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Crítica de teatro da peça "A Mandrágora", pela jornalista cultural Jéssica de Aguiar
EspetáculosCrítica

A Mandrágora – de Nicolau Maquiavel | Crítica Teatral

Por Jéssica de Aguiar
Última Atualização 19 de março de 2023
5 Min Leitura
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Foto: Divulgação.
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A peça teatral “A Mandrágora” é uma releitura da obra de Nicolau Maquiavel, encenada pela Companhia Ensaio Aberto, no Armazém da Utopia (RJ). Escrita há mais de 500 anos, precisamente em 1518, a obra faz uma sátira da corrupção nas diferentes esferas sociais da Itália renascentista. O que, apesar dos séculos de diferença, torna o conteúdo atual. Como resultado do desejo em trazer críticas políticas e sociais, a peça é encenada atualmente pela Companhia Ensaio Aberto.

Inicialmente, a trama original possui cinco atos. Contando a história de um jovem (Calímaco) apaixonado por uma mulher casada (Lucrécia). Calímaco busca, nas lendas envolvendo a raiz da mandrágora, uma alternativa inusitada a fim de se aproximar de Lucrécia. Tudo isso,  com o apoio de seus amigos e um frei, a quem promete alguns florins, em troca da participação no plano de enganar a jovem mulher.

A ideia se baseia na lenda de que a mandrágora teria poderes afrodisíacos. O que, com a ajuda de seu amigo Ligúrio, chega aos ouvidos do marido de Lucrécia, um homem já de meia idade, que anseia por um filho. A adaptação criada pelos jovens baseada na lenda seria de que, para a poção de mandrágora funcionar, o primeiro homem que se deitasse com Lucrécia após a ingestão, morreria. Com a astúcia de mil raposas Calímaco e Ligúrio conseguem convencer todos ao redor da jovem a participar do plano mirabolante, o que resulta em muitas risadas para o público. Trecho:

“Tão suave é o engano
levado ao fim tão almejado e caro,
que bane a alheia angústia
e doce faz todo o sabor amargo.
Oh, remédio alto e raro,
que o bom caminho aponta à alma errante!
Com teu grande valor,
Tornando outrem feliz, brindas o amor
e vences, só co’os teus conselhos santos,
pedras, veneno e encantos”.

De Maquiavel a Ensaio Aberto

A adaptação feita pela Companhia Ensaio Aberto, dirigida por Luiz Fernando Lobo e Tuca Moraes tem duração de duas horas, em dois atos que prendem a atenção do público. Não só pela ambientação, com o palco localizado em uma espécie de arena, que permite visão acessível para todos os níveis da platéia. Mas também pelas interpretações, que possuem grande dinamismo, provocando a platéia em diversos momentos e causando gargalhadas constantes.

Ademais, o figurino merece destaque, com um mix de tecidos modernos com modelagens renascentistas, consegue dar o ar da obra, com visual colorido, leve e divertido. A ambientação e a música de fundo proporcionaram uma verdadeira imersão. Transportando o público para a Florença renascentista, desde o bar que se apresentou como taverna, até a escolha de músicas originais desse período histórico. Além disso, a iluminação foi um espetáculo à parte, trazendo vida ao figurino e explorando as possibilidades de destaque das texturas das roupas. Tal qual o cenário, composto por mesas montadas em barris, que mantiveram o ar de taverna no ambiente, e possibilitaram a exploração dinâmica do palco pelos atores.

Apesar de possuir crítica social subliminar, a peça é apresentada com leveza e permite que a audiência embarque numa história, cheia de reviravoltas e travessuras.  Emanando os ares do teatro renascentista em pleno século XXI. Ademais, comédia de Maquiavel possui duas adaptações para o cinema e é considerada uma das obras literárias mais famosas do Renascimento.

Por fim, a peça fica em cartaz até 03 de dezembro de 2019 e possui entrada gratuita, com retirada de ingressos no site. Aliás, as apresentações acontecem de sexta-feira à segunda, às 20h, com abertura da casa 1h antes do espetáculo. Inclusive, recomendo que cheguem cedo, a fim de desfrutar adequadamente da taverna montada.

 

Tags:A MandrágoraArmazém da UtopiaarteCompanhia Ensaio AbertocríticaCulturaespetaculojornalismo culturalMandrágoraNicolau MaquiavelPeça teatralrio de janeiroTeatrovivente andante
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PorJéssica de Aguiar
Jornalista, pós graduanda em Jornalismo Cultural. Apaixonada por todas as formas de expressão artística.
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