Medeia por Consuelo de Castro | Ódio e Obscenidade

Na comemoração dos seus 10 anos a Cia. BR 116 apresenta um teatro filme assinado por Consuelo de Castro, morta em 2016. De antemão, “Medeia por Consuelo de Castro” tem lançamento pelo Belas Artes à LA CARTE a partir de 9 de abril.

Teatro filme

A princípio, a peça consegue reunir elementos importantes do teatro e do cinema tornando a experiência rica e muito atraente.

Portanto, ao transmitir uma sensação diversa daquela presente apenas nos palcos ou nas telas, cria um contexto totalmente novo para sua apreciação.

Em outras palavras, sua fluidez e escolha visual dão ritmo e transportam o espectador para um imaginário adequado de lamento e erotismo.

Medeia

Com a atuação marcante de Bete Coelho somos colocados junto a dor e vida da personagem principal. Experienciamos reflexões, angústias, desejos e seus sentimentos mais obscuros.

Além disso, contada sobre a perspectiva de um ser imortal, oferece uma oportunidade rara de reconhecer e valorizar aquilo que temos e muitas vezes negligenciamos.

Neste sentido, é a morte que faz a vida valer a pena. O mau amor esmorece e danifica, tolhendo alicerces e arrebatando tudo em chamas. Como seria viver decisões irreversíveis, após tanta vergonha e hostilidade?

Veja o trailer

 

Por fim, espero que esta produção possa abrir precedentes para que outras companhias produzam teatro cines tão interessantes quanto Medeia.

Visto que uma boa história não precisa, necessariamente, abordar algo inédito, mas antes, ser bem atualizada e adaptada ao tempo presente, fazendo uso de toda tecnologia que estiver a sua disposição.

Dessa forma, o teatro não morre, se atualiza e eterniza para os tempos futuros.

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