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Mulher-Maravilha, DCU, James Gunn, Melissa Barrera, Gal Gadot, Simu Liu, DC Studios, filmes de super-heróis, cinema, cultura pop
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James Gunn perdido? DC pode deixar Paradise Lost e Waller pelo caminho enquanto aposta em Jimmy Olsen

Abandono de duas séries do novo DCU reacende críticas às escolhas de James Gunn e Peter Safran

Por Caroline Teixeira
Última Atualização 12 de agosto de 2026
11 Min Leitura
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O novo Universo DC pode estar diante de uma decisão capaz de provocar uma nova onda de críticas entre os fãs. Segundo informações que circulam nesta semana, as séries Paradise Lost e Waller supostamente não estariam mais em desenvolvimento na DC Studios.

Até o momento, porém, não existe confirmação oficial da DC Studios ou da Warner Bros. Discovery sobre o cancelamento das duas produções. A informação deve, portanto, ser tratada como rumor.

Mesmo com essa ressalva, o possível destino dos projetos chama atenção por um motivo: enquanto produções protagonizadas por personagens femininas podem estar sendo deixadas de lado, a DC avança com uma série centrada em Jimmy Olsen, personagem historicamente secundário nas histórias do Superman.

A escolha levanta uma pergunta incômoda sobre a estratégia de James Gunn e Peter Safran: a DC está priorizando os personagens certos para construir seu novo universo?

Paradise Lost era uma peça importante para a nova Mulher-Maravilha

Anunciada em 2023 como parte do primeiro capítulo do DCU, Gods and Monsters, Paradise Lost sempre teve uma proposta diferente.

A série seria ambientada em Themyscira, muito antes do nascimento de Diana Prince, permitindo explorar a história das Amazonas, suas disputas políticas e a formação da sociedade que posteriormente daria origem à Mulher-Maravilha.

James Gunn chegou a descrever o projeto como uma espécie de Game of Thrones ambientada na ilha das Amazonas.

A ideia poderia ampliar significativamente a mitologia da Mulher-Maravilha antes mesmo da chegada do novo filme da heroína.

O projeto também ganhou sinais de avanço em 2026. O diretório da Writers Guild of America West passou a listar Janet Lin e Kira Snyder como roteiristas associadas à produção. O registro ainda apontava para a temporada televisiva de 2027-2028.

Não houve, entretanto, anúncio oficial da DC confirmando as duas profissionais.

O desenvolvimento também já havia sido alvo de rumores de cancelamento. James Gunn chegou a negar anteriormente que Paradise Lost tivesse sido abandonada e afirmou, em abril, que a série estava em “extreme development”, ou seja, em desenvolvimento avançado.

Paradise Lost: James Gunn promete ‘Game of Thrones’ com Mulher-Maravilha

Por isso, uma eventual retirada do projeto representaria uma mudança significativa de direção.

O contraste fica ainda mais evidente quando se observa o caminho de outro projeto.

A DC Studios trabalha em uma série centrada em Jimmy Olsen, personagem associado ao universo do Superman.

A produção também tem um elemento particularmente curioso: Gorilla Grodd, um dos grandes vilões do Flash, está confirmado no projeto.

O personagem já apareceu no universo animado da DC em Creature Commandos, em uma sequência que apresentou um possível futuro sombrio no qual Grodd participa da conquista do mundo.

Agora, o personagem deve ganhar espaço em uma produção live-action ligada a Jimmy Olsen.

A escolha não é necessariamente ruim. Personagens secundários podem render histórias excelentes quando recebem liberdade criativa.

O problema está na comparação.

Se a DC realmente desistir de Paradise Lost, será difícil explicar por que uma série sobre Jimmy Olsen avançou enquanto uma produção diretamente ligada à mitologia da Mulher-Maravilha não conseguiu sair do desenvolvimento.

Isso não significa que Jimmy Olsen não mereça uma série.

Significa que a DC precisa explicar melhor sua hierarquia de prioridades.

Waller seria outra perda importante

O caso de Waller acrescenta outra camada à discussão.

A série teria como protagonista Amanda Waller, novamente interpretada por Viola Davis. A personagem é uma das poucas figuras importantes da antiga continuidade da DC que permanecem no novo universo.

Waller representa um núcleo diferente dentro do DCU.

Enquanto Superman, Supergirl e outros personagens trabalham em histórias essencialmente heroicas, Amanda Waller permite explorar espionagem, política, operações governamentais e as consequências da existência de indivíduos superpoderosos.

A personagem também já está ligada a diferentes núcleos do novo universo, depois dos acontecimentos de Peacemaker, Creature Commandos e Superman.

Uma série própria poderia aprofundar justamente esse lado político do DCU.

Se Waller também tiver sido abandonada, a DC perde uma oportunidade de expandir uma personagem feminina adulta, complexa e moralmente ambígua.

