Lançado há três anos, Creed III marcou uma virada importante para a franquia derivada de Rocky. O terceiro capítulo da saga de Adonis Creed representou a estreia de Michael B. Jordan na direção e sinalizou uma mudança estética no tratamento das cenas de luta.
No último domingo, Michael B. Jordan conquistou uma vitória surpresa no Actor Awards ao levar o troféu de melhor performance masculina em papel principal por Pecadores, superando indicados como Timothée Chalamet e Leonardo DiCaprio.
No discurso, visivelmente emocionado, agradeceu à comunidade de atores e relembrou o início da carreira:
“Eu não esperava por isso de jeito nenhum… obrigado por me acolherem e por me fazerem sentir visto”.
Jordan também destacou a parceria com Ryan Coogler, afirmou que “essa jornada tem sido inacreditável” e celebrou a trajetória que o levou “daquele garoto de North Jersey” ao palco da premiação, consolidando um momento simbólico em sua carreira dentro e fora das telas.
Há 3 anos, ao assumir o comando criativo de Creed III, Jordan buscou referências fora do universo tradicional do boxe cinematográfico. Entre elas, o anime Naruto foi citado como inspiração direta para a construção da luta final.
Em vez de apostar apenas no realismo cru das trocas de golpes, Creed III optou por intensificar emocionalmente o confronto decisivo. A ideia foi transformar certos socos, enquadramentos e close-ups em momentos quase estilizados, ampliando o impacto dramático.

A sequência final abandona parcialmente a lógica puramente esportiva para mergulhar em uma abordagem mais subjetiva. O ringue se torna palco de tensão psicológica, com golpes que carregam peso simbólico e remetem à construção visual típica dos confrontos em animes, nos quais rivalidade e passado são tão importantes quanto a técnica.
Direção autoral de Michael B. Jordan e ruptura na franquia Creed
A escolha reforça o caráter autoral do projeto. Sem a presença física de Sylvester Stallone na trama, o filme consolida a independência da franquia em relação ao legado de Rocky Balboa.
A direção de Jordan prioriza a dinâmica emocional entre Adonis e Damian, interpretado por Jonathan Majors, ampliando o drama pessoal e dando à luta final uma dimensão quase operística.
Três anos depois, Creed III permanece como um ponto de inflexão na série, não apenas por ter sido o capítulo mais autoral até então, mas por ter expandido as referências visuais do cinema esportivo ao dialogar abertamente com a estética dos animes.
Enfim, Michael B. Jordan cada vez mais prova que é ótimo ator, e também diretor.
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