Thursday, September 24, 2020

Vinhos em Portugal | O Geosommelier tem um caso de amor

Vinhos em Portugal. Um caso de amor para quem gosta de vinho e visita ou mora em Portugal é o custo. Ou seja, é possível e comum comprar, em qualquer mercado, vinhos para o dia a dia abaixo dos 5 euros. Existem até os de cêntimos – nome referente aos nossos centavos –, mas os que experimentei vinham numa caixinha tetrapak como as de leite e não gostei, sinceramente.

Se formos comparar preços com o Brasil podemos até sofrer na busca, mas conseguimos encontrar alguns exemplares mais em conta. Um exemplo é o Adega do Vale, uma das marcas produzidas no Nordeste que chegam aos mercados do Rio de Janeiro por menos de 15 reais. Podemos encontrar espumantes Salton na faixa dos R$ 20,00, tudo isso buscando um pouquinho no mercado. Inclusive, aos desavisados, o Brasil tem se destacado na produção de espumantes (falo mais disso uma próxima vez e trarei opções).

É claro que estou falando de bebidas para o cotidiano e comparando o caso nos dois países. De todo modo, uso essas informações para demonstrar que é possível termos um consumo em que não precisamos investir todo um salário num vinho para
bebericar num dia ou outro. Às vezes creditamos tanta qualidade aos vizinhos argentinos e chilenos que esquecemos da produção brasileira, a qual, embora possamos debater o quesito preço e impostos, não devemos deixar de experimentar.

Os bons Vinhos em Portugal

Voltando às terras lusitanas, o diretor do curso que faço me disse uma vez que “o vinho português só não é mais valorizado que o vinho francês por ser mais barato”. Depois percebi que essa comparação se dava entre os champanhes e vinhos do Porto,
grandes representantes de cada país. Isso pode se dar ao fato de valorizarmos produtos mais caros num apanhado geral.

Lembro-me também de uma reportagem do jornal El País, de 2018, sobre o valor médio dos vinhos franceses de 6 euros, considerado alto pra Europa. Confesso que os últimos dados de preço médio em Portugal que encontrei são de 2015, os quais tive acesso numa reportagem no Jornal de Negócios, fazendo referência aos módicos 2,63 euros/litro. As reportagens podem ser acessadas em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/04/26/economia/1524755902_232432.htmlhttps://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/preco_medio_do_vinho_exportado_subiu_26_em_tres_anos .

Dicas do Geosommelier

Posso citar alguns que tenho degustado e que vejo como bom custo x benefício. Com exceção dos dias de sorte quando chego ao mercado e encontro umas promoções, consigo lembrar de alguns. O espumante das últimas semanas foi “O Tal Vinho da Lixa” que é verde, abaixo de 3 euros (na promoção consegui por 1,89 gelado) e passa-se uma tarde bebendo à vontade. Um branco que gostei também foi “Tapada das Lebres”, um alentejano com passagem em barricas e bâtonnage que tenho comprado por 4 euros.  Aliás, tenho queda particular por vinhos brancos estruturados e é o caso desse.

Indo por outra linha, para uma dica de rosé fico no famoso “Mateus“, bebo poucos desse tipo, mas esse clássico ao meu ver é justo por estar na faixa dos 3,5 euros. O tinto (embora existam tantas opções) que me surge agora é o “Tons Duorum“, que fica em torno dos 4 euros. Ganhei um colheita tardia da Caminhos Cruzados, assim que abrir venho escrever sobre.

Outra dica que posso fornecer é para termos paciência, pois os vinhos são diferentes entre si. Como já disse, as regiões e os
processos de produção influenciam até mesmo as uvas de mesmo nome, trazendo informações distintas ao visual, olfato e paladar. Se só tiver possibilidade de ir ao mercado e comprar aquele low cost, não perca a oportunidade e depois compare com o próximo de quando o mês for mais abastado. Não se acanhe.

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Enfim, mais uma vez, saúde!

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