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Música

Rock in Rio: Supernova ganha 28 atrações e aposta em nomes que podem dominar a música brasileira

Palco chega à quarta edição em parceria com o Grupo Sony Music Brasil e reúne rock, rap, trap, funk, R&B, pop e MPB na Cidade do Rock

Por Alvaro Tallarico
Última Atualização 17 de agosto de 2026
10 Min Leitura
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O Rock in Rio 2026 prepara mais uma edição do Supernova, palco que se tornou um dos principais espaços de descoberta do festival. Em uma parceria que chega ao quarto capítulo, o Grupo Sony Music Brasil e o Rock in Rio ampliam a colaboração e apresentam uma programação com 28 atrações.

A curadoria é assinada pelo Rock in Rio em conjunto com o Filtr Music Brasil, plataforma de entretenimento do Grupo Sony Music Brasil. A proposta é reunir artistas em ascensão, nomes já conhecidos do público em formatos diferentes e projetos criados especialmente para a Cidade do Rock.

Mais do que funcionar como um palco alternativo, o Supernova se consolidou como uma espécie de radar musical do festival. É ali que o público pode descobrir artistas que ainda estão construindo suas trajetórias e acompanhar novas cenas que começam a ganhar espaço.

Para Wilson Lannes, COO do Grupo Sony Music Brasil, a parceria representa uma estratégia de desenvolvimento para a música.

“Mais do que apoiar um palco, o Grupo Sony Music Brasil investe em uma plataforma estratégica de desenvolvimento para a música”, afirma.

Segundo ele, a curadoria busca acompanhar a evolução do mercado e antecipar tendências, ampliando o espaço para novos artistas e repertórios.

A história do Supernova começou em 2019, quando o palco recebeu cerca de mil pessoas por dia.

Na edição de 2022, o espaço mudou de área para comportar um público maior e chegou a uma média diária de aproximadamente 6 mil pessoas, com picos de 10 mil.

Em 2024, o número cresceu novamente. O Supernova alcançou cerca de 10 mil espectadores por dia e passou a ocupar definitivamente um território importante dentro do festival: o da descoberta e da experimentação.

Em 2026, a proposta ganha uma programação ainda mais diversificada.

Rock, pop, rap, trap, R&B, funk e MPB aparecem entre os estilos representados pelos artistas selecionados.

Os headliners serão Diogo Defante, Supercombo, João Gordo & Asteroides Trio, Alee, NandaTsunami, Delacruz e Lourena.

Argentino Milo J faz estreia no Brasil

Um dos nomes que prometem chamar atenção é o argentino Milo J.

Aos 19 anos, o artista já soma 16 milhões de ouvintes no Spotify e construiu uma sonoridade que transita entre trap, hip-hop, folk, pop e referências da música latino-americana.

Sua estreia no Brasil também reforça uma característica importante do Supernova: a tentativa de aproximar o público brasileiro de novos artistas e movimentos musicais da América Latina.

A presença de Milo J amplia a proposta do palco para além da descoberta de artistas nacionais e cria uma ponte com novas cenas que estão surgindo em outros países da região.

João Gordo homenageia os 50 anos dos Ramones

Entre os shows especiais está a apresentação de João Gordo & Asteroides Trio.

O grupo leva ao Rock in Rio o espetáculo Blitzkrieg Psycho Bop Ramones 50, criado para celebrar os 50 anos do primeiro álbum dos Ramones, uma das bandas fundamentais para a história do punk rock.

A apresentação coloca uma das figuras mais conhecidas do punk brasileiro diante de um repertório que atravessou gerações e ajudou a transformar a música underground em fenômeno mundial.

Outro encontro especial será Rock in Gil com Larissa Luz.

A cantora revisita a vertente roqueira da obra de Gilberto Gil em uma apresentação que combina o repertório do artista baiano com a estética afrofuturista de Larissa Luz.

A programação de 2026 também mostra como o palco tenta colocar diferentes gerações da música brasileira no mesmo espaço.

No rock, aparecem nomes como Supercombo, Matanza Ritual, Bayside Kings e Venere Vai Venus.