E novamente surge a comparação com projetos derivados de personagens secundários.

É preciso cuidado para não transformar o rumor em uma conclusão que as informações disponíveis não sustentam.

Não há evidência suficiente para afirmar que a DC esteja abandonando projetos por terem protagonistas femininas.

A franquia continua trabalhando em Supergirl e também desenvolve um novo filme da Mulher-Maravilha.

O problema é mais amplo.

James Gunn muda o rumo do DCU após Supergirl e aposta em suspense e terror

A questão está na coerência das escolhas.

A DC prometeu reconstruir seu universo compartilhado depois da instabilidade do antigo DCEU. A proposta de Gunn e Safran envolvia organizar a franquia e estabelecer uma nova continuidade.

Mas o novo DCU começa a acumular projetos de naturezas extremamente diferentes.

Há Superman, Supergirl, Clayface, Lanterns, The Brave and the Bold e Teen Titans. Também existem projetos envolvendo personagens menos tradicionais, como Mister Miracle, além da própria série de Jimmy Olsen.

Ao mesmo tempo, produções capazes de desenvolver diretamente personagens centrais continuam enfrentando incertezas.

É aí que Paradise Lost se torna especialmente simbólica.

A série poderia apresentar a cultura das Amazonas, expandir Themyscira e preparar o terreno para a nova Mulher-Maravilha.

Se realmente for descartada, a DC terá deixado escapar uma ferramenta importante para construir o universo de Diana.

A estratégia de Gunn tem uma característica bastante evidente.

O cineasta gosta de personagens que não necessariamente ocupam o centro das histórias tradicionais.

Peacemaker é um exemplo claro. The Suicide Squad também mostrou que personagens menos conhecidos podem conquistar o público.

A aposta funcionou.

O problema aparece quando essa estratégia começa a substituir, e não complementar, a construção dos grandes pilares da DC.

Superman, Batman e Mulher-Maravilha continuam sendo os principais símbolos da editora.

Por isso, existe uma diferença entre ampliar o universo com personagens secundários e deixar os personagens fundamentais em segundo plano.

Uma série de Jimmy Olsen pode ser divertida.

Uma história com Gorilla Grodd pode surpreender.

Mas a DC precisa primeiro convencer o público de que entende quais personagens devem sustentar sua nova fase.

O caso de Paradise Lost é ainda mais estranho

A possível mudança de planos chama atenção porque Paradise Lost já passou por um período longo e turbulento de desenvolvimento.

A série foi anunciada em 2023.

Passou anos sem grandes novidades.

Em 2026, voltou a ganhar atenção com informações sobre roteiristas e declarações de James Gunn.

O próprio executivo havia indicado recentemente que o projeto continuava avançando.

Agora, surge novamente o rumor de que ele teria sido abandonado.

DC Comics

Essa instabilidade pode ter várias explicações. Projetos televisivos são constantemente reformulados antes de receberem uma ordem oficial de produção.

Mas existe um efeito inevitável sobre o público.

Quanto mais vezes uma produção é anunciada, desmentida, reformulada e novamente colocada em dúvida, maior fica a sensação de que a estratégia do estúdio ainda não está completamente definida.

E esse é justamente um dos problemas que o novo DCU deveria resolver.

A DC precisa provar que existe uma estratégia

O novo universo não precisa ser convencional.

Também não precisa colocar Mulher-Maravilha, Superman e Batman em todas as produções.

A diversidade de personagens pode ser uma das maiores forças da DC.

Mas existe uma diferença entre diversificar o universo e perder a noção de prioridade.

Se Paradise Lost e Waller realmente saírem do planejamento enquanto Jimmy Olsen avança, a comparação será inevitável.

De um lado, uma série ambientada no universo da Mulher-Maravilha e capaz de expandir a mitologia das Amazonas.

Do outro, uma produção dedicada a um personagem secundário do Superman, agora associada a um dos grandes vilões do Flash.

A questão não é qual projeto será melhor.

A questão é qual deles deveria receber prioridade neste momento da construção do DCU.

E é justamente essa resposta que James Gunn e Peter Safran ainda precisam dar.

O que já está confirmado?

Até o momento, não há confirmação oficial de que Paradise Lost e Waller foram canceladas.

No caso de Paradise Lost, as informações apresentadas indicam justamente uma situação contraditória: o projeto já foi alvo de rumores de cancelamento, Gunn negou a interrupção e, posteriormente, surgiram registros de novas roteiristas.

Portanto, o possível cancelamento deve ser tratado como informação não confirmada.

Já a série de Jimmy Olsen aparece como um projeto que continua avançando, com Gorilla Grodd associado à produção.

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Caroline Teixeira é estudante de Serviços Jurídicos e Notarial, Psicologia e Psicanálise, apaixonada por palavras, cultura e boas relações, acredita que a arte pode ser uma ótima ferramenta para a evolução da psique humana.

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