Tuesday, October 20, 2020

Terceira edição do Fórum Africanidades será online e gratuita

Nos dias 14, 21 e 28 de outubro (quartas-feiras), às 18h, a área de Educação do Instituto Moreira Salles promove a terceira edição do Fórum Africanidades. A princípio, o evento reunirá educadoras, artistas e urbanistas em conversas sobre o enfrentamento do racismo tanto nas instituições culturais quanto no ensino formal. Além disso, as atividades contarão com intérprete de Libras e legendagem em português.

Inicialmente, a primeira conversa acontece no dia 14 de outubro, às 18h, com a presença de Keyna Eleison, diretora artística do MAM Rio, e de Renata Sampaio, coordenadora educativa da terceira edição da Frestas – Trienal de Artes. As duas debaterão como a produção artística pode ser uma forma de resistência e de construção de práticas educacionais antirracistas. Posteriormente, também falarão sobre as barreiras que artistas negros, especialmente as mulheres, ainda enfrentam para exercer suas atividades.

Racismo Estrutural

Em seguida, o evento continua no dia 21 de outubro, às 18h, com uma mesa voltada para as questões urbanas. Assim, a arquiteta e urbanista Tainá Reis de Paula conversará sobre o tema com Érika Lemos Pereira, educadora no Galpão Bela Maré/Observatório de Favelas. As duas discutirão como o racismo estrutural permeia as políticas urbanas e a distribuição sociodemográfica das principais cidades brasileiras. Aliás, também abordarão como essa lógica afeta o acesso e a participação do público nas instituições culturais.

Enfim, o fórum encerra no dia 28 de outubro, às 18h, com um debate sobre as relações raciais na educação. A conversa contará com a participação de Bel Santos Mayer, educadora e coordenadora do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário, da artista e educadora Mirella Maria, criadora do projeto Quilombo mulheres negras, e da escritora e professora da rede pública Sonia Rosa. Sobretudo, elas comentarão os desafios de colocar em prática a Lei 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana. Afinal, como valorizar e trazer essas narrativas para o cotidiano das práticas educativas? A questão norteará a última mesa do evento.

A saber, todas as falas do fórum serão gravadas e disponibilizadas, posteriormente, no site do IMS. Finalmente, veja abaixo mais detalhes sobre a programação.

Serviço:

3º Fórum Africanidades: Processos educacionais e artísticos como territórios de cura
Data e horário: 14, 21 e 28 de outubro (quartas-feiras), às 18h
Transmissão ao vivo no canal de YouTube do IMS: youtube.com/c/imoreirasalles
Gratuito

Todas as atividades contarão com intérprete de Libras e legendagem em português.

Aliás, veja um papo sobre diáspora negra e siga lendo:

Programação completa:

14 de outubro, às 18h

Mesa 1 | Perspectiva da subjetividade: diálogos com a prática artística
Participantes: Keyna Eleison e Renata Sampaio.
Mediação: Renata Bittencourt.
21 de outubro, às 18h
Mesa 2 | Perspectiva da cidade
Participantes: Tainá de Paula e Érika Lemos
Mediação: Rafael Lino
28 de outubro, às 18h
Mesa 3 | Perspectiva da narrativa: relações raciais e educação
Participantes: Bel Santos Mayer, Sonia Rosa e Mirella Maria
Mediação: Abade

Sobre os participantes

Bel Santos Mayer

Educadora social, mestranda do Programa de Pós-graduação em Turismo (EACH/USP), coordena o Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (Ibeac) e a Rede LiteraSampa, que foi finalista do Prêmio Jabuti 2019 pela promoção da leitura. Posteriormente, coordenou o Prêmio Educar para a Igualdade Racial (Ceert) e assessorou a Secretaria Municipal de Educação de Guarulhos para a promoção da igualdade racial na educação.

Érika Lemos Pereira

Mulher negra e gorda. Nasceu e mora no bairro de Campo Grande, na cidade do Rio de Janeiro. Bacharela em história da arte (EBA/UFRJ) e licenciada em artes visuais (Ceuclar). Educadora no Galpão Bela Maré/Observatório de Favelas, pesquisadora no MAM Capacete e vice-coordenadora do projeto de extensão Formação de Mediadores Culturais em Exposições de Arte (EBA/UFRJ).

Keyna Eleison

Curadora. Escritora, pesquisadora, herdeira Griot e xamãnica, narradora, cantora, cronista ancestral. Mestre em História da Arte e especialista em História da Arte e da Arquitetura; bacharel em Filosofia. Membra da Comissão da Herança Africana para laureamento da região do Cais do Valongo como Patrimônio Mundial (UNESCO). Curadora da 10a. Bienal internacional de Arte SIART, na Bolívia. Atualmente, é cronista da revista Contemporary& Latin America e professora do Programa Gratuito de Ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro. Além disso, também é Diretora Artística do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em dupla com Pablo Lafuente.

Mirella Maria

Nascida em São Paulo (SP), onde vive e trabalha, é bacharela e licenciada em artes visuais pela Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Mestra no programa de artes visuais/arte educação pela mesma instituição. Criadora do projeto artístico Quilombo mulheres negras. Fotografia, colagens e arte têxtil se permeiam na sua produção/vivência, trazendo ressignificações simbólicas no campo da plasticidade, da memória e da existência.

Renata Santos Sampaio

Artista, educadora e curadora. Sua produção se relaciona a temas ligados ao corpo negro, ao território e à intimidade. Possui 15 anos de experiência com arte-educação, destacando-se sua participação na coordenação do educativo das duas últimas edições da Bienal do Mercosul. Atualmente, é coordenadora educativa da 3° edição da Frestas – Trienal de Artes.

Sonia Rosa

Professora, contadora de histórias, orientadora educacional e escritora. Trabalhou na rede pública municipal da cidade do Rio de Janeiro por mais de 20 anos. Porém, desde pequena, sempre gostou de escrever poesias e contar histórias para vizinhos e amigos. Dessa forma, de tanto contar histórias conhecidas, acabou inventando as suas próprias.

Tainá Reis de Paula

Arquiteta e urbanista, ativista das lutas urbanas. Atuou em diversos projetos de urbanização e habitação popular, realizando assistência técnica para movimentos como União de Moradia Popular e Movimento dos Trabalhadores sem Teto. Atualmente, presta assistência para o movimento Bairro a Bairro, como arquiteta e mobilizadora comunitária em áreas periféricas.

Sobre os mediadores

Renata Bittencourt

Historiadora da arte, gestora cultural e coordenadora da Área de Educação do Instituto Moreira Salles

Rafael Braga Lino

Músico, historiador da arte (em formação) e educador do Instituto Moreira Salles

Abade

Artista, graduanda em Educação Musical e educadora do Instituto Moreira Salles

Todavia, leia mais:

Além disso, saiba mais da Lusofonia e os ritmos de Cabo Verde
Luellem de Castro | “Feminismo é um conceito branco”
Ana Catão do Cosmogonia Africana| “Nossa missão é trazer essa história que foi varrida para debaixo do tapete”

Escreve o que achou!