Há ainda uma atração bastante curiosa: O Escritório, projeto formado por funcionários do Grupo Sony Music Brasil que também atuam como músicos.

Já o rap, o trap e a música urbana ocupam uma parcela importante da programação, com apresentações de Alee, Delacruz, Lourena, Sant, Yago Oproprio, Celo Dut, Maui e AR Baby.

O pop, a MPB e o R&B aparecem representados por artistas como Zeca Veloso, Melly, Bruna Black, Ananda, Isa Buzzi, Chady e Muse Maya.

O Supernova ainda mantém uma tradição criada em edições anteriores: um dia dedicado exclusivamente a jovens cantoras.

Em 11 de setembro, a programação feminina terá Muse Maya, Isa Buzzi, Ananda e NandaTsunami.

Roberto Verta, co-curador do Supernova, destaca justamente a função do palco como espaço para artistas em desenvolvimento.

Desde 2019, segundo ele, a ideia é apresentar um panorama amplo e diverso da música brasileira e oferecer aos artistas a oportunidade de experimentar a estrutura de um dos maiores festivais do mundo.

A experiência envolve não apenas o contato direto com milhares de pessoas, mas também infraestrutura profissional de som e luz e a exposição proporcionada pela presença no Rock in Rio.

A curadoria considera novidade, diversidade e diferentes tendências musicais, mas também procura preservar uma característica fundamental: a diversão.

“O foco é dar condições para que esses artistas possam viver a experiência de se apresentarem no Rock in Rio, com tudo o que isso significa em termos de conexão com o público”, explica Verta.

Sony Music amplia presença para além do streaming

A parceria também representa uma mudança na maneira como o Filtr Music atua no Brasil.

Criada como uma marca de curadoria musical da Sony Music Entertainment, a plataforma ampliou sua atuação para conteúdo, tecnologia e experiências presenciais.

O Supernova é um dos principais exemplos dessa estratégia.

A iniciativa transforma uma curadoria que poderia existir apenas nas plataformas digitais em uma experiência física, colocando artistas e público no mesmo espaço.

Para Natasha Barros, diretora de Business Development da Sony Music Brasil, o palco conecta música, cultura e negócios.

“O sucesso do palco demonstra como parcerias estratégicas podem gerar impacto para toda a indústria”, afirma.

O Filtr Music também mantém projetos como Studio F, #Quintou, Discos N’Agulha e Daquele Jeito, além de iniciativas digitais e experiências em outros eventos.

Confira a programação do Supernova no Rock in Rio 2026

Os shows começam às 14h30.

4 de setembro: Chady, Rock in Gil com Larissa Luz, Venere Vai Venus e Diogo Defante.

5 de setembro: ZeROBADASS, MC Taya, Lvcas e Supercombo.

6 de setembro: O Escritório, Bayside Kings, Matanza Ritual e João Gordo & Asteroides Trio em Blitzkrieg Psycho Bop Ramones 50.

7 de setembro: Maui, Melly, Zeca Veloso e Alee.

11 de setembro: Muse Maya, Isa Buzzi, Ananda e NandaTsunami.

12 de setembro: Celo Dut, Yago Oproprio, Milo J e Delacruz.

13 de setembro: AR Baby, Bruna Black, Sant e Lourena.

O Supernova talvez seja um dos espaços mais interessantes do Rock in Rio justamente porque não depende apenas de artistas que já chegam ao festival como fenômenos consolidados.

Alguns nomes podem chegar à Cidade do Rock ainda buscando seu grande momento e sair de lá diante de um público muito maior. Outros já possuem uma base sólida, mas encontram no festival a oportunidade de experimentar novos formatos.

Essa mistura é o que transformou o Supernova em um dos espaços mais relevantes para acompanhar os movimentos da música brasileira.

Em 2026, com 28 atrações e uma programação que atravessa diferentes gêneros e gerações, o palco novamente assume o papel de radar do Rock in Rio.

E, entre os milhares de fãs que estarão na Cidade do Rock, pode estar também quem vai descobrir ali o artista que estará ocupando um palco muito maior em uma próxima edição.

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PorAlvaro Tallarico
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Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ.

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