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Trio Gilsons fez show antes do Monobloco na Lapa, Rio de Janeiro.
Música

Gilsons recebem Gilberto Gil no Rio e anunciam 11 shows da turnê “Eu Vejo Luz”

Trio retorna ao Brasil após apresentações na Oceania e na Europa. Agenda inclui show no Vivo Rio, festivais, apresentações gratuitas e passagem por arenas culturais cariocas.

Por Alvaro Tallarico
Última Atualização 5 de novembro de 2026
12 Min Leitura
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Gilsons (foto: Alvaro Tallarico)
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Os Gilsons voltam aos palcos brasileiros em novembro com uma agenda especial da turnê Eu Vejo Luz. Entre 13 de novembro e 13 de dezembro, José, João e Francisco Gil realizam 11 apresentações em cinco estados. Um dos destaques acontece na estreia da temporada, no Vivo Rio, quando o trio recebe Gilberto Gil para um encontro musical em família.

O show acontece em 13 de novembro, no Rio de Janeiro. A apresentação também celebra os 20 anos do Vivo Rio, espaço inaugurado pelo próprio Gilberto Gil em 2006. No repertório, o grupo apresenta músicas do álbum Eu Vejo Luz Em Maior Proporção Do Que Eu Vejo A Escuridão, lançado como seu segundo trabalho de estúdio, além de sucessos que marcaram sua trajetória.

A agenda segue por Curitiba, Fortaleza, Niterói e Manaus, além de uma sequência de apresentações em equipamentos culturais da Prefeitura do Rio. O encerramento acontece em 13 de dezembro, a bordo do cruzeiro Dominguinho em Alto-Mar, comandado por João Gomes, Jota.pê e Mestrinho.

Antes de retornar ao país, os Gilsons passaram pela Austrália, Nova Zelândia e Portugal. A circulação internacional integra uma turnê que já ultrapassou 30 datas confirmadas, com apresentações em diferentes cidades brasileiras e europeias.

O grupo também passou por países como Itália, Dinamarca, Espanha e França. Entre os destaques estão os shows nos Coliseus de Lisboa e do Porto, além de seis apresentações na Oceania.

A nova turnê acompanha o álbum Eu Vejo Luz Em Maior Proporção Do Que Eu Vejo A Escuridão. O trabalho representa uma fase de amadurecimento artístico e emocional do trio. A sonoridade combina referências da herança musical da família com experimentações contemporâneas.

Agenda inclui shows gratuitos e arenas culturais no Rio

Depois da apresentação no Vivo Rio, o trio segue para Curitiba. No dia 19 de novembro, os Gilsons tocam no Cine Lido, nova casa de shows instalada no antigo cinema do Centro da capital paranaense.

Em 21 de novembro, o grupo participa do Festival Zepelim, no Marina Park, em Fortaleza. No dia seguinte, integra a programação gratuita do aniversário de 453 anos de Niterói, com apresentação na Praia de Icaraí.

A partir de 27 de novembro, os Gilsons iniciam uma sequência de shows em arenas culturais cariocas. A primeira apresentação acontece no Teatro de Arena Elza Osborne, em Campo Grande. No dia 28, o grupo chega à Arena Carioca Fernando Torres, no Parque Madureira. A sequência termina em 29 de novembro, na Areninha Carioca Hermeto Pascoal, em Bangu.

Em dezembro, a agenda começa em Manaus, no Festival Amazônia Pop, no dia 8. O grupo retorna ao Rio para duas apresentações: em 10 de dezembro, na Areninha Cultural Jacob do Bandolim, em Jacarepaguá; e no dia 11, na Areninha Carioca Gilberto Gil, em Realengo.

O último compromisso acontece em 13 de dezembro, no cruzeiro Dominguinho em Alto-Mar, com embarque no Porto de Santos. O navio MSC Divina recebe o projeto entre os dias 12 e 15 de dezembro.

Desde a estreia em 2018, os Gilsons conquistaram espaço na música brasileira ao aproximar elementos da MPB de uma sonoridade contemporânea. O trio ganhou projeção com músicas como “Várias Queixas”, “Love Love”, “Devagarinho” e “Deixa Fluir”.

