Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e termos de uso.
Aceito
Vivente AndanteVivente AndanteVivente Andante
  • Cinema e Streaming
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
Font ResizerAa
Vivente AndanteVivente Andante
Font ResizerAa
Buscar
  • Cinema e Streaming
  • Música
  • Literatura
  • Cultura
  • Turismo
Jason Sudeikis e Tanya Reynolds em cena de "Ted Lasso"- Divulgação Apple+
Cinema e StreamingCrítica

Ted Lasso: Episódio 3 dá enfoque ao futebol feminino em si, mas um pequeno simbolismo é a sua maior vitória

Por André Quental Sanchez
Última Atualização 14 de agosto de 2026
7 Min Leitura
Share
Jason Sudeikis e Tanya Reynolds em cena de "Ted Lasso"- Divulgação Apple+
SHARE

Continuando a saga das dificuldades do time de futebol feminino, Ted Lasso abraça mais a realidade e apresenta novos personagens no episódio mais fraco da temporada até o momento

O episódio começa com algumas das sequências de humor mais certeiras da temporada até agora, emendando gag atrás de gag. Do grito sobre a tela preta às interações entre Chilton, Ted e Beard, passando por Matthijs e Rebecca e pela coletiva de Roy, Ted Lasso demonstra rapidamente que ainda sabe explorar muito bem o timing cômico de seus personagens.

Entretanto, não demora para o episódio revelar o quanto pretende se aproximar da realidade. Jornalistas homens deixam a sala quando começa a discussão sobre o time feminino do Richmond; Keeley demonstra sua frustração com uma situação que, infelizmente, é resolvida rápido demais; e até o confronto entre Roy e Phoebe me relembrou algumas das questões que mais pesaram negativamente para mim durante a segunda e a terceira temporadas: abordagens políticas e sociais apresentadas de maneira direta, mas solucionadas antes que possam realmente ser aprofundadas.

Sem contrariar o que disse anteriormente no texto sobre o segundo episódio, Ted Lasso continua retratando o mundo que podemos construir, sem fugir completamente da realidade, principalmente ao mostrar com honestidade as dificuldades enfrentadas pelo futebol feminino. Meu receio é que esse hiperfoco em reforçar constantemente seus obstáculos se torne uma fórmula recorrente e, consequentemente, desgaste uma audiência que já compreendeu a mensagem.

Estamos apenas no terceiro episódio. Se, em todos os capítulos, o peso dessas dificuldades for tão grande, e acompanharmos Kelley Jones sofrendo constantemente por elas, o desgaste será inevitável. Existem diferentes maneiras de abordar essas questões, e uma das mais interessantes é justamente por meio do simbolismo.

Abbie Hern em cena de "Ted Lasso"- Divulgação Apple TV

Abbie Hern em cena de “Ted Lasso”- Divulgação Apple TV

É aí que entra Susan Boyle.

Citada logo no começo e constantemente referenciada durante o episódio, Boyle talvez represente o maior símbolo até agora do percurso das Lady Greyhounds. Sua trajetória, marcada inicialmente pela desconfiança e pelo julgamento no Britain’s Got Talent, antes de surpreender completamente público e jurados, funciona como um paralelo direto com aquilo que a série pretende construir com o time feminino.

No mundo em que vivemos, infelizmente, o futebol feminino dificilmente receberá o mesmo reconhecimento dado ao masculino. Isso, entretanto, não o torna menos importante. Boa parte dessa diferença nasce justamente de preconceitos, expectativas e julgamentos estabelecidos antes mesmo de essas atletas entrarem em campo, e Ted Lasso compreende isso.

A inclusão de uma mãe no time, por exemplo, surge como uma das maiores promessas para o futuro da temporada, principalmente pelo potencial dramático que carrega. Assim como Boyle, essas mulheres podem contrariar as expectativas colocadas sobre elas. Afinal, estamos assistindo a Ted Lasso, um universo ficcional no qual, no fim das contas, o otimismo tende a prevalecer.

E a série ganha muito mais quando trabalha essas ideias com sutileza do que quando constantemente precisa nos lembrar: “é difícil”, “não temos apoio”, “ninguém acredita em nós”. São situações que já compreendemos e cuja repetição, sem novas perspectivas, pouco acrescenta à narrativa.

