar sempre buscando algo, procurando alguma coisa externa, uma esperança de melhora, mas falha em dar valor ao que já tem naquele contexto.

Claro que ele é alguém consumido pelo luto, devido a tudo o que perdeu. E vemos que ele era um cara simples.

Sim, um cara simples, e simples da forma mais poética e bonita que essa palavra pode significar.

Não é o simples do simplório, mas sim o simples daquilo que é o bastante para a felicidade.

Ele era um cara feliz com o seu trabalho, com a sua esposa e com as perspectivas que tinha ali.

Não era um cara ambicioso, ganancioso, em busca de status ou poder. Inclusive, são nesses pontos onde eu, pessoalmente, acabo me identificando com Hig, o personagem vivido por Jacob Elordi.

Por fim, devo dizer que Ponto sem Retorno é um filme que entretém.

Diverte, pois, apesar de estar longe de ser uma comédia, tem diversas boas tiradas cômicas. Vale pena ver no cinema, para apreciar as tomadas aéreas e os visuais impressionantes, contudo, é o tipo de filme que certamente será bastante visto no streaming também.

É uma boa aventura com um sabor refrescante de esperança.

E esperança é uma coisa fortalecedora. E necessária.

Serviço

Ponto sem Retorno (The Dog Stars)
Estreia: 28 de agosto de 2026
Duração: 119 minutos
Direção: Ridley Scott
Elenco: Jacob Elordi (Hig), Josh Brolin (Bangley), Margaret Qualley (Cima) e Guy Pearce (Pops).

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PorAlvaro Tallarico
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Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ com experiência em Jornalismo Esportivo. Autor dos livros "O que é Arte? Com a palavra, o artista", "A Paulistana de Ganesha", e outros.

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