Crônica | ‘Space Jam 2 – Um Novo Legado’ e a leveza

Eu era uma vez um menino louco por desenhos animados que acompanhava um time de basquete muito especial chamado Chicago Bulls liderado pelo astro Michael Jordan. Foi nessa empolgação que vi “Space Jam: O Jogo do Século”, em 1996, em um cinema no bairro de Del Castilho. Minha amada madrinha me levou. Depois de ver eu queria pelúcias, camisas e tudo o mais. Em especial tinha grande carinho pelo personagem Coiote em sua eterna busca pelo Papa-Léguas, sempre se dando mal, mas persistente.

Naquela tarde de um sábado morri de rir com Piu Piu e Frajola, corri com Ligeirinho, comemorei com Pernalonga. Acho ainda que assisti o filme duas vezes no cinema. A lembrança gostosa perdurou. Passeio com os primos e madrinha. Aquela criança sorridente de cabelos encaracolados nunca imaginaria que mais de 20 anos depois, a Warner o convidaria para ver a sequência,”Space Jam: Um Novo Legado”, com o campeão da NBA e ícone mundial LeBron James. E lá fui ver para fazer a crítica.

Acabei indo de bicicleta e era como se ela fosse meu cavalo mágico laranja me conduzindo para um outro mundo.

Afinal, esse é um dos poderes do cinema, levar para outros universos durante aquele período de tempo específico. Tem hora para começar e acabar. A viagem não pode ser eterna.

Matrix

Cheguei suado e levemente atrasado. Adentrei a sala com o filme começando. Lá estava LeBron James. Hoje em dia não acompanho muito basquete. Só via um pouco mesmo naquela época áurea do Chicago Bulls e era mais fã até do Scottie Pippen do que de Michael Jordan.

O legal do filme foi percorrer algumas as obras da Warner como “Matrix”, “Game of Thrones”, “Harry Potter”, “Mad Max” e personagens da DC Comics, como Batman, Superman e Mulher-Maravilha. Sou um grande fã de muitas dessas produções e personagens e é sempre uma alegria poder vê-los no cinema quando são respeitados.

Dei uma volta com Pernalonga e LeBron por outros mundos de fantasia e rememorei diversos ícones da minha infância que aparecem bem visíveis ou escondidos na plateia que vê o jogo final. Saí pensando que é bom crescer, mas jamais podemos esquecer a ludicidade e a imaginação que nos permitem viver com mais leveza. A vida traz pesos e sofrimentos inevitáveis, mas podemos escolher como lidar. Talvez se for com o bom humor do Pernalonga, tudo pode ser um pouco mais colorido no final das contas. O que que há, velhinho?

Por fim, o filme da Warner Bros. Pictures estreia nos cinemas brasileiros em 15 de julho de 2021.

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