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Live-action de Moana é bom? Crítica internacional não perdoa e Disney aposta em Dwayne Johnson para conquistar as bilheterias no Brasil

Após passar pelo Brasil para divulgar o filme, Dwayne "The Rock" Johnson volta a viver Maui, enquanto remake registra uma das piores notas da história recente das adaptações live-action da Disney

Por Redação
Última Atualização 8 de julho de 2026
6 Min Leitura
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Disney
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O aguardado live-action de Moana chega aos cinemas cercado por expectativa, impulsionado pela presença de Dwayne “The Rock” Johnson, que recentemente esteve no Brasil promovendo o longa, mas a recepção inicial da crítica internacional está longe de repetir o sucesso da animação original.

O filme estreou com apenas 32% de aprovação no Rotten Tomatoes, tornando-se oficialmente a pior avaliação da franquia e uma das mais baixas entre todos os remakes live-action produzidos pela Disney nos últimos anos.

A nota coloca Moana atrás até mesmo de produções bastante criticadas, como Branca de Neve (39%), ficando acima apenas de Pinóquio (29%), atualmente o pior remake em live-action do estúdio.

A comparação com a animação de 2016 torna a situação ainda mais delicada.

O primeiro Moana: Um Mar de Aventuras conquistou 95% de aprovação da crítica e arrecadou centenas de milhões de dólares ao redor do mundo, enquanto Moana 2 manteve uma recepção positiva, alcançando 61%.

Já a nova versão parece não convencer os críticos.

Entre as principais reclamações está a falta de novidades em relação ao filme original. Diversas análises apontam que o remake praticamente replica a animação, oferecendo poucas justificativas para existir além da transposição para atores reais.

Entre as 47 críticas contabilizadas até o momento, o consenso aponta que o remake “carece do charme e da magia da versão original” e chega a provocar “uma forma requintada de agonia”, segundo algumas avaliações reunidas pelo agregador. Para os críticos, a nova adaptação pouco acrescenta à história já conhecida, repetindo a estrutura da animação sem apresentar ideias capazes de justificar uma nova versão em live-action.

A crítica Molly Freeman, do ScreenRant, resumiu a principal dúvida levantada pela imprensa especializada:

“Se a Disney não pretendia mudar praticamente nada da história de Moana, qual era o propósito de fazer um live-action?”

Catherine Laga’aia recebe elogios

Apesar da recepção negativa, um dos pontos mais elogiados do longa é a atuação da estreante Catherine Laga’aia, escolhida para interpretar Moana.

A jovem atriz australiana é considerada um dos principais acertos da produção, sendo apontada como capaz de preservar o carisma e a personalidade da protagonista criada na animação.

Ao seu lado retorna Dwayne Johnson, reprisando o papel do semideus Maui, personagem que ajudou a transformar no cinema há quase uma década.

Muito antes da estreia, a Disney investiu pesado na divulgação mundial do filme, e o Brasil recebeu atenção especial.

Dwayne Johnson desembarcou no país para promover Moana, participando de eventos com fãs e imprensa, reforçando a forte ligação que mantém com o público brasileiro desde visitas anteriores para divulgar sucessos como Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw, Adão Negro e Jumanji.

Conhecido por seu enorme alcance nas redes sociais e pelo contato direto com os fãs, o ator utilizou seus canais para compartilhar momentos da passagem pelo Brasil, estratégia que reforça a importância do mercado brasileiro para os grandes lançamentos da Disney.

Entretanto, o resultado dever ser o mesmo que houve com Supergirl, da DC Studios. A atriz principal, Milly Alcock, veio ao Brasil, mas isso não fez com que o filme conseguisse sucesso.

Mesmo diante da reação negativa da crítica, a Disney ainda aposta na força da marca.

As primeiras projeções indicam uma abertura entre US$ 60 milhões e US$ 65 milhões apenas na América do Norte, embora algumas estimativas mais recentes apontem números próximos dos US$ 40 milhões.

O desafio é grande.

O orçamento do filme gira em torno de US$ 250 milhões, sem considerar os custos de marketing, tornando necessário um desempenho robusto nas bilheterias mundiais para justificar o investimento.

Desde seu lançamento em 2016, a franquia Moana tornou-se uma das mais populares da Disney.

Somados, os dois filmes de animação ultrapassaram US$ 1 bilhão em arrecadação mundial, além de figurarem constantemente entre os conteúdos mais assistidos nas plataformas de streaming.

Essa popularidade explica por que a Disney decidiu apostar rapidamente em uma adaptação live-action, seguindo o modelo aplicado a clássicos como O Rei Leão, Aladdin e A Bela e a Fera.

Agora, resta saber se o carinho do público será suficiente para contrariar a avaliação da crítica e manter viva mais uma aposta do estúdio na tendência dos remakes.

É difícil entender as atuais escolhas da Disney…

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