Wednesday, December 7, 2022

Exu e o Universo | Confira a crítica e entrevista com Nasi e Baba Julio

O nigeriano Bàbálórìsà Adesiná Síkírù Sàlámì, mais conhecido como Prof. King, é a figura central do documentário Exu e o Universo, de Thiago Zanato, que teve sua première mundial na última sexta-feira (14/10), às 17h, na Estação Net Gávea, como parte da programação do Festival do Rio, em sessão apenas para convidados. O Vivente Andante esteve lá.

Produzido ao longo de 5 anos, o filme foca no Prof King, um nigeriano que imigrou para o Brasil nos anos 80, e se destacou como intelectual e estudioso. Exu e o Universo mostra a luta de King para valorizar a cultura iorubá no Brasil e no mundo e tirar a demonização em cima do termo Exu.

Aliás, ouça abaixo a conversa que tivemos com Nasi, que produziu e participou do roteiro, e Baba Julio, sobre o filme:

O longa ainda mostra o desenvolvimento de outro projeto importante do nigeriano King: um dicionário Iorubá, no qual as palavras sagradas Iorubá são devidamente traduzidas e seu real significado é revelado – palavras como “Èṣù”.

O filme passa por Brasil, Nigéria e Europa, e desconstrói pré-conceitos sobre as culturas e religiões de matrizes africanas. As imagens feitas na Eslovênia, por exemplo, impressionam, mas não mais do que as da Nigéria, país que é o berço Iorubá.

O documentário tem muito de sua força nas imagens de rituais ao redor do mundo e nas falas contundentes do Prof King e outros negros. Além disso, a edição de Danilo Santos é excelente. Por outro lado, a trilha sonora fornece um tom de filme de terror, principalmente no início.

Exu e o Universo venceu o prêmio de melhor documentário no Festival do Rio 2022.

Ademais, leia mais:
Crítica | ‘Cesária Évora’ evoca a saudade no Festival do Rio
Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul | Veja filmes de graça no RJ
Cabo Verde + Brasil: veja o novo clipe em animação do Kaialas | Preto de Azul

Escreve o que achou!