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A cantora Mariana Baltar e o sexteto Água de Moringa apresentam, no dia 10 de novembro, terça-feira, às 20h, no Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch, o espetáculo “Os Arcos – Paixão e Morte”, uma homenagem à obra de Aldir Blanc
Música

Mariana Baltar e Água de Moringa homenageiam Aldir Blanc em show na Glória

Espetáculo “Os Arcos – Paixão e Morte” acontece em 10 de novembro, no Teatro TotalEnergies, e resgata composição histórica de João Bosco e Aldir Blanc.

Por Redação
Última Atualização 29 de outubro de 2026
7 Min Leitura
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Tópicos
  • Mariana Baltar une tradição e repertório contemporâneo
  • Teatro na Glória recebe homenagem à música brasileira
  • Serviço
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A obra de Aldir Blanc ganha uma homenagem especial no Rio de Janeiro em novembro. A cantora Mariana Baltar e o sexteto Água de Moringa apresentam o espetáculo Os Arcos – Paixão e Morte no dia 10, às 20h, no Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch, na Glória. O show revisita composições do letrista e sua parceria histórica com João Bosco.

O espetáculo nasceu de uma pesquisa musical de Mariana Baltar e ganhou registro em álbum lançado em 2019. O projeto combina a interpretação vocal da cantora com a sonoridade instrumental do Água de Moringa, grupo que transita entre o choro e a música de concerto.

Um dos destaques é a recuperação da suíte Os Arcos, composta por João Bosco e Aldir Blanc em 1971. A obra surgiu no início da parceria entre os músicos, quando João Bosco vivia em Ouro Preto, e acabou se tornando o eixo central do projeto.

A história da composição ajuda a explicar a importância do resgate realizado pelo projeto. Em 1973, a suíte chegou a ser gravada para o primeiro disco de João Bosco, com arranjo de Luiz Eça. A gravadora RCA Victor, porém, descartou a faixa por causa de sua duração: nove minutos, quase um terço do espaço disponível no LP.

Décadas depois, Mariana Baltar e outros integrantes do projeto recuperaram a obra. A composição passou a ocupar lugar central no álbum Os Arcos – Paixão e Morte, lançado em parceria com o Água de Moringa.

O trabalho destaca a riqueza da produção de Aldir Blanc e as possibilidades de interpretação de suas composições. A apresentação no Rio leva essa pesquisa ao palco, reunindo voz e instrumentos em um repertório dedicado à memória do compositor.

Mariana Baltar une tradição e repertório contemporâneo

Mariana Baltar iniciou sua carreira profissional em 2001, no projeto Gafieira Dance Brasil, criado por Paulo Moura e Cliff Korman. Durante cinco anos, participou da cena musical da Lapa e se apresentou no Centro Cultural Carioca, espaço do qual foi uma das fundadoras.

Em 2006, lançou de forma independente o primeiro álbum, Uma Dama Também Quer Se Divertir. O trabalho lhe rendeu indicação ao Prêmio TIM de 2007, na categoria Revelação.

Seu segundo disco saiu em 2010 pela gravadora Biscoito Fino e reuniu composições inéditas de Thiago Amud, além de regravações de Assis Valente e Wilson Moreira. Em 2013, a cantora lançou Tresvarios, dedicado à parceria dos compositores Luiz Flavio Alcofra e Mauro Aguiar.

A trajetória inclui ainda participações em projetos dedicados à música brasileira. Em 2017, integrou A Paixão Segundo Catulo, tributo a Catulo da Paixão Cearense lançado pelo Selo Sesc. Dois anos depois, participou de Espelho, álbum com composições dos pianistas Cristovão Bastos e Maury Buchala.

Também em 2019, lançou Os Arcos – Paixão e Morte com o Água de Moringa, consolidando a pesquisa musical que chega agora ao palco do Teatro TotalEnergies.

Formado em 1989 por estudantes que se conheceram durante uma prática de música de câmara na UniRio, o Água de Moringa construiu uma trajetória de mais de 35 anos na música instrumental brasileira.

O grupo desenvolveu uma identidade que aproxima o choro de outras tradições musicais e da produção contemporânea. Ao longo da carreira, lançou seis CDs e participou de festivais de choro, bienais de música contemporânea e apresentações com orquestras.

O sexteto também dividiu o palco com nomes importantes da música brasileira, como Wilson Moreira, Dona Ivone Lara, Walter Alfaiate, Aldir Blanc, Miúcha, João Bosco e Moacyr Luz.

Em 2019, quando completou 30 anos, o grupo lançou três álbuns: Água de Moringa – 30 Anos, Caderno Roubado, com o pianista e compositor Carlos Fuchs, e Os Arcos – Paixão e Morte, em parceria com Mariana Baltar.

A formação reúne Rui Alvim nos sopros; Marcílio Lopes no bandolim, violão tenor e bandocello; Jayme Vignoli no cavaquinho; Luiz Flavio Alcofra no violão e na viola caipira; Josimar Carneiro no violão de sete cordas; e André Boxexa na bateria e percussão.

Teatro na Glória recebe homenagem à música brasileira

O espetáculo acontece no Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch, instalado no histórico Edifício Manchete, na Glória. Projetado por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Burle Marx, o espaço tem um palco reversível que permite diferentes configurações de apresentação.

Desde 2019, o Instituto Evoé atua na gestão do teatro, que recebe espetáculos e eventos culturais. A estrutura inclui área interna, jardim externo adaptável a apresentações e espaços destinados a ensaios e convivência.

A apresentação de Os Arcos – Paixão e Morte integra essa programação e oferece ao público a oportunidade de revisitar a obra de Aldir Blanc por meio de uma formação que combina interpretação vocal e música instrumental.

Serviço

Os Arcos – Paixão e Morte — homenagem a Aldir Blanc

  • Artistas: Mariana Baltar e Água de Moringa
  • Data: terça-feira, 10 de novembro de 2026
  • Horário: 20h
  • Local: Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch
  • Endereço: Rua do Russel, 804, Glória, Rio de Janeiro
  • Ingressos: R$ 100
  • Vendas: Ingresso.com
  • Classificação etária: 12 anos
  • Duração: 75 minutos

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Tags:agenda cultural rioÁgua de Moringaaldir blancchoroeventos na Glóriaingressos para shows RioJoão BoscoMariana Baltarmúsica instrumental brasileiraOs Arcos Paixão e MorteSala Adolpho Blochshows no Rio de JaneiroTeatro TotalEnergies
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