‘Morte. Morte. Morte.’ vai além de um filme de terror divertido

Um terror slasher bem aclamado pela critica, Morte. Morte. Morte. chega com força aos cinemas brasileiros. Com direção de Halina Reijin e um elenco bem diverso, o roteiro é extremamente cativante e passeia bem entre os gêneros. Morte (não vou repetir as 3 vezes pra sempre, né? kkk) prende bem o espectador mesmo sendo leve.

A trama é a seguinte: jovens ricos se reúnem numa casa para passar um fim de semana que terá uma tempestade, e resolvem jogar “bodies bodies bodies“. Esse é um jogo que consiste em cada um pegar um papel, um é o assassino e quando se apaga as luzes, ele tem que encostar nas costas de outra pessoa, ela “cai” no chão e se finge de morta até que outra pessoa a encontre, então acendem as luzes e as pessoas discutem quem seria o assassino, o mais votado sai do jogo, o jogo só termina quando encontram o assassino.

A princípio, o jogo mal começa e rola uma briga entre os dois únicos homens na casa, que saem da brincadeira. Em seguida, um deles aparece com a garganta cortada, e começa uma caçada das garotas em busca do assassino.

Atos, atos, atos

O primeiro ato puxa pra cima, e você fica na expectativa daquelas bobagens clássicas acontecerem. No segundo, o terror fica mais forte, assim como a crítica social da nova geração e os conflitos se tornam constantes. Por fim, no terceiro, toma conta a dúvida de quem poderia ter sido, terminando de uma forma que ninguém espera.

Voltando da cabine de imprensa de Morte. Morte. Morte., em meio a umas pataquadas e palhaçadas na tela, a crítica social a nova geração é tão forte que faz pensar por um tempo em quanto mais essa geração vai precisar se afundar em narrativas já estabelecidas para se agarrarem, fora a toda a pressão para ser o melhor, e o “tudo pelo like” que fica claro principalmente com o final.

Morte. Morte. Morte. é um daqueles filmes que deve envelhecer bem, que de tempos em tempos é legal assistir tanto pra relembrar e se divertir quanto pra ver como talvez evoluímos (ou não). Afinal, a geração vigente não sabe muito bem ainda quem são ou por que fazem o que fazem, e por mais bobo que o filme pareça, a critica aqui é bem elaborada e sem uma resposta conclusiva.

Enfim, o filme estreia nesta quinta, 6 de outubro.

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