A poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026, a proteção animal ganha espaço no debate eleitoral por meio do Voto Animalista Brasil. A iniciativa da LatinGroup for Animals tem o Instituto Caramelo como parceiro no país e busca incentivar candidaturas a assumirem compromissos públicos com a causa.
A proposta é aberta a candidatos de diferentes partidos e posições políticas. A carta-compromisso apresenta dez exemplos de medidas que podem contribuir para o avanço da proteção e do bem-estar animal, transformando a pauta em compromissos públicos durante o período eleitoral.
Entre os temas estão o combate aos maus-tratos, políticas de castração, incentivo à adoção, prevenção ao abandono, proteção da fauna silvestre e estímulo a métodos alternativos à experimentação animal.
No Brasil, o Instituto Caramelo participa da articulação com as candidaturas e da divulgação da carta. As adesões ficam disponíveis para consulta dos eleitores, que também podem acompanhar os compromissos assumidos após as eleições.
Para Yohanna Perlman, diretora executiva do Instituto Caramelo, problemas como abandono e maus-tratos exigem ações que ultrapassem o atendimento realizado pelas organizações de proteção animal.
“Quem trabalha com resgate e proteção animal sabe que não dá para enfrentar problemas como abandono e maus-tratos apenas quando eles já aconteceram. Precisamos de políticas que atuem na prevenção, na educação e na fiscalização. Trazer esse debate para o período eleitoral é uma forma de fazer com que a proteção animal seja levada a sério por quem busca ocupar esses espaços de decisão”.
A iniciativa brasileira faz parte de uma mobilização que já foi realizada em outros países da América Latina. A proposta é levar a proteção animal para a discussão sobre políticas públicas e estimular candidaturas de diferentes setores a apresentar compromissos relacionados ao tema.
O movimento ganhou ainda mais repercussão diante de casos recentes de violência contra animais. Sofia Videla, diretora de campanhas da LatinGroup for Animals, cita o caso do cão Orelha como exemplo da necessidade de discutir medidas que também atuem na prevenção.
“O caso do cão Orelha voltou a demonstrar o quanto a violência contra os animais nos interpela como sociedade. Essa discussão vai além de reagir a casos individuais: passa também pelas respostas que damos para prevenir o sofrimento e elevar nossos padrões de proteção e bem-estar animal.”
Segundo Videla, a proposta busca reunir diferentes setores políticos em torno da discussão sobre os interesses dos animais.
“Essa é uma causa em que autoridades e figuras políticas precisam encontrar pontos de convergência. O Voto Animalista busca justamente refletir essa transversalidade, convidando candidaturas de diferentes setores a assumir um compromisso público com a defesa dos interesses dos animais”, afirma.
A carta-compromisso e a relação atualizada das candidaturas que aderiram à iniciativa estão disponíveis no site do Voto Animalista Brasil.
Atuação do Instituto Caramelo
O Instituto Caramelo é uma organização não governamental sem fins lucrativos voltada ao resgate e à reabilitação de animais em situação de abandono e maus-tratos. A instituição foi criada em fevereiro de 2015.
A organização mantém um hospital veterinário 24 horas, atende mais de 200 animais e realiza castrações gratuitas, intervenções emergenciais e acompanhamento contínuo dos animais até que estejam preparados para adoção responsável.
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