Crítica | ‘Em Um Bairro de Nova York’ homenageia a latinidade e critica gentrificação

Em Um Bairro de Nova York (In the Heights) é um filme que parece tentar mesclar Amor, Sublime Amor (West Side Story) com La La Land. O filme tem como base um musical de sucesso da Broadway. É do criador de Hamilton e do diretor de Podres de Ricos.

Washington Heights é um bairro suburbano cheio de sonhadores em uma comunidade vibrante e unida. A principal crítica que o longa traz é contra a gentrificação. O bairro está mudando, chegam novas pessoas, com um outro estilo. Aquele subúrbio está enraizado com imigrantes latinos que sonham em manter suas tradições e não ser invisíveis para a sociedade estadunidense.

Há ótimas músicas, em especial, as que namoram mais com o hip hop e o rap. Além disso, tem bastante bom humor e ninguém do elenco decepciona. Tem sequências realmente muito boas e divertidas, como a do Salão da Daniela. Em seguida, destaca-se uma na piscina, onde podemos ver o capricho nas coreografias. Contudo, aquela com a abuela Cláudia é um dos pontos mais altos, trazendo toda uma história de uma imigrante cubana e seu difícil percurso para sobreviver nos Estados Unidos.

Paciência e fé é o lema daqueles latinos que sonham em ser mais, em fazer diferença, em manter sua comunidade coesa. Apesar de ser um pouco longo, ao passar de duas horas, o filme é uma ode a latinidade e homenageia com eficiência esse povo tão caliente e vivo.

Irretocável

Em Um Bairro de Nova York é estrelado por Anthony Ramos (“Nasce Uma Estrela” e “Hamilton” da Broadway), que manda bem como o sonhador, trabalhador e charmoso boa praça Usnavi; Corey Hawkins (“Straight Outta Compton – A História do N.W.A.”, “Infiltrado na Klan”), a cantora e compositora Leslie Grace, Melissa Barerra (“Vida”), Olga Merediz (“In the Heights” da Broadway), Daphne Rubin-Vega (“Rent” da Broadway), Gregory Diaz IV (“Matilda the Musical” da Broadway), Stephanie Beatriz (“Brooklyn Nine-Nine”), Dascha Polanco (“Orange is the New Black”) e Jimmy Smits (dos filmes da franquia “Star Wars”).

Chu dirige o filme a partir de um roteiro de Quiara Alegría Hudes, baseado no musical do teatro. Aliás, as músicas e letras são de  Lin-Manuel Miranda. A diretora de fotografia Alice Brooks (“The Walking Dead”) não deixa a desejar, sabendo brincar com sombras e luzes para favorecer os números musicais. O figurinista Mitchell Travers (“Oitava Série”) mostra estilo.

A coreografia, irretocável, ficou por conta de Christopher Scott, que anteriormente trabalhou com Chu no premiado A Legião dos Dançarinos Extraordinários. O filme tem estreia prevista para 17 de junho de 2021 e distribuição mundial pela Warner Bros. Pictures.

Enfim, veja o trailer:

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