O álbum de estreia, Pra Gente Acordar, recebeu indicações ao Grammy Latino, ao Prêmio Multishow e ao Prêmio da Música Brasileira. O trabalho também abriu caminho para apresentações em grandes festivais, como Rock in Rio, Lollapalooza e Coala Festival.

O grupo ainda realizou shows com ingressos esgotados no Brasil e no exterior, passando por países como Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Holanda e Irlanda.

Agora, com o repertório do segundo álbum, os Gilsons encerram 2026 com uma agenda que combina grandes palcos, festivais e apresentações em espaços culturais. O encontro com Gilberto Gil no Vivo Rio abre a temporada brasileira em um momento simbólico para a família e para a casa de espetáculos.

Serviço: Gilsons – Eu Vejo Luz Tour 2026

Rio de Janeiro – Gilsons convidam Gilberto Gil

  • Data: 13 de novembro, sexta-feira
  • Local: Vivo Rio
  • Endereço: Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo

Curitiba (PR)

  • Data: 19 de novembro, quinta-feira
  • Local: Cine Lido
  • Endereço: Rua Desembargador Ermelino de Leão, 160, Centro

Fortaleza (CE) – Festival Zepelim

  • Data: 21 de novembro, sábado
  • Local: Marina Park
  • Endereço: Avenida Presidente Castelo Branco, 400

Niterói (RJ) – Aniversário de 453 anos

  • Data: 22 de novembro, domingo
  • Local: Praia de Icaraí
  • Entrada: gratuita

Rio de Janeiro – Campo Grande

  • Data: 27 de novembro, sexta-feira
  • Local: Teatro de Arena Elza Osborne
  • Endereço: Estrada Rio do A, 220

Rio de Janeiro – Parque Madureira

  • Data: 28 de novembro, sábado
  • Local: Arena Carioca Fernando Torres
  • Endereço: Rua Bernardino de Andrade, 200, Parque Madureira

Rio de Janeiro – Bangu

  • Data: 29 de novembro, domingo
  • Local: Areninha Carioca Hermeto Pascoal
  • Endereço: Praça Primeiro de Maio, s/nº

Manaus (AM) – Festival Amazônia Pop

  • Data: 8 de dezembro, terça-feira
  • Local: Centro Cultural dos Povos da Amazônia
  • Endereço: Avenida Silves, 2.222, Distrito Industrial I

Rio de Janeiro – Jacarepaguá

  • Data: 10 de dezembro, quinta-feira
  • Local: Areninha Cultural Jacob do Bandolim
  • Endereço: Praça do Barro Vermelho, s/nº, Pechincha

Rio de Janeiro – Realengo

  • Data: 11 de dezembro, sexta-feira
  • Local: Areninha Carioca Gilberto Gil
  • Endereço: Avenida Marechal Fontenelle, 5.000

Santos (SP) – Dominguinho em Alto-Mar

  • Data: 13 de dezembro, domingo
  • Local: Navio MSC Divina
  • Embarque: Porto de Santos
  • Cruzeiro: de 12 a 15 de dezembro

Dirigido por Andy Morahan e David Austin, George Michael: The Faith Tour resgata o cantor em seu auge, reunindo imagens inéditas de um espetáculo que merece ser visto pelo maior número de pessoas.

George Michael: The Faith Tour apresenta dois momentos bastante distintos nesta imersão na vida e na obra do astro. O primeiro é Finding Faith, um curta intimista dirigido por Mary McCartney, que utiliza imagens em preto e branco e uma narração do próprio cantor para nos introduzir lentamente a esse universo, quase como uma visita aos bastidores. Em seguida, temos o espetáculo propriamente dito: quase duas horas de apresentação que transportam o público para 1988, mais especificamente ao Palais Omnisports de Paris-Bercy, quando George Michael vivia o auge de sua fama.

