O Vasco garantiu vaga na semifinal do Campeonato Carioca, mas a noite foi marcada por forte insatisfação da torcida. Mesmo com o objetivo alcançado, Fernando Diniz e Philippe Coutinho foram vaiados e xingados ao longo da partida.
O estádio recebeu bom público, com festa na chegada do time e recepção hostil ao adversário ainda no aquecimento. O ambiente mudou rapidamente com erros na saída de bola e dificuldade de organização ofensiva.
Mesmo com o placar zerado, as vaias surgiram ainda no primeiro tempo. O cenário piorou um minuto após a parada técnica, quando Ygor Catatau abriu o placar para o Volta Redonda.
Após o gol, Diniz virou alvo direto. Léo Jardim, Lucas Piton e Cuesta também foram criticados. Coutinho passou a ser hostilizado após erros de passe e recebeu cobranças no caminho para o intervalo.

Derrota para o Bahia aumentou o desgaste
O jogo aconteceu poucos dias depois da derrota por 1 a 0 para o Bahia no Brasileirão, resultado que já havia elevado a pressão. A atuação do meio-campo adversário, liderado por Everton Ribeiro, gerou comparações inevitáveis.
No Bahia, a comissão técnica controla a minutagem do atleta e escolhe jogos estratégicos para utilizá-lo. O objetivo é preservar rendimento físico e técnico ao longo da temporada.
No Vasco, o cenário é oposto. Coutinho atua de forma contínua, sem preservação relevante, independentemente do desgaste físico ou importância da partida.
O camisa 10 disputou três partidas em seis dias. Em 2025, somou 56 jogos e 4.326 minutos. Everton Ribeiro atuou mais vezes, porém com 3.708 minutos totais.
No auge pelo Liverpool, Coutinho jogava aproximadamente metade do volume atual. Hoje, mais velho e com histórico de lesões, mantém carga elevada.
A diferença aparece no desempenho recente.
Comparação contra o Volta Redonda
Rojas
- 2 passes decisivos
- 13 cruzamentos (2 certos)
- 27/28 passes certos (96%)
- 26/27 passes no campo adversário (96%)
Coutinho
- 0 passes decisivos
- 0 cruzamentos
- 14/18 passes certos (78%)
- 11/14 passes no campo adversário (79%)
Os números indicam queda de participação ofensiva e levantam questionamentos sobre uso físico e tático do jogador.
Além da carga física, há críticas ao sistema adotado. A construção desde o goleiro exige grande desgaste dos meias, que percorrem longas distâncias para organizar jogadas e recompor defensivamente.

Enquanto adversários estruturam funções específicas para seus criadores, o Vasco depende de movimentação constante do meia para gerar perigo.
O resultado tem sido volume de jogo sem eficiência ofensiva e erros pontuais que definem partidas.
Pressão cresce sobre Fernando Diniz
A sequência recente ampliou o desgaste com torcida e ambiente interno. Mesmo com investimento alto na temporada, o desempenho não corresponde à expectativa.
Parte da avaliação aponta que jogadores vivem queda coletiva de rendimento e podem ser prejudicados pelo momento técnico.
A classificação no Carioca amenizou o impacto imediato, mas não reduziu a pressão. O próximo período será decisivo para a estabilidade do trabalho e para o rumo da temporada.
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