Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e termos de uso.
Aceito
Vivente AndanteVivente AndanteVivente Andante
  • Cinema e Streaming
  • Cultura e Arte
  • Literatura e HQs
  • Música
  • Turismo
Font ResizerAa
Vivente AndanteVivente Andante
Font ResizerAa
Buscar
  • Cinema e Streaming
  • Cultura e Arte
  • Literatura e HQs
  • Música
  • Turismo
encontro de cinema negro zozimo bulbul
Cultura e ArtesNotícias

Economia criativa movimenta R$ 393 bilhões no Brasil e pode impulsionar o desenvolvimento

Por Alvaro Tallarico
Última Atualização 28 de outubro de 2026
7 Min Leitura
Share
foto: Alvaro Tallarico
SHARE
Tópicos
  • O que outros países podem ensinar ao Brasil
  • Política nacional busca fortalecer a economia criativa
  • Cultura entra na agenda internacional de desenvolvimento sustentável
  • Leia mais

A economia criativa movimentou R$ 393,3 bilhões no Brasil em 2023, o equivalente a 3,59% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O setor também reunia 5,8 milhões de trabalhadores em 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e a secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, esses números reforçam a importância da cultura para o desenvolvimento econômico brasileiro.

Segundo Margareth e Cláudia, a economia criativa precisa ocupar um lugar estratégico no planejamento do país. A atividade reúne diferentes setores, como música, cinema, literatura, artes visuais, design e jogos digitais, além de movimentar uma cadeia produtiva que envolve artistas, técnicos, produtores e empreendedores.

As duas gestoras defendem que a cultura seja reconhecida como fonte de riqueza, geração de empregos, inovação e fortalecimento da soberania nacional. A proposta também envolve ampliar as oportunidades para quem trabalha com produção cultural e criar condições para que esse mercado se desenvolva em diferentes regiões brasileiras.

O peso econômico da cultura não se limita à comercialização de obras artísticas. A cadeia criativa movimenta serviços, tecnologia, comunicação, distribuição e turismo, além de abrir espaço para pequenos negócios e profissionais independentes.

Uma produção audiovisual, por exemplo, envolve roteiristas, diretores, atores, técnicos, montadores e empresas responsáveis pela divulgação e distribuição. Na música, a atividade mobiliza compositores, intérpretes, produtores, instrumentistas e profissionais de sonorização.

Segundo Margareth Menezes e Cláudia Leitão, reconhecer essa dimensão econômica é fundamental para ampliar o papel da cultura nas estratégias de desenvolvimento do Brasil. O setor pode gerar renda e trabalho, além de projetar a diversidade cultural brasileira para outros países.

Os dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), publicados no Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil 2025, dimensionam esse potencial. Em 2023, a economia criativa respondeu por 3,59% do PIB, com movimentação de R$ 393,3 bilhões.

O que outros países podem ensinar ao Brasil

A economia criativa também ganhou espaço nas estratégias de desenvolvimento de outros países. Margareth e Cláudia destacam experiências internacionais que mostram como governos podem investir em setores culturais para ampliar a geração de riqueza e fortalecer sua presença no mercado global.

A Indonésia possui um Ministério da Economia Criativa e promove encontros internacionais dedicados ao tema. No Reino Unido, investimentos públicos buscam fortalecer a indústria musical, um setor que movimenta bilhões de libras. Já a Coreia do Sul ampliou a circulação internacional de sua música, de suas produções audiovisuais e de outros produtos culturais.

Esses exemplos mostram diferentes caminhos para integrar cultura e desenvolvimento econômico. No caso brasileiro, a diversidade cultural e a capacidade de produção artística representam oportunidades para ampliar mercados e fortalecer negócios.

Segundo as duas representantes do Ministério da Cultura, o Brasil precisa transformar esse potencial em uma política de desenvolvimento consistente. Isso exige investimentos, formação profissional, acesso a financiamento e mecanismos que facilitem a circulação de produtos culturais.

