Saturday, January 16, 2021

Forrest Gump, o contador de histórias e as boas almas

Um dos filmes preferidos da minha vida, desde a primeira vez que vi é Forrest Gump – O Contador de Histórias. Se estiver passando eu paro para ver. Passou esses dias em um canal da TV a cabo e vi de novo. Vai passar na TV aberta, pela milésima vez. Talvez esteja lá novamente esse jornalista assistindo.

Sempre me emocionei vendo e talvez a idade não esteja ajudando na minha frieza. Pois, apesar de já ter visto tantas e tantas vezes, continuo ficando com os olhos cheios de água em diversas cenas. Acho até que isso piorou. Mesmo sabendo o que vai acontecer e quando acontece, vejo aquela atuação magistral de Tom Hanks no papel principal, e choro nas perdas que o personagem sofre, nas derrotas e vitórias. Os amigos que faz pelo caminho e aqueles que se vão.

O longe foi um grande sucesso do ano de 1994. Ganhou o Oscar de Melhor Filme, além de Melhor Diretor – e Melhor Ator, claro (e mais 3). Já via Tom Hanks em muitos longas nas sessões da tarde da vida naquela época. Várias comédias e bons filmes contavam com ele. Porém, após Forrest Gump, ele virou de vez meu ator preferido, com seu ar de bom moço e atuações emocionais.

Enfim, pode isso, Arnaldo?

Engraçado porque lembro de ler um texto do Arnaldo Jabor meio que acabando com o filme. Ele traz uma visão interessante e muito crítica ao filme.  Coloca Forrest como “o bobo digitalizado, o obediente programado, que aceita tudo que fazem com ele e que é premiado por uma boa inserção social”. Faz pensar. Realmente, o personagem chega longe simplesmente obedecendo tudo que lhe mandam fazer. Seria essa uma boa mensagem?

Mas eu continuo achando o filme maravilhoso em todas suas ironias. Um ingênuo sem muita inteligência, mas com muita bondade no coração e que, exatamente por isso, acaba por influenciar outras pessoas positivamente e alcança alguns feitos impressionantes. Inclusive, Forrest é parte de grandes momentos dos Estados Unidos e tantos outros. Sem querer, ajuda John Lennon a escrever sua obra-prima, e Elvis Presley a dançar com seu jeito único. Ainda sobrevive a uma guerra e é visto como o soldado perfeito pelos seus superiores. Aqui jaz uma grande crítica que o filme faz sutilmente.

Sim, sabemos que a vida real nem sempre é tão boa com os bonzinhos, afinal, a maldade, a ganância, o egoísmo fazem de tudo para dominar a tudo e a todos. O ser humano é uma criatura complicada. Porém, no fim do dia, Forrest dorme de consciência limpa, pensando em seu amor e na esperança de um dia ser correspondido. Gump é uma boa alma. E essas sempre vão para o céu.

A saber, o filme também está disponível na Netflix para ser apreciado.

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