Wednesday, September 22, 2021

Crítica | O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone

Revisar um clássico do cinema não é uma tarefa aconselhável, mas quando se é Francis Ford Coppola, as chances estão a seu favor. O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone é a reedição do clássico de 1990. Porém, com uma montagem de cenas ligeiramente diferente do original, além de novas cenas iniciais e finais, o filme encanta como sempre.

Explicado pelo próprio diretor, a ideia original era que o terceiro filme servisse de epílogo para as histórias anteriores, logo: “Desfecho: A Morte de Michael Corleone”. Contudo, não usaram o título em sua primeira exibição, então, retorna agora, para ser usado como sempre fora entendido.

O Filme

A princípio, essa reedição introduz, logo no início, a ideia de que o Vaticano e a Igreja estão envolvidas em escândalos de corrupção e possuem envolvimento com a máfia. Além de reforçar que o desejo de Michael Corleone de possuir negócios legítimos e ser pai de uma família tranquila é impossível para alguém com o histórico dele. Seus adversários, seus aliados e sua própria família continuam a busca pela manutenção do poder e do império administrado por Don Corleone.

Ao mesmo tempo, nessa versão, demora um pouco mais para que a importância da ligação com seus filhos e a culpa pela morte de seu irmão apareça no filme. Já os atritos com seu sobrinho Vincent, tanto pelo seu desejo de controlar os negócios da família quanto por seu envolvimento com Mary, aparecem mais cedo na reedição.

O amor pela filha, interpretada pela jovem Sofia Coppola, continua como o fio condutor. Al Palcino, detentor de um magnetismo que prende a atenção em todas as cenas, brilha do começo ao fim. A cena na ópera, onde no palco Tony canta, enquanto a família executa suas vinganças continua como uma das mais incríveis montagens de justaposição e contraste do cinema.

Música e Narrativa

Aliás, diversos momentos da narrativa são marcados pela música. O elemento surge durante as festas da família, no badalar dos sinos da igreja ou na interpretação da ópera. A música acompanha o filme do começo ao fim. A coda, fragmento musical que se acrescenta ao fim de uma peça em que há repetições, é o exemplo perfeito para o desfecho dessa cena.

Sendo assim, o desfecho de Don Corleone, onde Al Pacino grita em silêncio expressando a dor da ferida mais profunda sendo exposta possui uma força imensurável, já que o barulho é tão alto que se torna impossível de ouvir.

O elenco de O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone conta com nomes como: Al Pacino, Andy Garcia, Talia Shire, Diane Keaton, Eli Wallach, Joe Mantegna e Sofia Coppola. Marcou o final de uma das mais famosas e aclamadas trilogias cinematográficas de todos os tempos. É um clássico e a oportunidade de vê-lo na tela do cinema deve ser apreciada pelos amantes da sétima arte.

A saber, o filme estreia nesta quinta-feira em cinemas selecionados de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

Afinal, veja o trailer:

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