Faye Marsay em cena de “Ted Lasso”- Divulgação Apple TV

Faye Marsay em cena de “Ted Lasso”- Divulgação Apple TV

O restante do episódio volta a posicionar peças para o futuro. A aparição da irmã de Dani Rojas funciona como uma boa isca, que espero ser aproveitada com maior peso posteriormente, principalmente pelo fato de a personagem ser interpretada pela própria irmã de Cristo Fernández. Enquanto isso, a inclusão de Gemma acrescenta novas camadas à treinadora Chilton, enquanto Shannon finalmente recebe maior destaque, ainda que sua presença possa trazer mais problemas do que soluções e obrigue Ted a colocar o profissionalismo do time acima de questões pessoais.

O flerte entre Roy e Keeley também continua evidente. Entretanto, assim como acontece com a insistência em demarcar as dificuldades do futebol feminino, está na hora de a série mudar o disco e proporcionar alguma evolução concreta. Mesmo com a bem-vinda presença de Phoebe, sempre um raio de luz dentro da produção, esse eterno “vai ou não vai?” acompanha os personagens praticamente desde a primeira temporada. Neste momento, qualquer conclusão parece mais interessante do que prolongar novamente a indefinição.

Algo semelhante pode ser dito sobre Matthijs e Rebecca. Depois de três temporadas acompanhando o sofrimento dela nas mãos de Rupert, parte de mim torcia por uma escolha narrativa que não envolvesse novos problemas amorosos, especialmente diante do carisma de Matthijs. Entretanto, é justamente esse caminho que o episódio começa a percorrer. Algo inicialmente inocente e aparentemente fácil de resolver pode acabar se transformando em um conflito muito maior.

Ao final, a ideia mais forte do episódio continua sendo Susan Boyle e seu paralelo narrativo com as próprias Lady Greyhounds. Nunca julgue um livro pela capa, porque aquilo que inicialmente parece improvável pode surpreender completamente.

Isso vale para o time feminino do Richmond e, talvez, para a própria quarta temporada de Ted Lasso. Agora, resta esperar pelo momento em que essa surpresa finalmente acontecerá.

Disponível na Apple TV+, a quarta temporada de Ted Lasso já conta com três episódios na plataforma, com novos capítulos lançados semanalmente até o início de outubro.

Siga-nos e confira outras notícias @viventeandante e no nosso canal de whatsapp!

Leia mais

  • Crítica: ‘O Fim da Rua’ resgata o espírito dos grandes blockbusters de aventura
  • ‘Ted Lasso’: Episódio 2 retorna para Londres com sentimento familiar e altas promessas
  • Primeiras Impressões:’Ted Lasso’ volta sem pressa, relembrando o que a fez tão especial
Tags:análise Ted Lassoapple tvCinemacríticacrítica Ted LassoDestaque no Viventefutebol feminino Ted LassoLady Greyhoundssusan boyleted lassoTed Lasso 4x03Ted Lasso 4ª temporadaTed Lasso episódio 3Ted Lasso temporada 4
Compartilhe este artigo
Facebook Copie o Link Print
PorAndré Quental Sanchez
Me Siga!
André Quental Sanchez é formado em cinema e audiovisual, apresenta especialização em roteiro audiovisual, é crítico, redator e amante da sétima arte como um todo.

Vem Conhecer o Vivente!

1.7KSeguidoresMe Siga!

Leia Também no Vivente

deixados para trás o inicio do fim
Cinema e StreamingCrítica

Crítica | Deixados Para Trás: O Início do Fim

Alvaro Tallarico
4 Min Leitura
mostra vale do aço
Cinema e StreamingNotícias

Estação Net Botafogo exibe filmes de cineastas mineiros

Livia Brazil
5 Min Leitura
Amores Materialistas Distribuído pela Sony Pictures
Cinema e Streaming

“Subverte o gênero”: Pedro Pascal revela segredos de Amores Materialistas

Redação
2 Min Leitura
logo
Todos os Direitos Reservados a Vivente Andante.
  • Política de Privacidade
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?