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Ópera francesa
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Confira ópera francesa no Met | Gratuito

Por Pedro Pessanha
Última Atualização 19 de março de 2023
8 Min Leitura
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Photo by @vlahdumitru Vlah Dumitru
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Ópera francesa gratuita! Em mais uma semana temática, o Met dedicará a próxima semana à óperas de compositores franceses. A Ópera de Paris vem do século XVII, porém, foi somente no século XIX que os compositores franceses começaram a ter destaque, mesmo na França. Aliás, grande parte dessa ascensão da ópera francese se deve ao surgimento da Grand-Opera, modelo de ópera que é composto de 5 atos e conta com balé. É um modelo grandioso, como o próprio nome diz. Certamente, traduz o ambiente artístico francês do século XIX com grandiosidade e uma diversidade de artes em um mesmo local. Com temas diversos e polêmicos e colaborações entre artes, a Grand-Opera colocou as composições francesas em destaque.

Entretanto, durante o século XIX o modelo da Grand-Opera foi entrando em decadência. Gounod, Massenet e Bizet , apesar de comporem algumas obras no formato, aceleraram essa mudança. O Met trará algumas obras justamente desses três, e mais duas de Belioz.

Manon – Massenet – 07/09

Manon é a ópera mais encenada de Massenet. Com estreia em 1884 na Opera-Comique de Paris. Causou enorme escândalo por retratar uma mulher sensual e que exercia essa sexualidade. O libreto foi inspirado na Novela História de Chevalier des Grieux e Manon Lescaut de 1731. Além da adaptação de Massenet, houve uma adaptação posterior de Puccini, que também obteve enorme sucesso. Apresentação filmada em abril de 2012. Quem participa é Anna Netrebko, Piotr Becza?a, Paulo Szot e David Pittsinger. Por fim, Fabio Luisi regeu.

Romèo et Julliette – Gounod – 08/09

A história de Romeu e Julieta dispensa comentários. Essa adaptação de Gounod foi responsável por lhe conferir a alcunha de “compositor do amor”. Gounod enfatiza os duetos do casal apaixonado, emprega enorme emoção, drama e intensidade às cenas. Obra bonita e que normalmente conta com balé é uma obra eterna que permanece sendo montada com frequência. Diana Damrau, Vittorio Grigolo, Elliot Madore, e Mikhail Petrenko cantaram na filmagem de Janeiro de 2017. Além disso, Gianandrea Noseda regeu a ópera.

A Danação de Fausto – Berlioz – 09/09

O Compositor Hector Berlioz foi um dos mais importantes do seu tempo. Certamente, é considerado inventor da orquestra moderna, porém, durante a vida não foi tão reconhecido na França, principalmente como compositor de óperas. A Danação de Fausto foi composta como “Légende Dramatique”,  e só foi encenada como ópera posteriormente a morte do compositor. Adaptada da parte 1 de Fausto, a obra funciona como quadros dramáticos. Apesar de não ter sido concebido como ópera, é assim encenada frequentemente hoje em dia. A filmagem é de novembro de 2008.  Susan Graham, Marcello Giordani, e John Relyea cantam. James Levine regeu a apresentação.

Cedrillon – Massenet – 10/09

Adaptação do conto de Cinderela, Cedrillon é uma ópera de enorme sucesso hoje em dia. Aliás, não é das óperas mais elogiadas pela crítica, mas faz sucesso com o público, inclusive com o infantil e de pessoas não iniciadas à ópera. Afinal, a montagem é moderna e agrada ao grande público, filmaram em abril de 2018. Kathleen Kim, Joyce DiDonato, Alice Coote, Stephanie Blythe e Laurent Naouri cantam a obra e Bertrand de Billy é regente.

Les Pêcheurs de Perles – 11/09

Bizzet é o compositor da ópera francesa mais importante da história, Carmem. Porém, a obra que o Met escolheu dessa vez foi “os pescadores de pérolas”. A ópera lançou a carreira operística de Bizzet e estreou em 1863. Apesar de ter obras importantíssimas para o mundo a música, Bizzet teve uma curta carreira, interrompida por morte prematura, aos 36 anos. Les Pêcheurs de Perles é a obra de Bizzet mais encenada depois de Carmem. Consideram como uma obra de difícil montagem, pois não tem muita ação. Estrelando Diana Damrau, Matthew Polenzani, Mariusz Kwiecie? e Nicolas Testé, com regência de Gianandrea Noseda, a filmagem é de janeiro de 2016.

Les Troyens – Berlioz – 12/09

Obra prima operística de Berlioz, Les Troyens é um grandioso épico em forma de Grand-Opera. A princípio, com imponente 5 atos e balé, seguindo o modelo tradicional. Infelizmente, Berlioz não teve oportunidade de vê-la montada na íntegra em vida, apenas os últimos 3 atos. Por sua extensão de 3 horas e meia, é comum que se separe em dois dias de apresentações. Sendo o primeiro com os atos 1 e 2, que conta a história da queda de Troia. Em seguida, no segundo dia, vem os atos 3 ao 5, com a história de amor de Dido e Enéas. Com 22 papéis, enormes coros e imponente Balé, Les Troyens é uma obra magnífica e enorme. Por fim, essa filmagem de janeiro de 2013 conta com as vozes de Deborah Voigt, Susan Graham, Karen Cargill, Bryan Hymel, Eric Cutler, Dwayne Croft e Kwangchul Youn. Enfim, Fabio Luisi é responsável pela regência.

Werther – Massenet – 13/09

Baseado no clássico absoluto do romantismo alemão, “Os sofrimentos do jovem Werther”. A obra clássica de Goethe é honrada com o enorme esforço que Massenet empregou nessa partitura para entregar uma obra à altura. Com esforço recompensado, considera-se Werther  a melhor obra do compositor – segundo a crítica. Contudo, apesar do famoso final trágico, essa ópera envolve um fato irônico. Ao contrário da grande maioria das óperas, que reservam a morte às sopranos, nessa, Charlote, a soprano, permanece viva, enquanto seu par morre. Essa filmagem ocorreu em março de 2014. Estrelando Lisette Oropesa, Sophie Koch, Jonas Kaufmann, David Biži?, Jonathan Summers e regencia de Alain Altinoglu.

A saber, as óperas são disponibilizadas diariamente no site do Met metopera.org por volta das 19h. Inclusive, lá é possível encontrar bastante material extra, como programas (playbill) e textos complementares para ampliar a experiência.

Ademais, veja mais:

O Leilão do Lote 49 | Conheça Thomas Pynchon e a paranoia pós moderna
Centenário de Charles Bukowski | O velho, o vô e pessoas que não são boas
Enfim, Philip Glass e “The Portrait Trilogy” | Einstein na praia e a revolução da ópera 
 
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PorPedro Pessanha
Historiador, mestrando em história do Brasil. Se interessa por arte de todo tipo e suas ligações com história, política e com a vida.

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