Tuesday, January 19, 2021

Crítica | Mulher-Maravilha 1984, o Retorno da Rainha e as pessoas extraordinárias

Diana Prince, a Mulher-Maravilha, é filha da rainha das Amazonas, Hipólita, com o deus grego Zeus. Tem poderes extraordinários combinados com seu treinamento entre as guerreiras de seu povo. Em seu primeiro filme, ela é responsável pelo fim da primeira guerra mundial. A sequência do filme foge do óbvio e, ao invés de seguir para outra guerra, o filme se passa em 1984. É o início da globalização, do mundo conectado e do consumo em massa. Há a sensação coletiva de que todos os sonhos podem se realizar. A pergunta é: o que você deseja mais do que tudo na vida?

Sobre o filme

Em Mulher-Maravilha 1984, nossa heroína, Diana Prince (Gal Gadot), trabalha como arqueóloga no museu Smithsonian. Entretanto, nas horas vagas, enfrenta o crime nas ruas da cidade de Washington D.C. Porém, o empresário Max Lord (Pedro Pascal de The Mandalorian) descobre uma maneira de lucrar enquanto satisfaz os desejos das pessoas. Além disso, surge uma nova inimiga, Mulher-Leopardo (Kristen Wiig). Assim, a Mulher-Maravilha precisa reunir todas suas habilidades para combatê-los.

Enquanto isso, a memória de Steve (Chris Pine) continua presente em sua vida. Mesmo após 66 anos, o amor que sente pelo piloto continua inabalável. Apesar de ter encontrado seu lugar no mundo humano, a saudade latente dentro de si. Há, também, diversas referências a cultura pop da década de 1980, o que diverte o espectador fã do gênero.

Mulher-Maravilha 1984 está chegando
divulgação: Warner/DC

Como no filme anterior, o processo de treinamento e amadurecimento de Diana como guerreira na ilha de Themyscira são poderosas na tela. É a jornada da heroína que tem seu lugar no mundo assegurado não apenas por nascimento, mas pelo aperfeiçoamento de suas habilidades físicas e aprendizados de honra e ética. E, é claro, sua fé inabalável na habilidade da humanidade em buscar sempre ser melhor.

Por Trás das Câmeras

A habilidade de Patty Jenkins em dirigir o trabalho de corpo das atrizes durante as cenas de ação marcam o espectador pela técnica por trás e pela frente das lentes. As atrizes mostram aptidões para verdadeiras competições pela perfeita execução de acrobacias nas cenas.

Destaque para o trabalho da equipe de efeitos especiais, responsável por diversas cenas de luta e perseguição. E, também, por uma das cenas mais delicadas do filme, onde a personagem principal voa entre as nuvens e através dos fogos de artifício que colorem o céu e a tela do cinema.

Já a trilha do sonora de Hans Zimmer, vencedor do Oscar e conhecido compositor de trilhas cinematográficas é um presente aos fãs. Zimmer e Jenkins colaboraram diretamente para esse filme e é impossível não perceber o talento de quem gravou mais de 150 discografias, incluindo a trilogia Cavaleiro das Trevas e a franquia Piratas no Caribe.

Nas cenas de batalha, os sons da orquestra nos transportam para lutar ao lado da heroína. Nas cenas do cotidiano, as músicas pop da década de 1980 trazem nostalgia de um passado não muito distante. Já nas cenas românticas, há uma delicadeza apaixonante entre a imagem do casal e a música lenta que os acompanha.

Toda a trilha do filme lembra ao espectador que a Mulher Maravilha tem a habilidade de ser a heroína poderosa, justa e compassiva, ao mesmo tempo em que se adapta para passar como simplesmente humana. Sua excepcionalidade está em acreditar que toda pessoa, por mais comum que seja, tem o poder de ser extraordinária.

*O Vivente Andante Jornalismo Cultural recebeu convite da Warner Bros Pictures e a jornalista Carolina Caldas viu o filme em sessão fechada para a imprensa. Enfim, Mulher-Maravilha 1984 estreia no dia 16 de dezembro de 2020.

Afinal, veja a bela cena de abertura:

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