O que acontece antes de um espetáculo chegar ao palco do Rock in Rio? Em 2026, o público poderá acompanhar parte desse processo antes mesmo de entrar na Cidade do Rock.
O festival estreou neste sábado, 8 de agosto, a websérie “ECCO, a jornada do som”, produção em quatro episódios que acompanha os bastidores do novo espetáculo imersivo que será apresentado durante o Rock in Rio 2026.
A série mostra o desenvolvimento do ECCO by LightWire, criado pelo Rock in Rio em parceria com a LightWire e com patrocínio oficial da Vale. A produção acompanha diferentes etapas do projeto, desde os primeiros ensaios em Cotia, no interior de São Paulo, até a construção da arena que receberá o público no festival.
Mais do que apresentar o resultado final, a websérie mostra como a proposta nasce e ganha forma. O projeto parte de uma ideia central: transformar as vibrações da natureza em som, música, luz e movimento.
O primeiro episódio já está disponível no Instagram oficial do Rock in Rio e apresenta o conceito que sustenta o espetáculo.
A websérie foi estruturada para acompanhar o desenvolvimento do ECCO em quatro etapas.
O primeiro capítulo apresenta a inspiração do espetáculo e sua relação com a natureza. A proposta também amplia uma narrativa que o Rock in Rio vem construindo por meio do Amazônia Live, projeto que coloca a floresta e sua preservação no centro de diferentes iniciativas do festival.
Nos episódios seguintes, a produção acompanha a criação dos figurinos, cenários e recursos tecnológicos utilizados no espetáculo.
A websérie também mostra a construção da arena imersiva na Cidade do Rock. O espaço foi planejado para receber o público em uma experiência de 360 graus, aproximando os espectadores da combinação entre performance, tecnologia e elementos sensoriais.
O último episódio acompanha o ensaio geral realizado antes da estreia do espetáculo durante o Rock in Rio 2026.
Dessa maneira, a produção funciona também como um registro do processo criativo por trás de uma das novidades da edição deste ano.
O ECCO by LightWire integra a chamada Fábrica de Sonhos do Rock in Rio, responsável por desenvolver experiências que ampliam a programação do festival para além dos shows.
A apresentação combina luz, som, tecnologia, dança, aromas e natureza em uma experiência sensorial.
Na Cidade do Rock, serão realizadas cinco apresentações por dia. Cada sessão utiliza diferentes recursos para criar uma experiência imersiva, com bailarinos, coreografias, trilha sonora original e tecnologia de áudio surround.
O espetáculo também utiliza projeções mapeadas, holografia e áudio imersivo, além de figurinos desenvolvidos especificamente para a apresentação.
Entre os recursos tecnológicos estão o PixelWear, figurino com mais de 1.500 pixels de LED controlados individualmente, e o NewDress, que utiliza 1.000 metros de fibra óptica iluminados por LED.
A combinação desses elementos faz com que os próprios artistas se tornem parte do cenário. Luz, movimento e tecnologia acompanham as coreografias e ajudam a construir a narrativa do espetáculo.
A escolha de acompanhar os bastidores em uma websérie também permite ao público conhecer etapas que normalmente ficam restritas às equipes de criação e produção.
O processo começa longe do público, ainda durante os ensaios. Aos poucos, a ideia inicial passa por testes, ganha movimentos, figurinos, elementos cenográficos e soluções tecnológicas.
Depois, todo esse trabalho precisa ser adaptado à estrutura da Cidade do Rock.
É justamente essa transformação que a produção pretende mostrar: como uma ideia abstrata relacionada às vibrações da natureza se transforma em uma experiência que combina arte e tecnologia diante de milhares de pessoas.
A arena do ECCO será um dos espaços de experiência do Rock in Rio 2026 e terá uma proposta diferente da tradicional dinâmica dos grandes palcos do festival.
Rock in Rio 2026 terá outras experiências além dos shows
O ECCO chega em uma edição que aposta novamente na expansão da experiência da Cidade do Rock para além da programação musical.
O Rock in Rio 2026 acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro.
A edição terá nomes como Foo Fighters, Avenged Sevenfold, Calvin Harris, Elton John, Stray Kids, Maroon 5 e Twenty One Pilots como atrações do Palco Mundo, além de dezenas de artistas distribuídos pelos demais espaços.
O festival também terá novidades em sua cenografia e experiências. O Palco Mundo, por exemplo, receberá uma nova estrutura frontal com 2.400 m² de painéis de LED, enquanto o New Dance Order terá uma nova cenografia.
Nesse cenário, o ECCO surge como uma experiência que busca utilizar tecnologia não apenas como elemento visual, mas como parte da própria narrativa.
A proposta é fazer com que o público entre em um espaço onde diferentes sentidos sejam estimulados simultaneamente.
O primeiro episódio de “ECCO, a jornada do som” foi publicado neste sábado, 8 de agosto, no Instagram oficial do Rock in Rio.
A produção terá quatro capítulos e acompanhará diferentes momentos da criação do espetáculo até a chegada à Cidade do Rock.
O primeiro episódio apresenta o conceito e as referências do projeto. Os próximos capítulos devem revelar o desenvolvimento dos figurinos e cenários, a montagem da arena e os preparativos finais para a apresentação.
Assim, antes mesmo da abertura dos portões do Rock in Rio 2026, o público já pode conhecer os bastidores de uma das atrações inéditas que farão parte da próxima edição do festival.
Idealizado por Roberto Medina, o Rock in Rio teve sua primeira edição em 1985 e se tornou um dos principais festivais de música e entretenimento do mundo.
A primeira edição aconteceu em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, em uma área de 250 mil metros quadrados. Durante dez dias, cerca de 1,38 milhão de pessoas passaram pelo evento, que reuniu 15 atrações nacionais e 16 internacionais.
Desde então, a marca expandiu o festival para outros países. O Rock in Rio chegou a Lisboa, em Portugal, além de Madrid, na Espanha, e Las Vegas, nos Estados Unidos.
No Brasil, a edição de 2026 será a 11ª realização do festival no país.
Segundo dados divulgados pelo Rock in Rio, as diferentes edições já geraram mais de 297,6 mil empregos diretos e indiretos. Apenas em 2024, o evento teve impacto econômico de R$ 2,9 bilhões na cidade do Rio de Janeiro.
O festival também recebeu, em 2022, o reconhecimento como patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro.
Desde 1985, mais de 12,3 milhões de pessoas passaram pelas Cidades do Rock. O público assistiu a mais de 4.667 artistas em 141 dias de festival.
A preocupação ambiental também ocupa espaço na trajetória do evento. O Rock in Rio afirma ter investido, junto com parceiros, mais de R$ 118 milhões em projetos relacionados à sustentabilidade, educação, música e preservação de florestas.
Na Amazônia, o festival informa que mais de 4 milhões de árvores foram plantadas. A marca também afirma ser neutra em carbono desde 2006 e ter sido pioneira na certificação ISO 20121, voltada para eventos sustentáveis.
O ECCO amplia justamente essa relação entre entretenimento, tecnologia e natureza, levando para a Cidade do Rock uma experiência construída a partir da ideia de que o som pode nascer das próprias vibrações do planeta.
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