Essa combinação entre intimidade e espetáculo torna a produção muito mais rica. Diferentemente de Oasis: Don’t Look Back in Anger (2026, Will Lovelace e Dylan Southern), aqui o foco está inteiramente na apresentação musical. Não existem interrupções, comentários ou depoimentos que quebrem o ritmo: são apenas performances e canções. Ainda assim, a experiência não se torna menos envolvente. Pelo contrário, a energia transmitida pelo palco ganha proporções ainda maiores quando assistimos ao filme em uma sala IMAX.

Desde o falecimento de George Michael, em 2016, seu legado como um dos maiores astros da música pop permanece vivo. Canções como Careless Whisper continuam atravessando gerações. Entretanto, revisitar sua apresentação de 1988 permite compreender melhor a dimensão de sua popularidade. Mesmo no início de sua trajetória solo, Michael já demonstrava uma presença artística que poucos contemporâneos conseguiriam alcançar.

George Michael em cena de "George Michael: The Faith Tour"- Divulgação Universal Pictures

George Michael em cena de “George Michael: The Faith Tour”- Divulgação Universal Pictures

As imagens de George Michael: The Faith Tour mostram uma multidão pulando em uníssono, envolvida pelas cores vibrantes e pela estética característica dos anos 1980. É uma celebração coletiva cuja alegria atravessa a tela. Quando a imagem desaparece e restam apenas os aplausos estrondosos, a reação é quase inevitável: “Cara, como eu gostaria de estar lá”.

A preservação dessas gravações em 35 mm proporciona um mergulho visual em uma época específica da carreira do cantor, funcionando também como uma homenagem à sua trajetória. Para as gerações mais novas, que muitas vezes conheceram George Michael por influência dos pais ou pela redescoberta de suas músicas na internet, o documentário oferece a oportunidade de compreender por que seu nome continua tão presente na cultura popular. Mais do que registrar um show, a produção recupera um momento histórico de um artista que parecia capaz de dominar qualquer palco.

Entretanto, existe uma contradição interessante nessa experiência cinematográfica. É impossível não sentir o carisma, o sex appeal e o amor de Michael tanto pelo público quanto pela própria música. Ao mesmo tempo, assistir a quase duas horas de um espetáculo tão contagiante enquanto permanecemos sentados na poltrona provoca uma espécie de FOMO. A vontade não é apenas acompanhar o concerto, mas levantar, cantar e participar daquela celebração.

George Michael em cena de "George Michael: The Faith Tour"- Divulgação Universal Pictures

George Michael em cena de “George Michael: The Faith Tour”- Divulgação Universal Pictures

Nesse sentido, a experiência pode até se tornar exaustiva: quanto mais envolvente é a apresentação, maior é a sensação de que estamos perdendo justamente a parte mais divertida dela. Talvez um pouco mais de respiro entre as performances, com comentários do próprio cantor, pudesse equilibrar essa dinâmica, embora isso também significasse interferir na integridade do registro.

Com muito respeito e sem recorrer a idealizações desnecessárias, George Michael: The Faith Tour apresenta o concerto praticamente como uma experiência de resgate histórico, permitindo que novas gerações conheçam a dimensão de um artista cuja presença permanece incontestável.

Mais do que reinventar George Michael, o documentário reafirma sua importância e mantém seu legado pulsando. Afinal, depois daquelas apresentações em Paris, o cantor nunca mais seria o mesmo.

Distribuído pela Universal Pictures, George Michael: The Faith Tour chega aos cinemas em 5 de novembro.

https://youtube.com/watch?v=F3JOyA5NY8I%3Ffeature%3Doembed

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Tags:agenda cultural rio de janeiroarena cariocaEu Vejo Luz Em Maior Proporção Do Que Eu Vejo A EscuridãoEu Vejo Luz TourFestival Amazônia PopFestival Zepelimfrancisco gilgilberto gilgilsonsjoão gilNiteróishows no Rio de Janeirovivo rio
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PorAlvaro Tallarico
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Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ com experiência em Jornalismo Esportivo. Autor dos livros "O que é Arte? Com a palavra, o artista", "A Paulistana de Ganesha", e outros.

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