Política nacional busca fortalecer a economia criativa

A Política Nacional de Economia Criativa integra os esforços para consolidar o setor no país. A iniciativa busca aproximar cultura, inovação e desenvolvimento, reconhecendo a contribuição das atividades criativas para a economia brasileira.

Um dos desafios é garantir que os benefícios cheguem a diferentes territórios. Profissionais e empreendedores que atuam fora dos grandes centros frequentemente enfrentam dificuldades para conseguir crédito, estruturar projetos e acessar canais de distribuição.

Para Margareth Menezes e Cláudia Leitão, o fortalecimento da economia criativa também se relaciona à sustentabilidade e à soberania cultural. O investimento na produção nacional pode ampliar oportunidades profissionais e valorizar expressões artísticas de diferentes comunidades.

A formação de trabalhadores, o estímulo ao empreendedorismo e a articulação entre governos, empresas e instituições culturais são caminhos para fortalecer essa cadeia produtiva. A continuidade das políticas públicas também é importante para que os projetos consigam se desenvolver a longo prazo.

Cultura entra na agenda internacional de desenvolvimento sustentável

O debate sobre economia criativa está relacionado à discussão internacional sobre o papel da cultura no desenvolvimento sustentável. O período de 2027 a 2036 foi indicado como a Década Internacional da Cultura para o Desenvolvimento Sustentável, conforme o material de referência.

A iniciativa amplia a discussão sobre a contribuição da cultura para o desenvolvimento social, econômico e ambiental. Para o Brasil, essa agenda representa uma oportunidade de fortalecer políticas culturais e ampliar o reconhecimento da produção artística como parte da atividade econômica.

Segundo Margareth e Cláudia, a cultura precisa ser considerada um componente estratégico do futuro brasileiro. A defesa envolve reconhecer tanto seu valor simbólico quanto sua capacidade de gerar empregos, movimentar recursos e estimular a inovação.

Com R$ 393,3 bilhões movimentados em 2023 e milhões de trabalhadores envolvidos, a economia criativa já representa uma parcela expressiva da atividade econômica nacional. O desafio agora é ampliar as condições de produção, distribuição e acesso ao mercado, para que esse potencial se converta em oportunidades para mais brasileiros.

Siga-nos e confira outras notícias @viventeandante e no nosso canal de whatsapp!

Leia mais

  • Crítica: ‘Cara-de-Barro’: um terror ousado que expõe a crise de identidade do DCU
  • Crítica: ‘Behemoth!’ traz a música como eco de um passado que não se deixa esquecer
  • Crítica: ‘O Filho da Puta’ é animação suja, colorida e cheia de alma
Tags:Cláudia Leitãocultura brasileiradesenvolvimento sustentáveleconomia criativaempregos na culturafirjanIBGEindústria criativaindústria musicalMargareth MenezesMinistério da CulturaPIB do Brasilpolítica nacional de economia criativa
Compartilhe este artigo
Facebook Copie o Link Print
PorAlvaro Tallarico
Me Siga!
Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ com experiência em Jornalismo Esportivo. Autor dos livros "O que é Arte? Com a palavra, o artista", "A Paulistana de Ganesha", e outros.

Vem Conhecer o Vivente!

1.7KSeguidoresMe Siga!

Leia Também no Vivente

O Museu do Ingá, em Niterói, agora faz parte do Programa de Museus Antirracistas (Foto_ Divulgação_Funarj)
Ciência e EducaçãoEventos

Museu do Ingá promove debate sobre samba, ancestralidade e práticas antirracistas em Niterói

Redação
4 Min Leitura
glamping turismo começa a ganhar fôlego
NotíciasTurismo

Turismo começa a ganhar fôlego e prevê crescimento, Glamping é aposta

Redação
5 Min Leitura
Uma Mulher Só, Martha Meola
CríticaCultura e ArtesEspetáculosNotícias

Uma Mulher Só | Um espetáculo necessário que denuncia abusos

Livia Brazil
4 Min Leitura
logo
Todos os Direitos Reservados a Vivente Andante.
  • Política de Privacidade
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?