Desculpem-nos pelos Transtornos (Remix) | Rapper Lucking carrega na essência da cultura africana

O rapper Lucking, de 26 anos, acaba de lançar a nova versão de “Desculpem-me pelos Transtornos”, uma das principais faixas de sua carreira. De forma irônica, o remix da música propõe a desconstrução ao trazer questionamentos e contestações aos comportamentos sociais em continuação à obra anterior.

Ao protestar contra o racismo, os versos incitam desconforto e transtorno às pessoas preconceituosas. Aliás, um dos objetivos é provocar os que tentam se redimir com um pedido de desculpas ensaiado e padronizado para aliviar a consciência de culpa e se enquadrar no na perspectiva do “politicamente correto”.

JazzC

Além de ganhar uma nova composição após dois anos de seu lançamento, o formato inédito desta música veio com a participação de JazzC, cantor, compositor, multi-instrumentista e rapper que tem consolidado sua trajetória na música mineira, e ainda, conta com clipe oficial gravado na região central da capital Belo Horizonte/MG. A ideia de trazer a versão remix surgiu pela representatividade que o single tem para o público e como forma de comemorar o aniversário do álbum ‘Estamos em Obras… de Arte’, tão importante para Lucking.

Este lançamento é um marco na carreira do rapper que se sente animado para dar sequência nos trabalhos que carregam fortemente a essência da cultura africana. Como homem negro, Lucking faz uso de seu lugar de fala para questionar as mazelas e caminhar em direção contrária aos formatos convencionais de se tratar a situação do negro no Brasil. Sua característica de brincar com os versos fazendo trocadilho de palavras é um diferencial notável que torna mais interessantes suas composições.

O primeiro EP do rapper Lucking saiu no ano de 2017, “Rime Organizado: Poesia Marginal Vol. 1” e a partir dele realizou gravações de clipes e iniciou a rotina de shows. Em seguida, em 2019, lançou seu álbum “Estamos em Obras… de Arte” que conta com a faixa “Desculpe-me pelos Transtornos” e outras músicas que trazem reflexões acerca da cultura africana diaspórica.

Por fim, ouça “Desculpem-nos pelos Transtornos” também nas plataformas de Streaming
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