Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e termos de uso.
Aceito
Vivente AndanteVivente AndanteVivente Andante
  • Cinema
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
Font ResizerAa
Vivente AndanteVivente Andante
Font ResizerAa
Buscar
  • Cinema
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
crítica 1982
CríticaCinema e StreamingNotícias

Crítica | ‘1982’ é uma ode à inocência em tempos difíceis

Por
pedroflexa
Última Atualização 29 de março de 2023
3 Min Leitura
Share
SHARE

O período da Guerra Fria foi marcado por muitos conflitos apoiados indiretamente por Estados Unidos e União Soviética, principalmente no Oriente Médio. Países da região sofreram com trocas de governo e com batalhas em territórios civis durante alguns anos, entre eles, o Líbano. Esse é o pano de fundo do filme 1982, longa de estreia do diretor Oualid Mouaness.

1982 acompanha a história de Wissam, um jovem aluno de uma escola em Beirute que pretende se declarar para sua colega de classe Joana. A simples narrativa é interrompida pelo som das bombas da , já anunciada, guerra. O que gera preocupa todos da escola.

Há inúmeras maneiras de se realizar um filme de guerra, algumas mais explícitas, outras mais sutis. Porém, o diferencial dos clássicos desse gênero quando eles não abordam o conflito em si, e sim as relações entre os personagens dele. 

Som

Em 1982, Mouaness opta por “esconder” a batalha. Além de raras ocasiões, o filme não mostra armas e tanques, e quando mostra, estão muito distantes da câmera. O trabalho de som é a grande chave nesse aspecto. Os silêncios interrompidos por explosões invisíveis deixam o visual para a imaginação do espectador. Essa incerteza torna o conflito ainda mais assustador.

O diretor conduz a narrativa para que o espectador esqueça o conflito por alguns segundos quando foca nas crianças. Apesar de infantil, é uma história bastante empática e cativante. E quando todas as pontas são amarradas para a guerra, o longa ganha uma personalidade. As relações são o que tornam o longa especial. As interações dos jovens entre si e dos professores com eles mesmos. E por fim, dos mais velhos assumindo o papel de proteção para os alunos. Proteção física e emocional.

A saber, o ritmo mais lento ajuda na construção da narrativa. Com apenas 100 minutos, todos os personagens tem seus momentos de desenvolvimento e dilemas, apresentando como cada um daqueles indivíduos se envolve emocionalmente com a situação. 

Enfim, no produto final, 1982 é uma reflexão sobre a inocência em tempos de guerra. No momento final do filme há uma sequência em animação que explicita essa mensagem de forma bastante sensível. Entretanto, para o brasileiro, talvez seja um pouco distante da realidade, mas carrega uma mensagem que merece atenção.

Ademais, veja mais:

Crítica | ‘Trilha Sonora da Cidade’ traz a arte de rua nas veias da esfinge urbana

Cracolândia | Filme busca soluções para resolver o inferno do crack

Sweet Tooth | Série da Netflix traz mundo pandêmico, contudo, com crianças animais

 
Compartilhe este artigo
Facebook Copie o Link Print
3 Comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Gravatar profile

Vem Conhecer o Vivente!

1.7KSeguidoresMe Siga!

Leia Também no Vivente

Cinema e StreamingCrítica

Crítica – Rindo à Toa – Humor sem Limites

Alvaro Tallarico
4 Min Leitura
é tudo verdade
EventosCinema e Streaming

21ª Conferência do Documentário acontece na Cinemateca Brasileira de SP

Livia Brazil
4 Min Leitura
Som da Liberdade
Cinema e Streaming

Surpreendende sucesso de bilheteria nos EUA, ‘Som da Liberdade’ ganha data de estreia no Brasil

Redação
2 Min Leitura
logo
Todos os Direitos Reservados a Vivente Andante.
  • Política de Privacidade
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?