Friday, September 18, 2020

Crítica | A Batalha das Correntes

A Batalha das Correntes é inspirado em fatos reais que mudaram a história do mundo. É sobre gênios e empresários, é sobre luz e eletricidade. Começa bonito mostrando que a fotografia é um destaque. Benedict Cumberbatch dá vida a Thomas Alva Edison, um inventor e empresário dos Estados Unidos que fez parte de grandes mudanças  que influenciaram diretamente a indústria, como a lâmpada elétrica incandescente.

O filme, distribuído no Brasil pela Diamond Films, é bem dirigido, tem closes e cortes precisos, usando bem o raccord (passagem de planos). A batalha é uma briga empresarial acima de tudo recheada por egos e questões financeiras. No final do século 19, Thomas Edison e George Westinghouse travam uma disputa sobre como deveria ser feita a distribuição da eletricidade. Edison faz uma campanha pela utilização da corrente contínua, já Westinghouse defende a corrente alternada. Westinghouse é feito com seriedade por Michael Shannon e ainda tem Nichilas Hoult como Nikolas Tesla, personagem importante que acaba entrando na briga.

Cinematografia digna

A direção de Alfonso Gomez-Rejon vai um pouco além do básico, pois há planos diferenciados, bastante dinamismo e desfoques providenciais, como em certo momento em que Nikolas Tesla tem uma forte decepção. No início da segunda metade o ritmo cai um pouco, mas nada que atrapalhe o andamento geral. O roteiro de Michael Mitnick favorece o caminho que Alfonso procura seguir. Destaque para a cinematografia de Chung-hoon Chung, a fotografia apresenta belas cenas. E não teria como ser diferente em um longa-metragem onde a luz tem tanta importância. As cenas inicias chegam a impressionar, como a chegada no círculo de lâmpadas.

Enfim, o final de A Batalha das Correntes é nada mais, nada menos, do que a pura magia do cinema. Até porque Thomas Edison tem uma parte grande nisso. O gosto que fica para os amantes da sétima arte é de pura gratidão.

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