Paulo César Pinheiro Letra e Alma | Crítica

“Paulo César Pinheiro Letra e Alma” traz a poesia que abre portas e janelas para encontros no raiar do dia. Nasceu em casa, de parteira, e viveu para ser poeta e compositor, sambista. A Mangueira plantou o samba na alma desse homem e as malandragens das ruas o acompanharam pelo bairro de São Cristóvão e pela vida.

A escolha pelo preto e branco emoldura o filme com um carinho diferenciado. Paulo conta sua própria história e o chamado do bloco de papel para sua vocação. É interessante como um eterno aprendiz de poeta e escritor como eu, que também arranha composições, fica embasbacado ao ver a vida e os escritos de mestres como Paulo César Pinheiro.

Poetas

O que é necessário para se entender como poeta e criador? O reconhecimento? Seu ou de outros? Eu confio na energia circular cósmica que rege tudo, assim como Paulo diz no filme.

“Letra e Alma” é o que o título exala. Lirismo e espiritualidade juntos nas folhas de papel, que viram canções nas vozes de grandes cantores. Ele mesmo quando recita seus poemas.

Interessante como a arte se transforma após sair de seu criador. Paulo César Pinheiro, sem querer querendo, escreveu aquela que foi considera o “Hino da Anistia”. Era a canção “Tô Voltando”, famosa na voz de Simone.

Paulo é uma figura que faz parte da história da música brasileira e esse filme exalta a carreira desse grande poeta e compositor.

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