A repercussão da entrevista de Hinestroza escancara um problema antigo. A cobertura sobre o Vasco, muitas vezes, parte de uma conclusão pronta e de uma má vontade.
O jogador foi claro. Ele tinha, sim, um cenário bem encaminhado com o Boca Juniors. Isso nunca foi negado. Mas o contexto mudou quando surgiu a proposta do Vasco.
A oferta do Vasco era mais vantajosa para Hinestroza.
O Atlético Nacional aceitou. O projeto esportivo agradou. Houve conversa direta com Fernando Diniz. O atleta se identificou com a ideia de jogo e com o que ouviu do clube. No futebol profissional, decisão passa por projeto, momento e perspectiva. Ele avaliou tudo e escolheu. Simples.
Hinestroza já havia destacado a participação de Fernando Diniz na sua vinda ao Vasco:
” Já tive conversas com vários times, mas em nenhum deles o professor falou para mim como seria o processo, o que ele queria fazer comigo. Isso foi o determinante para eu decidir vir pra cá.”

Parte da imprensa, porém, preferiu outro caminho. De maneira suja, recortou apenas o trecho que interessava. Destacou a negociação anterior e minimizou a decisão final. Ignorou a empolgação do jogador, a fala sobre amigos no elenco e o entusiasmo com o novo desafio.
A narrativa vendida foi simples. O clube colombiano decidiu. O atleta apenas acompanhou. Como se jogador profissional não tivesse vontade, opinião ou poder de escolha sobre a própria carreira.
Isso não é análise de mercado. É direcionamento de narrativa. Convenhamos, quando o assunto é Vasco, o padrão se repete. Pequenos trechos viram manchetes negativas. Declarações positivas viram rodapé. Qualquer movimento vira crise. Qualquer bastidor vira desconfiança.
O resultado é um ambiente artificial de instabilidade. Um ruído constante que não corresponde, na mesma proporção, aos fatos.
Por isso cresce o movimento do torcedor que busca fontes mais responsáveis. Não se trata de evitar crítica. Trata-se de exigir contexto, equilíbrio e honestidade na informação.
No caso de Hinestroza, a história é direta. Havia um caminho. Surgiu outro melhor. Ele conversou, avaliou e decidiu. O resto é edição (in)conveniente.
E, quando o tema é Vasco, obviamente não é coincidência…




Parabéns ao jornalista por destacar o que a torcida percebeu. A má vontade com o Vasco não é de hoje. Ótimo destaque do Álvaro na matéria ??
É sempre assim quando se fala de Vasco. Amam falar mal, distorcer, criar situações. Mas sabemos de que se trata, são torcedores rivais que não suportam ver o clube bem, no caminho certo. No fundo sentem inveja do que é ser Vasco da Gama. Contra tudo e contra todos! Parabéns ao jornalista pela matéria!
Perfeito! A muito tempo deixei de seguir mídias convencionais para acompanhar o Vasco. Sigo vascainos!
Ai para você ver, em nenhum momento tive essa sensação. Bem-vindo Hinestroza!