Thursday, October 6, 2022

Crítica | ‘Exorcismo Sagrado’ traz novas formas de exorcizar

De volta as cabines, fui ver “Exorcismo Sagrado” ou, no original, “The Exorcism of God”. A princípio, Peter Williams (Will Beinbrink), um padre americano que vive no México, desafia ordens de seus superiores para realizar um ritual de exorcismo. No entanto, o demônio é forte demais para ser derrotado e consegue levar o padre a cometer um terrível sacrilégio.

Dezoito anos depois, as consequências desse pecado voltam a assombrar Peter diariamente. Para salvar sua vida, ele vai precisar enfrentar novamente o demônio que conhece tão bem suas fraquezas em uma batalha ainda maior entre o bem e o mal. Trazendo elementos de grandes clássicos do gênero, como “O Exorcista” e “Uma Noite Alucinante”. O longa foi indicado a Melhor Filme de Terror na última edição do Fantastic Fest, um dos principais festivais de filmes de gênero dos Estados Unidos.

“Exorcismo Sagrado” conta ainda com Raquel Rojas (‘Grachi’), Alfredo Herrera (‘Fear the Walking Dead’), Eloisa Maturen (‘Liz em Setembro’), Juan Ignacio Aranda (‘Obediência Perfeita’) e Christian Rummel (‘The Last of Us: Part II’) no elenco.

Escolhas

Entre escolhas acertadas e algumas tiradas que te fazem rir, o filme tem inclusive uma cena icônica do clássico “O Exorcista” de 1973, fora outras que fazem lembrar muito.

O primeiro ato é bem chocante e um pouco forçado para o lado sexual, principalmente na parte do exorcismo. Entretanto, podemos dizer que foi bem diferente da maioria dos filmes de exorcismo que vi até hoje.

Em seguida, no segundo ato, o roteiro fica um pouco mais denso e acerta, inclusive, em discussões interessantes, como a ajuda do padre à comunidade, relação de poder no clero e outros.

Tem toda uma preparação para o terceiro ato e o novo exorcismo que está se aproximando. A ideia que está implícita no nome original do filme (o exorcismo de Deus) é interessante, ou seja, uma forma nova de exorcismo vem na tela e isso é bom de ver.

A ideia geral da película pode parecer um pouco trash. Não sei se pelas homenagens e referências, mas acabei levando menos a sério do que ele mesmo se leva. Contudo, me diverti bastante com a experiência, e digo mais, tem um final aberto para uma continuação.

Por fim, outras observações: a maquiagem é ótima, direção de arte está de parabéns; os atores poderiam convencer um pouco mais, mas talvez o roteiro não auxilia tanto. Além disso, os exorcismos são realmente bem diferenciados do comum já visto e o longa fornece diversão, é aterrorizante e perturbador. Estreia no Brasil no dia 10 de fevereiro.

Sendo assim, assim que assistir comente aqui embaixo o que achou e vamos discutir! Será que é melhor que “O Exorcista”?

Aliás, se liga no trailer:

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