A Favela Orquestra e o Coro Juvenil do Rio de Janeiro sobem ao palco do Teatro TotalEnergies (Adolpho Bloch), na Glória, no próximo dia 25 de junho, às 19h, para apresentar o concerto Mãe África. O espetáculo propõe uma viagem musical pelas raízes africanas que ajudaram a moldar a identidade cultural brasileira, reunindo música de concerto, canções populares e ritmos afrodescendentes em uma apresentação que celebra ancestralidade, diversidade e pertencimento.
Sob a regência do maestro Vinícius Louzada, responsável também por parte dos arranjos, o concerto reúne obras que atravessam diferentes países, tradições e épocas, mostrando a riqueza da produção musical africana e sua influência em manifestações artísticas ao redor do mundo.
O repertório inclui sucessos conhecidos do grande público, como Circle of Life, eternizada na abertura de O Rei Leão; Waka Waka, de Shakira; Africa, clássico da banda Toto; além de Zombie, composição histórica do músico e ativista nigeriano Fela Kuti, considerado o criador do afrobeat.
Segundo Moana Martins, diretora executiva do Instituto Brasileiro de Música e Educação (IBME), organização responsável pela Favela Orquestra, o espetáculo nasce do reconhecimento da profunda ligação entre a cultura brasileira e suas matrizes africanas.
“Mais do que uma homenagem ao continente africano, o concerto busca reconhecer a influência dos povos africanos na formação da nossa música, da nossa linguagem e dos nossos ritmos”, afirma.
A proposta de Mãe África vai além da música. O espetáculo busca destacar como diferentes manifestações culturais africanas permanecem presentes no cotidiano brasileiro, seja nos ritmos populares, nos instrumentos, nas formas de cantar, dançar e celebrar.
A relação também possui um significado especial para o IBME. A instituição nasceu há 15 anos na região da Pequena África, na zona portuária do Rio de Janeiro, um dos territórios mais importantes para a preservação da memória afro-brasileira.
Com arranjos assinados por Vinícius Louzada e Gustavo Fernandes, o programa foi pensado para apresentar diferentes expressões musicais do continente africano e da diáspora negra. O público encontrará influências de tradições tribais, música coral, reggae africano, afrobeat e música popular contemporânea.
O concerto reúne canções que se tornaram símbolos da cultura africana ou foram inspiradas por ela ao longo das décadas.
Entre os destaques estão:
- Circle of Life – Ndlovu Youth Choir
- Shadows Over Africa
- I Am Africa – Johnny Clegg
- Jarabi
- Zombie – Fela Kuti
- Nada Mais Me Surpreende (Plus Rien ne M’étonne) – Tiken Jah Fakoly
- Waka Waka – Shakira
- Tegbe Tegbe – Bethel Revivar Choir
- Feel The Sounds of Kenya – Cee-Roo
- Africa – Toto
- Afro Blue – Mongo Santamaria
A seleção cria um panorama musical que atravessa diferentes regiões do continente africano e suas conexões globais, aproximando o público de sonoridades diversas por meio da linguagem orquestral e coral.
A Favela Orquestra integra as ações do Instituto Brasileiro de Música e Educação (IBME) e reúne jovens estudantes da rede pública em um projeto que alia formação artística, inclusão social e desenvolvimento profissional por meio da música.
Atualmente composta por 25 integrantes, a orquestra vem construindo uma trajetória marcada pela valorização de talentos das comunidades cariocas. Desde sua estreia, em 2025, com o concerto Pagode Sinfônico, o grupo já realizou apresentações dedicadas a nomes como Bob Marley e Patativa do Assaré, sempre buscando aproximar diferentes universos musicais.
Ao lado do Coro Juvenil do Rio de Janeiro, a formação amplia o alcance artístico do espetáculo e reforça a proposta de diálogo entre educação, cultura e cidadania.
Serviço – Concerto: Mãe África
Apresentação: Favela Orquestra e Coro Juvenil do Rio de Janeiro
Data: 25 de junho de 2026
Horário: 19h
Local: Teatro TotalEnergies (Adolpho Bloch)
Endereço: Rua do Russel, 804 – Glória – Rio de Janeiro
Regência: Vinícius Louzada e Douglas França
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
O projeto conta com patrocínio da Nova Transportadora do Sudeste (NTS), por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
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