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Peter Gabriel lança Dark-Side Mix de ‘The Court’

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peter gabriel the court

No último domingo, 5 de fevereiro, Peter Gabriel lançou o Dark-Side Mix de “The Court”, a segunda música de seu próximo álbum “i/o”. Além da faixa, foi divulgada a imagem da capa, obra do artista e escultor Tim Shaw.

Escrita e produzida por Peter Gabriel, “The Court” foi gravada nos Estúdios Real World, em Wiltshire, e The Beehive, em Londres. A música tem contribuições de Brian Eno, Tony Levin, David Rhodes e Manu Katché. Além disso, conta com backing vocals da filha de Peter, Melanie Gabriel. O arranjo orquestral, de John Metcalfe com Peter Gabriel, foi gravado no British Grove Studios, em Londres, com vários músicos que já haviam participado da New Blood Orchestra.

“Tive esta idéia para o refrão, ‘the court will rise’, então se tornou uma letra em formato livre, impressionista, conectado à justiça. Mas há um senso de urgência nela. Muito da vida é uma luta entre ordem e caos e, em alguns sentidos, a justiça, ou o sistema legal, são coisas impostas para tentar trazer algum elemento de ordem ao caos. Isso é freqüentemente usado de forma abusiva, é muitas vezes injusto e discriminatório, mas ao mesmo tempo é provavelmente uma parte essencial de uma sociedade civilizada. Mas às vezes precisamos pensar em como isso é realmente realizado e empregado”, comenta Gabriel.

Namati

A canção é parcialmente inspirada pelo trabalho da ong NAMATI, cuja missão é proporcionar acesso à justiça a pessoas do mundo todo que, de outra forma, não conseguiriam pagar. “Eles fazem um trabalho brilhante reunindo equipes ao redor do mundo para ajudar em diferentes questões”, diz Gabriel.

Assim como a canção anterior, “Panopticom”, “The Court” chega em diferentes concepções de mixagem: de Tchad Blake (Dark-Side Mix), Mark ‘Spike’ Stent (Bright-Side Mix) e Hans-Martin Buff’s Atmos (In-Side Mix).

Cada novo lançamento de música vem com uma peça de arte específica; a capa de “The Court” retrata a instalação multimídia “Lifting the Curse”, de Tim Shaw. A obra foi originalmente criada para literalmente desfazer uma maldição jogada sobre a Royal Academy e seus membros pelos artistas Gilbert & George (que renunciaram e devolveram suas medalhas logo após serem aceitos pela instituição britânica, em 2017). Mas ela também aborda uma reunião mais ampla de forças ocultas, com particular referência à invasão russa da Ucrânia. A queima ritual da instalação foi a resposta visceral e potente de Shaw, que é membro da Academia Real, a Gilbert & George.

“Tim Shaw é um grande artista cujo trabalho é poderoso, político, xamanista. Ele tem lidado frequentemente com temas difíceis como guerra e tortura”, conta Gabriel.

Afinal, ouça e baixe aqui: https://virginmusicbr.lnk.to/TheCourtPR

Além de lançar novas músicas, Peter Gabriel embarca em uma turnê no final deste ano. Datas no Reino Unido e na Europa já estão à venda, com shows na América do Norte a ser anunciados em breve.

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Música

Bambas do samba: Geraldo Pereira

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Em ocasião do Dia Nacional do Samba lembramos a figura de Geraldo Pereira

”Geraldo Pereira, vara madura que não cai, deixou belos e bons sambas que influenciaram outros segmentos musicais, cujo maior exemplo é a Bossa Nova”
João Nogueira


Você pode não ligar o nome a pessoa, mas certamente conhece algumas de suas músicas: Bolinha de Papel, Falsa Baiana, “Pisei num despacho”, Sem Compromisso (que muitos pensam ser do Chico Buarque), Escurinho são alguns dos inumeráveis clássicos de Geraldo Pereira, cujas composições ajudaram a desenhar o cenário musical do samba . Nascido em Juiz de Fora em 23 de Abril de 1918 o sambista foi morar ainda criança no morro da Mangueira por volta dos onze, doze anos – a idade é imprecisa – e cresceu convivendo com grandes sambistas e malandros do morro. Desde cedo já demonstrava talento para a música – teve aulas de violão com Alfredo Português, Pai adotivo de Nelson Sargento. Aos 17 anos já arriscava suas primeiras composições.


Geraldo Pereira foi um grande cronista social do seu tempo. Através de seus sambas é possível ter uma ideia de como era o Rio de Janeiro na primeira metade do século XX. Ao mesmo tempo que são o retrato de uma época, suas canções se tornaram eternas e até hoje são regravadas e cantadas em rodas de samba em todo o Brasil. Geraldo Pereira Chegou a ter uma música censurada pela ditadura do Estado Novo, chamada Ministério Da Economia, onde ele fala das agruras de um sujeito cuja vida estava tão difícil que sua esposa foi “meter os peitos na cozinha de madame em Copacabana”. A música só veria uma gravação no início dos anos 1980 pela voz do saudoso Monarco.

Quem tomava aulas de violão com Geraldo Pereira pelos bares da Lapa era João Gilberto, que mais tarde seria considerado um dos pais da Bossa Nova. O baiano era um grande admirador da forma como o sambista tocava seu instrumento, aliás Geraldo Pereira é tido como o mestre do samba sincopado. Na linguagem técnica das partituras, síncope significa prolongar o som de um tempo fraco em um tempo forte que vem a seguir. Assim resulta em um ritmo pulado, requebrado, brejeiro, o samba de gafieira, que é diferente daquele tocado nas escolas de samba. Não foi por acaso que nos anos 1960 João Gilberto gravou Bolinha de Papel.

Toda essa genialidade não impediu que Geraldo tivesse uma vida difícil no morro, como a maioria dos sambistas de sua época. Ele sai de cena justamente quando sua carreira começava a se consolidar: na Lapa envolveu-se numa briga com o lendário Madame Satã. Foi golpeado e foi ao chão. Levado para o Hospital dos Servidores veio a óbito no dia oito de Maio de 1955. No carnaval de 1982 Geraldo Pereira foi enredo da Unidos do Jacarezinho. Suas canções até hoje são celebradas. Em suas letras estão sonhos, dores, alegrias e imagens que povoam o imaginário brasileiro. Geraldo Pereira presente!

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