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Filme “Malu” – Juliana Carneiro da Cunha, Carol Duarte e Yara de Novaes - roteiro e direção de Pedro Freire
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CineManouche exibe Malu em sessão gratuita com presença do diretor Pedro Freire

Projeto com curadoria de Flora Camolese promove sessão mensal no Jardim Botânico e recebe o diretor e o fotógrafo Mauro Pinheiro Jr. para conversa após o filme

Por Redação
Última Atualização 28 de agosto de 2026
8 Min Leitura
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Filme “Malu” – Juliana Carneiro da Cunha, Carol Duarte e Yara de Novaes - roteiro e direção de Pedro Freire
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O cinema brasileiro volta a ocupar as telas do Manouche, no Jardim Botânico, com a segunda sessão do CineManouche, projeto idealizado pela atriz e produtora Flora Camolese e dedicado à experiência coletiva de assistir a filmes.

No dia 3 de setembro, quinta-feira, o cineclube apresenta gratuitamente o longa-metragem Malu, primeiro filme dirigido por Pedro Freire. Após a exibição, o público participa de uma conversa com o diretor e com o fotógrafo do filme, Mauro Pinheiro Jr.

A iniciativa estreou no mês passado com uma sessão lotada de Sem Coração, dirigido por Nara Normande e Tião, e agora dá continuidade à proposta de criar uma programação mensal voltada ao cinema brasileiro.

Mais do que simplesmente oferecer uma sessão gratuita, o CineManouche aposta no encontro entre espectadores e realizadores. A ideia é que a experiência continue depois dos créditos, com espaço para conversa, reflexão e diferentes perspectivas sobre as obras exibidas.

Ambientado nos anos 1990, Malu acompanha uma atriz de meia-idade que vive uma crise existencial enquanto tenta lidar com as relações complexas dentro da própria família.

Interpretada por Yara de Novaes, Malu é uma atriz inconstante e desempregada, que vive com sua mãe, interpretada por Juliana Carneiro da Cunha, em uma casa precária dentro de uma comunidade no Rio de Janeiro.

Enquanto se apega às lembranças de um passado artístico que considera glorioso, a personagem enfrenta dificuldades para sobreviver e precisa lidar com o relacionamento tenso com sua filha adulta, Joana, interpretada por Carol Duarte.

A presença das três mulheres estabelece o centro emocional da narrativa. Mãe, filha e neta convivem entre momentos de carinho, alegria, conflitos e ressentimentos, enquanto precisam encarar sentimentos que permanecem acumulados.

A história também apresenta Tibira, interpretado por Átila Bee, amigo da protagonista e personagem que participa desse universo de relações e afetos.

O longa aborda temas como maternidade, saúde mental e conflitos familiares, construindo o retrato de uma mulher que tenta encontrar uma nova versão de si mesma diante das próprias limitações e contradições.

Malu parte das experiências de Pedro Freire

A história de Malu também possui uma relação pessoal com seu diretor. Pedro Freire se inspirou em suas próprias vivências ao lado da irmã e de sua mãe, a atriz Malu Rocha.

Essa origem contribui para a abordagem íntima do longa, que transforma relações familiares em matéria dramática e acompanha personagens atravessadas por diferentes formas de afeto, conflito e frustração.

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O resultado é uma narrativa concentrada nas relações entre as personagens e na tentativa de Malu de reconstruir sua própria trajetória.

Malu foi o primeiro longa-metragem de Pedro Freire e teve sua primeira exibição no Brasil na mostra competitiva da Première Brasil, durante a 26ª edição do Festival do Rio.

A produção recebeu reconhecimento em quatro categorias e conquistou cinco Troféus Redentor: Melhor Longa-Metragem de Ficção, em conjunto com Baby; Melhor Roteiro, para Pedro Freire; Melhor Atriz, para Yara de Novaes; e Melhor Atriz Coadjuvante, com prêmio duplo para Carol Duarte e Juliana Carneiro da Cunha.

Antes de chegar ao circuito brasileiro, Malu teve sua première mundial na World Cinema Dramatic Competition, mostra competitiva do Festival de Sundance.

O filme também integrou o New Directors New Films, realizado pelo Festival de Cinema do Lincoln Center, em Nova Iorque, além de participar de outros festivais no exterior.

No Brasil, a produção foi selecionada para a Mostra Brasil da 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e recebeu o Prêmio Paradiso, voltado ao apoio à distribuição do filme nos cinemas.

A trajetória em festivais ajudou a colocar o primeiro longa de Pedro Freire no circuito de produções brasileiras contemporâneas que vêm despertando atenção dentro e fora do país. Inclusive, entrevistamos o Pedro, confira:

CineManouche aposta no cinema como encontro

A escolha de Malu para a segunda sessão reforça a proposta estabelecida pelo CineManouche desde sua estreia.

Com sessões mensais gratuitas, o projeto busca fortalecer a experiência dos cineclubes no Rio de Janeiro em um momento em que o acesso aos filmes acontece cada vez mais por meio de plataformas de streaming.

A proposta é criar um espaço permanente para a exibição de obras e para o encontro entre quem assiste e quem participa da realização cinematográfica.

Em cada sessão, o público encontra uma obra selecionada pela curadoria de Flora Camolese e, depois da exibição, participa de um debate com profissionais relacionados ao filme ou ao audiovisual.

Diretores, roteiristas, atores, montadores, críticos e outros profissionais podem integrar essas conversas.

A iniciativa parte da ideia de que assistir a um filme também pode ser uma experiência social. Em vez de terminar quando sobem os créditos, a sessão abre espaço para que espectadores permaneçam no local, troquem impressões e conheçam diferentes interpretações sobre a obra.

A curadoria do CineManouche privilegia obras brasileiras de relevância artística, reunindo produções contemporâneas e clássicos do cinema nacional.

O projeto também estabelece parcerias com distribuidoras e produtoras para promover sessões especiais de filmes recentes, inclusive obras que ainda estejam em circulação.

Com isso, a programação procura aproximar o público carioca de filmes que participam do debate cinematográfico contemporâneo, além de recuperar títulos importantes da produção nacional.

A segunda sessão, com Malu, mantém essa proposta ao apresentar um longa premiado em importantes festivais e colocar seu diretor e um dos profissionais responsáveis pela realização diante do público.

No Jardim Botânico, o CineManouche transforma uma sessão gratuita em uma oportunidade de contato direto com o cinema brasileiro e com quem está por trás das imagens.

Serviço

CineManouche apresenta Malu
Data: 3 de setembro, quinta-feira
Local: Manouche
Endereço: Rua Jardim Botânico, 983, subsolo da Casa Camolese, Jardim Botânico, Rio de Janeiro
19h: abertura do espaço
19h30: exibição de Malu — 1h40
21h: conversa pós-filme, com duração de 45 minutos a 1 hora
Entrada: gratuita
Periodicidade: sessões mensais gratuitas

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